26 março 2012

John Perkins "Portugal está a ser assassinado,como muito países do terçeiro mundo, já foram"

Caríssimos, já aqui tinha colocado em 19 de Maio de 2008 um post sobre o livro de John Perkins, "Confissões de um assassino económico", editado em Portugal pela Pergaminho em 2007 com o título "Confissões de Um Mercenário Económico: A face Oculta do Imperalismo Americano". Quem o leu ficou a perceber como se urdem todas as tramas e jogos políticos em torno da defesa dos grandes interesses instalados do grande capital. Delapidam-se economias, destroem-se vidas, inventam-se motivos de guerra. Vem pois a propósito, este clip de John Perkins, sobre a interferência nas economias, passa-se o mesmo relativamente ao que acontece na Europa, Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha, e todos os outros países que seguirão. Um facto já é constatável, embora facilmente previsivel, os nossos governantes aínda insistem em enganar o Povo, Portugal não consegue reduzir o défice, a dívida aumenta e cairá forçosamente na renogociação da dívida pública e por aí adiante, satisfazendo sempre a avidez dos abutres sem escrúpulos. Por fim a perda da soberania e o empobrecimento geral em beneficio de alguns.
(  link da entrevista de John Perkins em: ionline.pt)




Portugal terá de pagar juros de 34,4 mil milhões de euros pelo salvamento de 78 mil milhões acordado este ano com o FMI, BCE & UE – ou seja, o total a ser devolvido aos ditos "salvadores" será de 112,4 mil milhões de euros (juros + capital). Um salvamento assim é como atar um peso de chumbo a alguém que esteja a afogar-se. Tal empréstimo jamais poderá ser pago – o objectivo deliberado da troika foi submeter o país de modo permanente à servidão da dívida.
A verdadeira saída para esta situação, a única que atende realmente aos interesses do povo português, é a recuperação da soberania monetária do país e a libertação das peias da UE. Os custos da saída do euro são inferiores aos custos da permanência no mesmo, com a consequente escravização eterna à ditadura do capital financeiro.

"Os Islandeses colhem beneficio da sua revolta" in Resistir info.

21 março 2012

Greve é boa ou má, conforme… !!!


Em 9 de Novembro último, coloquei aqui o post A greve é uma arma e explicava que, como arma deve ser utilizada com muita precaução. Curiosamente, recebi agora por e-mail de velho amigo que vem de certa forma reforçar alguns dos argumentos que então utilizei e, por isso transcrevo na íntegra:

Quando o PCP era contra as greves...
Por M. Amaral de Freitas
Ainda a propósito da greve geral...

"Os trabalhadores e trabalhadoras de todos os sectores, empresas e serviços, com vínculos permanente ou precários, têm motivos para aderir à greve geral de 24 de Novembro", proclama o PCP na primeira página do seu jornal oficial. Sob a palavra de ordem "a adesão de cada um faz a força de todos".

Isto sucede agora. Mas já houve um tempo em que o PCP era contra a realização de greves em Portugal. Um tempo em que, por coincidência ou talvez não, os comunistas ocupavam pastas ministeriais no Governo. Convém recordar aos mais desmemorizados, por exemplo, uma resolução do Comité Central (CC) do PCP datada de 17 de Junho de 1974 em que a direcção do partido se insurgia contra a realização de uma greve nos CTT. Passo a transcrever parte desse longo comunicado, naturalmente com a devida vénia.

«O PCP alerta contra o perigo de reivindicações irrealistas e chama particularmente a atenção para as exigências de súbita e radical diminuição da semana de trabalho, que em alguns casos desceria a níveis não praticados mesmo nos países mais desenvolvidos. Semanas de 35/36 horas não correspondem ao nível do actual desenvolvimento económico. As reivindicações irrealistas conduzem a um beco sem saída, à perturbação do equilíbrio económico ou ao aumento dos preços e ao agravamento da inflação que anulam os aumentos de salários alcançados.

As formas de luta devem ser cuidadosamente examinadas antes de decididas. No actual momento político, a greve só deve ser utilizada na luta por reivindicações sérias e ponderadas, depois de esgotados todos os outros recursos. Os trabalhadores devem fazer tudo para que não tenha lugar em sectores-chave da vida económica dadas as profundas e desfavoráveis repercussões que pode ter na situação económica e dadas as graves reacções que pode provocar. O CC do PCP desaprova a greve dos CTT (...) Desaprova a greve em outros sectores vitais da vida económica e social do País e apela para que os trabalhadores tenham plena consciência dos graves riscos que correm e fazem correr ao processo de democratização iniciado em 25 de Abril. (...) Chama com solenidade a atenção dos trabalhadores para o facto de que a desorganização da economia, a paralisação de transportes e outros meios vitais da vida económica criam condições favoráveis para a reacção e a contra-revolução.»


Um prodígio de hipocrisia, esta posição dúplice de um partido que quando está na oposição incentiva os trabalhadores a fazer greve mas quando está no Governo recomenda aos mesmíssimos trabalhadores que não utilizem tal forma de luta. É isso, aliás, que sucede nos países ainda dirigidos por partidos comunistas: China, Coreia do Norte, Cuba, Laos e Vietname. Todos condicionam fortemente ou interditam o direito à greve - naturalmente, sem um sussurro de protesto do PCP. A nula adesão à luta faz a fraqueza de todos.

NOTA: Falta salientar que as greves em serviços públicos constituem uma péssima utilização da arma porque as vítimas são sempre trabalhadores inocentes, os utentes de tais serviços que, não têm a mínima culpa da situação que desagrada e acabam por ser sacrificados duramente na sua vida e rotina quotidiana.

Imagem do Google

Valores mais importantes que o dinheiro

"Crie filhos em vez de herdeiros."
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..."
"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor ( amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!"
"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."

E para terminar:
"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço."

Agradeço à Amiga Celle o envio destes preciosos elementos.

Imagem do Google

15 março 2012

Oração de um ateu crente !!!!!!!!!



.
Pai-nosso que estas no céu português, ouve esta prece desesperada!!!!!!!!

Levai o Aníbal Cavaco Silva para o teu lado, urgentemente.

Aproveita levai também:

- Levai José Sócrates, o tal do Freeport, o da lixeira da Cova da Beira, e dos 383 milhões de euros depositados em offshore em nome da santa mãezinha/ titio e priminhos

- Levai Mira Amaral, o tal que depois de ter trabalhado 18 meses como administrador da CGD, tem uma reforma de 18 mil euros por mês, desde 2004 + reforma de deputado + reforma de ministro da economia de cavaco.

- Levai o Dias Loureiro que enterrou Portugal em mais de 9 mil milhões de euros com o BPN

- Levai o Paulo Portas, este desgraçado dos submarinos que nos custaram mais de 1500 milhões de euros.

- Levai os 230 deputados mamões da Assembleia da República das Bananas, de Portugal, que andam a mamar nas tetas inesgotáveis de nossos impostos

- Levai os ex-presidentes da república, que custam aos contribuintes 300 mil euros por ano em Mamas.

- Levai todos os mamões dos generais / capitães das forças armadas, que só sabem mamar em nossos impostos.

- Levai a Celeste Cardona, que mamou desde 2004, 17 mil euros por mês na CGD.

- LEVAI TODOS OS CABRÕES DOS POLITICOS PORTUGUESES ……. E SE POSSIVEL, OS DESPACHE PARA OS QUINTOS DOS INFERNOS !!!!!!!

Livrai-nos de todos estes aldrabões senhor .............

Livrai-nos de todo este mal que infesta Portugal !!!!!!!!!

Faça este povo imberbe e adormecido com o futebol, com a religião, com os fados, e com as novelas, que finalmente acorde, e arreganhe os dentes.

Que arreganhem os dentes contra as SCUT´S

Que arreganhem os dentes contra os aumentos da eletricidade/ agua / gas/ etc ........

Que arreganhem os dentes contra os políticos corruptos que infestam Portugal.

Que arreganhem os dentes contra as religiões que os condicionam, e os transformam em carneiros amestrados, por terem medo da morte, e são transformados em marionetas por todo o poder, Opus Dei/ Maçonaria/ Bilderbergs/ Imprensa corrupta / etc ……….

OIÇA MINHA PRECE DESESPERADA SENHOR, ALELUIA SALVE ALELUIA !!!!!!!!!!!!!!

Amem !!!!!!!!!!!!!!!





Um abraço religioso para todos.



Ramiro Lopes Andrade


05 março 2012

Por que razão a retenção do IRS aos trabalhadores, aos reformados e aos aposentados, nomeadamente com baixos rendimentos, aumentou tanto em 2012?


Eugénio Rosa
Muitos trabalhadores do sector privado e pensionistas (reformados da Segurança Social e aposentados da CGA) têm-me perguntado, através da Internet (via email), por que razão a retenção mensal do seu IRS aumentou em 2012 apesar de não terem tido qualquer aumento de salários e, no caso dos pensionistas (reformados da Segurança Social e aposentados da CGA), de sofrerem o confisco do subsidio de férias e do Natal, apesar das taxas de IRS serem as mesmas de 2011. Os aumentos na retenção de IRS que os trabalhadores e os pensionistas estão a sofrer este ano resultam de "pequenas" alterações que este governo introduziu à socapa no Código do IRS, utilizando a Lei do Orçamento do Estado para 2012, que passaram despercebidas à opinião pública e aos órgãos de informação, e que mesmo na Assembleia da República não foram denunciadas com força suficiente para poderem chegar ao conhecimento dos portugueses.

O governo PSD/CDS "esqueceu-se" propositadamente de incluir na Lei do Orçamento de 2012 (no nº 1 do artº 111º da Lei 64-B/2011) a mesma norma de carácter transitório, e com o mesmo conteúdo, que constava na Lei do Orçamento de 2011 (no nº 1 do artº 98º da Lei 55-A/2010). Como consequência desse "esquecimento" acontece o seguinte: (1) A parcela do rendimento anual dos trabalhadores por conta de outrem que não está sujeita a IRS baixa, entre 2011 e 2012, de 4104€ para 3622,06€ (-481,94€); (2) A parcela de IRS que cada contribuinte tem direito a descontar no imposto a pagar (dedução por sujeito) diminui, entre 2011 e 2012, de 261,25€ para 230,57€ (-30,68€); (3) A dedução no IRS que cada contribuinte faz por cada filho passa, entre 2011 e 2012, de 190€ para 167,69€ (-22,31€; mais um ataque à família com filhos); (4) O valor máximo que cada contribuinte pode deduzir no IRS das despesas com a educação dos filhos passa, entre 2011 e 2012, de 760€ para 670,75€ (-89,25€; outro ataque à família com filhos).

Para além disso, a parcela do rendimento anual de cada reformado ou aposentado não sujeito a IRS diminui, entre 2011 e 2012, de 6000€ para 4104€, o que determina que 1896€ que, em 2011, estavam isentos do pagamento de IRS, em 2012 já têm de pagar IRS; e 1,21€ do subsídio de refeição diário pago em dinheiro que, em 2011, estava isento de pagamento de IRS, em 2012 já paga IRS. Como consequência apenas destas "pequenas" alterações, e como se conclui dos quadros 2 e 3 em anexo, a taxa de retenção de IRS aumenta muito em 2012, sendo o aumento em percentagem tanto maior quanto mais baixo é o rendimento (em relação aos trabalhadores por conta de outrem a subida atinge 12,5% para a remuneração mais baixa e 5,3% para a mais elevada; relativamente aos reformados e aposentados, a subida da taxa de retenção é mais chocante pois atinge +50% para as pensões entre os 675€ e 696€, e + 2% para as pensões superiores a 9200€ por mês; em relação aos trabalhadores da Administração Pública, devido ao confisco do subsidio de férias e de Natal, a situação é outra como mostra o quadro 4 em anexo).

Estimamos que, em 2012, os trabalhadores por conta de outrem do sector privado tenham de pagar mais 165 milhões € de IRS, e os reformados e aposentados mais 24,6 milhões € de IRS só devido àquelas alterações. Se juntarmos a estes valores, o aumento de IRS que terão de suportar principalmente os trabalhadores por conta de outrem, os reformados e os aposentados devido ao facto de a percentagem das despesas com saúde que podem ser descontadas no IRS passar, entre 2011 e 2012, de 30% para apenas 10%, também por decisão do governo PSD/CDS que, a própria Entidade Reguladora de Saúde, estima em 440 milhões € de aumento de receita fiscal para o Estado, conforme consta da pág.62 do seu estudo com o titulo "Análise à sustentabilidade do SNS", rapidamente conclui-se que estas medidas, que o governo de Passos Coelho/ Victor Gaspar introduziram à socapa tendo, por isso, passado despercebidas aos media e à opinião pública representam um pesadíssimo encargo que mais uma vez atinge principalmente as classes de rendimento mais baixos, reduzindo significativamente o seu rendimento disponível e, consequentemente, o seu poder de compra, o que contribuirá para agravar ainda mais a recessão económica, como está já a acontecer, devido à quebra no consumo interno que provocará.
O governo PSD/CDS introduziu alterações à socapa através da lei que aprovou o Orçamento do Estado para 2012, as quais estão a provocar um agravamento generalizado do IRS pago por todos os trabalhadores e pensionistas. Para se poder compreender a verdadeira dimensão da medida aprovada pelo governo interessa ter presente o seguinte.

No Código do IRS existem um conjunto de disposições que determinam deduções no rendimento e na colecta (imposto) que estavam indexadas ao salário mínimo nacional, conforme consta dos artigos 12.º, 17.º -A, 25.º, 79.º, 83.º, 84.º e 87.º do Código do IRS.

O governo de Sócrates alterou a indexação passando-a do Salário Mínimo Nacional para o Indexante de Apoios Sociais (IAS), que tem um valor inferior (por ex., em 2011, o valor do Salário Mínimo Nacional era de 485€, enquanto o valor do IAS era apenas de 419,22€; em 2012, mantiveram-se os dois valores porque o governo PSD/CDS congelou-os). Se aquela norma aprovada pelo governo do PS tivesse entrado imediatamente em vigor, ou seja que a indexação passasse do Salário Mínimo Nacional para o IAS, isso determinaria um aumento generalizado do IRS. Para evitar isso, na Lei do OE-2011 (Lei nº 55-A/2010), existia uma disposição transitória (nº1 do artº 98º) que estabelecia textualmente o seguinte: " Até que o valor do indexante dos apoios sociais (IAS), atinja o valor da retribuição mínima mensal garantida em vigor para o ano de 2010, mantém -se aplicável este último valor para efeito das indexações previstas nos artigos 12.º, 17.º -A, 25.º, 79.º, 83.º, 84.º e 87.º do Código do IRS".

Comparemos agora esta disposição com a da Lei do OE-2012 (Lei 64-B/2011). Assim, a norma transitória constante do nº1 do artº 111º da Lei 64-B/2011, tem a seguinte redacção: " Até que o valor do indexante dos apoios sociais (IAS), atinja o valor da retribuição mínima mensal garantida em vigor para o ano de 2010, é aplicável este último valor para efeito da indexação prevista no artigo 53.º do Código do IRS". Portanto, as deduções (rendimentos não sujeitos a IRS) constante do artº 12º (bolsas de formação desportiva); do artº 17º-A (rendimentos de residentes noutros Estado); do artº. 25º (rendimentos auferidos por trabalhadores por conta de outrem); do artº 79º (dedução no IRS pago pelo contribuinte por cada filho ou ascendente); do artº 83º (dedução no IRS de despesa com a educação dos filhos); do artº 84% (dedução no IRS das despesas com lares de ascendentes e descendentes); e do artº 87º (dedução no IRS das despesas com filhos deficientes) que, em 2011, estavam indexadas ao Salário Mínimo Nacional de 2010 (475€), passaram a estar indexadas ao IAS (419,22€), o que determinou ou que o rendimento sujeito a IRS aumentasse ou que as deduções que são feitas directamente no valor do IRS a pagar diminuísse. A conjugação destes dois efeitos determina que o IRS pago pelos trabalhadores e pensionistas aumente em 2012, mesmo que o seu rendimento não aumente este ano. Para além disso, o nº1 do artº 111 da Lei do Orçamento de Estado de 2012 dispõe que o Salário Mínimo Nacional de 2010 (475€) seja utilizado para calcular o rendimento de pensões que não paga IRS, o que determina que esse valor passe, em 2012, a ser 4104€ quando, em 2011, era 6000€, o que tem como consequência que 1896€ do rendimento anual dos reformados e dos aposentados que, em 2011, não pagavam IRS, em 2012 já paga IRS, o que determina que o IRS que tenham de pagar em 2012 suba. O quadro seguinte mostra de uma forma quantificada os efeitos dessas alterações resultantes do "esquecimento" propositado do governo PSD/CDS.

Quadro 1- Aumento, em 2012, do rendimento sujeito a IRS ou do IRS a pagar determinado pelo facto de as deduções deixarem de estar indexadas ao Salário Mínimo Nacional de 2010 (475€) e passarem a estar indexadas ao Indexante de Apoios Sociais (419,22€)


ARTIGO DO CÓDIGO DO IRS (CIRS) E ESPECIFICAÇÃO DA DEDUÇÃO NO RENDIMENTO OU NA COLECTA (Imposto)


Parcela do rendimento que não pagava IRS, ou valor deduzido no IRS (colecta)


DIFERENÇA Entre 2011 e 2012


Em 2011


Em 2012


2012-2011
Artº12 do CIRS - Bolsas de formação desportiva -Parcela do rendimento não sujeito a IRS 2.375,00 € 2.096,10 € -278,90 €
Artº 25 CIRS - Rendimentos do trabalho -Parcela do rendimento não sujeito a IRS 4.104,00 € 3.622,06 € -481,94 €
Artº 53 do CIRS - Reformados e aposentados - Parcela do rendimento não sujeito a IRS 6.000,00 € 4.104,00 € -1.896,00 €
Artº 79º (nº1, alínea a ) do CIRS - Dedução no IRS a pagar por sujeito passivo 261,25 € 230,57 € -30,68 €
Artº 79º (nº1, alínea d ) do CIRS - Dedução no IRS a pagar por cada filho 190,00 € 167,69 € -22,31 €
Artº 79º (nº1, alínea e ) do CIRS - Dedução no IRS a pagar por cada ascendente 261,25 € 230,57 € -30,68 €
Art 83º (nº1 ) do CIRS - Dedução no IRS a pagar das despesas com a educação dos filhos- Valor máximo 760,00 € 670,75 € -89,25 €
Assim, devido ao facto de o governo PSD/CDS se ter "esquecido" propositadamente de incluir na Lei do Orçamento de 2012 (no nº 1 do artº 111º da Lei 64-B/2011) a mesma norma de carácter transitório, com o mesmo conteúdo, que constava Lei do Orçamento de 2011 (no nº 1 do artº 98º da Lei 55-A/2010), a parcela do rendimento anual dos trabalhadores por conta de outrem que não está sujeita a IRS baixou, entre 2011 e 2012, de 4104€ para 3622,06€ (.-481,94€); a dedução no IRS que cada contribuinte tem direito a fazer diminuiu, entre 2011 e 2012, de 261,25€ para 230,57€ (-30,68€); a dedução no IRS que cada contribuinte faz por cada filho passou, entre 2011 e 2012, de 190€ para 167,69€ (-22,31€); o valor máximo que cada contribuinte pode deduzir no IRS das despesas com a educação dos filhos baixou, entre 2011 e 2012, de 760€ para 670,75€ (-89,25€). Para além disto, a parcela do rendimento anual de cada reformado ou aposentado não sujeito a IRS diminui, entre 2011 e 2012, de 6000€ para 4104€, o que determina que 1896€ que, em 2011, estavam isentos do pagamento de IRS, em 2012 já tenham de pagar IRS. É evidente que a conjugação de todas estas alterações que o governo PSD/CDS fez à socapa, através da Lei do Orçamento do Estado de 2012 determina que o trabalhador, o reformado ou aposentado, mesmo que o seu rendimento não aumente em 2012, ou mesmo que diminua, será obrigado a pagar mais IRS. É esta a explicação por que razão as taxas de retenção constantes das tabelas que se aplicam aos trabalhadores por conta de outrem, aos reformados e aos aposentados aumentem em 2012, quando as comparamos com as que vigoraram em 2011.
Eugénio Óscar Garcia da Rosa, economista, Mestrados em Comunicação pelo ISCTE e pela Universidade Aberta, Pós-Graduação em Fundos de Pensões e Seguros pelo ISEG.

02 março 2012

Dois grandes inimigos da sociedade

A evolução da humanidade, nem sempre foi imune a perigos de má utilização de evoluções que, se bem aproveitadas, com critério ético e precavido, seriam fonte de comodidade e bom viver.

Há, hoje, consciência de que o dinheiro e o petróleo constituem a causa de grandes males que tornam as pessoas infelizes sob diversos aspectos.

O dinheiro foi criado para facilitar as trocas de produtos e a remuneração de serviços prestados. Isso era de grande utilidade. Mas a má formação das pessoas veio transformá-lo em ferramenta da ambição, ostentação, competição, especulação, inveja, corrupção tráfico de influência, marketing agressivo incitando ao consumismo, perda da noção do essencial e das futilidades, etc, etc

O petróleo, aliado à ambição e outros vícios referidos em relação ao dinheiro, veio desenvolver a industrialização, primeiro como coisa útil, mas depois como competição e ambição de riqueza, etc. Diariamente são consumidos milhões de toneladas deste hidrocarboneto, na forma dos seus múltiplos derivados, praticamente todo transformado em monóxido de carbono, poluindo o ar, a terra e o mar, com destruição do ambiente e da vida que nele se processa. Doenças variadas e a mudança do clima devem-se em grande parte ao consumo dos derivados do petróleo. E a ele se devem muitas guerras que têm destruído vidas humanas, património arqueológico e de utilidade corrente e espécies naturais.

Não é fácil prescindir do dinheiro e da mola que faz girar a roda da indústria em geral, mas deve começar a meditar-se na melhor forma de utilizar as ferramentas de que dispomos, sem lesar a Natureza e a vida humana, nos aspectos de vida física e de comportamentos éticos.

Neste mês dedicado à Natureza, com o equinócio da Primavera a marcar o momento do rejuvenescimento da vida animal e vegetal no Planeta, será bom meditar sobre este tema.

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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