29 setembro 2012

Guerra Mundial Financeira

O Homem que disse toda a Verdade na TV



Sabe o que é a corrupção? Já reparou nas múltiplas formas como se apresenta? Não fica pelo envelope passado por debaixo da mesa. Nem pelo «tacho» para um familiar. É um fenómeno muito mais complexo na troca de favores e atenções que vão muito além da oferta de ROUBalos e de ALHEIRAS.
Esteja atento e tente descortinar todos os indícios.

24 setembro 2012

Problemas não se adiam, resolvem-se

Tenho recebido muitos comentários de pessoas afectas à área do Governo que, para aliviar a imagem deste, arranjam os mais variados pretextos para justificar o adiamento de situações problemáticas e graves, ou porque as causas vêem de trás ou porque as soluções são difíceis e custosas, exigindo coragem e sacrifícios de mordomias e privilégios.

Quanto às causas, é vulgar a insistência nos erros surgidos imediatamente após o 25 de Abril e agravados continuadamente pelos sucessivos governos. Dizem que os exageros da má governação atingiram o máximo no tempo de Sócrates, mas não querem aceitar que no actual Governo foi acelerado o agravamento da crise, com a austeridade, o desemprego, a fome, o encerramento de empresas, etc.

Ora, quer a causa esteja no Afonso Henriques, no 5 de Outubro, no 26 de Maio ou no 25 de Abril, a verdade é que o problema existe e está actualmente a sacrificar demasiado os portugueses mais carentes e desprotegidos, embora os mais poderosos e favorecidos pela política continuem com o seu luxo e espavento. Portanto, há que, sem demoras, já, se corte este vício de deixar o País deslizar velozmente para o abismo.

Não se pode deixar tal tarefa para os que hão-de vir, no futuro, porque, depois, as dificuldades serão maiores e de solução muito mais difícil. Custe o que custar, a tarefa compete aos actuais detentores do Poder. A solução tem que ser realizada já, hoje, agora, pois não admite adiamentos.

Mas há quem justifique a falta de decisões para eliminar fundações, observatórios, instituições diversas, empresas públicas e autárquicas e outros sistemas parasitários sugadores do cofre do Estado sem proporcional benefício para os cidadãos, porque tais eliminações obrigariam a indemnizações a «boys» e a «girls», por despedimento antes do fim do período de contrato. Isto é demagogia. Se tal critério fosse tão respeitado para todos os cidadãos, não haveria, hoje, tanto desemprego, pelo País fora. A racionalidade da vida diz que é preferível amputar uma perna gangrenada do que deixar que ela infecte todo o corpo e cause a morte. Com efeito, o benefício do desaparecimento de uma organização deficitária e sem utilidade efectiva (a não ser para os tachistas que alberga) acabará por, em breve prazo, cobrir as indemnizações e, depois traduzir-se em benefício financeiro para o orçamento e em vantagens para a moralização do sistema.

Parece não haver dúvidas nas linhas gerais deste raciocínio, mas começa a tornar-se evidente a ausência de patriotismo e verdadeira coragem dos políticos eleitos em exercício para defender os interesses nacionais e submeter-lhes os interesses pessoais, próprios e dos seus amigos, cúmplices e coniventes. Quando surgirá tal coragem? Quem será o heróico salvador de Portugal nesta data dramática?

A João Soares, 24 Setembro 2012

Imagem de arquivo

A verdade do roubo bancário na Islândia e os Ladrões dos Deputados Portugueses


Podemos correr com os cabrões dos políticos Portugueses.
Reduzir os ladrões deputados de 230 para 81, mais do que suficiente para o que produzem.
Parasitas dos contribuintes.
Reformas iguais as da Suissa, de 1700 euros/ mês, no máximo, e só uma.
Cortar as mamas de gentálha como:
•Jorge Sampaio = 600 mil euros por ano

•Mira Amaral = 350 mil mil euros por ano

•Mário Soares = 400 mil euros por ano

•Celeste Cardona = 350 mil euros por ano

•Cavaco Silva = 182 mil euros por ano

•Dias Loureiro/ Valentim Loureiro / Isaltinos / Fátimas Felgueiras / etc, etc , etc ...........................................

Reajam ao roubo do BPN que nos custa 10 mil milhões de euros !!!
Somos um País rico, damos todos os anos 500 milhões de euros aos corruptos países africanos e a Timor.

Temos os OTÁRIOS dos contribuintes portugueses a sustentar os Ladrões Africanos e Timorenses, 500 milhões de euros, Portugal é um país rico.

Não há problema, aumenta-se o IVA para 35%, e voalá ........... estamos cá nós contribuintes para sustentar esta CORJA DE MAMÕES PORTUGUESES E DE ALHURES !!!!!!!!!!!!!

Reajam, todos na Assembleia da República das Bananas no dia 5 de outubro, mostremos a estes ladrões o caminho da rua.

Vejam este filme, é revelador, um abraço.

Ramiro Lopes Andrade

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http://www.youtube.com/watch?v=lNt7zc6ouco&feature=youtu.be

A negativa do povo da Islândia a pagar a dívida que as elites abastadas tinham adquirido com a Grã Bretanha e a Holanda gerou muito medo no seio da União Europeia.

Prova deste temor foi o absoluto silêncio na mídia sobre o que aconteceu.

Nesta pequena nação de 320.000 habitantes a voz da classe política burguesa tem sido substituída pela do povo indignado perante tanto abuso de poder e roubo do dinheiro da classe trabalhadora.

O mais admirável é que esta guinada na política sócio-económica islandesa aconteceu de um jeito pacífico e irrevogável. Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu tantos outros países maiores até a crise atual.

Este processo de democratização da vida política que já dura dois anos é um claro exemplo de como é possível que o povo não pague a crise gerada pelos ricos.





23 setembro 2012

Muitas cigarras e poucas formigas

Costuma ser perda de tempo ler ou ouvir os ditos dos governantes porque, depois de espremido, sai apenas água e nem sempre potável. Mas há exceções e, agora, surge, talvez por descuido do Sr. Ministro Miguel Macedo, a afirmação de que Portugal é “um país de muitas cigarras e poucas formigas” (para ler o artigo faça clic no link). A frase tem muito de verdade e merece ser devidamente ponderada.

Em quantidade de pessoas, as formigas são mais numerosas e são as maiores, ou únicas, vítimas da voracidade das medidas de austeridade que não param de lhes sugar o tutano, para benefício das cigarras. Para mais, muitas formigas, na sua vontade de produzir, queixam-se de não as deixarem labutar para seu sustento e das suas famílias e estão confinadas ao desemprego.

Por outro lado, as cigarras (preguiçosas e improdutivas que não param de «cantar» na comunicação social e de explorar as formigas) , embora possam ser em menor quantidade do que as formigas, possuem uma voracidade que não se satisfaz com a total exploração das pobres formigas que pouco usufruem do muito que labutam.

Parece que o Sr. Miguel Macedo advoga a redução das cigarras e a melhoria das condições de trabalho das laboriosas formigas. Convém recordar-lhe que são bem conhecidos os enxames de cigarras a controlar e a reduzir: assessores, deputados, jotinhas, sanguessugas de fundações desnecessárias, peste ligada à invenção de «observatórios» e de instituições que, aparentemente, nada fazem de útil ou indispensável, mas que custam caro às formigas que constroem o «morro de salalé» do erário que alimenta todas as cigarras, PPPs, empreas públicas e autarquicas, etc.

Realmente, estando atento aos muitos e-mails que circulam com informação acerca das cigarras de luxo que abundam escandalosamente num País em crise, em que as formigas sofrem de carências vitais, é justo que se afirme com maiúsculas que somos «UM PAÍS DE MUITAS CIGARRAS E POUCAS FORMIGAS”, pois não há formigas que cheguem para alimentar toda ambição de ostentação das cigarras.


Imagem de arquivo

Padre Mário da Lixa



Trata-se de uma opinião desassombrada do Padre Mário Pais de Oliveira apoiada em fundamentos teológicos e texto bíblico, que vem enquadrar-se nas ideias contidas em notícias já conhecidas de que se citam, ao acaso:


Freitas do Amaral sugere imposto acrescido sobre os melhores salários

Alberto João Jardim diz que “a paciência das pessoas tem limites”

Alberto João Jardim quer mudança de regime

Ladrões já começam a assaltar as hortas 

CGTP propõe alternativas para o Estado arrecadar seis mil milhões sem cortes

17 setembro 2012

Há que salvar  Portugal (ensaio reflectivo)
José Ferreira – Agosto de 2012


Prólogo
“Como um único rico põe tantos mendigos a comer!”
Poderá parecer pretensiosismo começar este trabalho citando Schiller, mas não é.  Trata-se simplesmente de um aforismo com sentido irónico, à laia de pretexto introdutório ao tema em título, aplicando-o à verdadeira intenção deste trabalho:
[…] chamar a atenção de todos os que andam distraídos com as vicissitudes do dia-a-dia, sugerindo-lhes que parem um pouco, meditem e tentem entender que chegamos ao limite deste estado de coisas em que vivemos,  havendo necessidade imperiosa de mudar de paradigmas face aos novos factos demográficos e sociais, exortando-os a agir através da criação de um movimento cívico que designo como “abstencionismo militante”[…]
1.      Razões fundamentais
Para ficarmos com uma ideia mais precisa do que sucedeu, está a suceder e, se não fizermos nada, sucederá, recorri às estatísticas disponíveis nos portais do INE e da PORDATA, comparando os dados de 1960 com os 2011 (à excepção, por falta de dados, do índice de sustentabilidade potencial, desemprego e taxa de crescimento económico)
Descrição
1960
2011
População total-Milhões
8.889,4
10.561,6
População com < 15 anos -Milhões
2.596 (29,2%)
1.656,6 (14,9%)
População com 15-64 anos-Milhões
5.588,9 (62,9%9
6.966,6 (66%9
População com > de 64 anos-Milhões
708.6 (8%)
2.022,5 (19,1%)
População activa
n.d.
5.515,2
Índice de sustentabilidade potencial
6,4 (1971)
3,4
Índice de envelhecimento-(Id/Jv*100)
27,3
102,2
Taxa bruta de natalidade
24,1%
9,2%
Taxa bruta de mortalidade
10,7%
9,7%
Esperança de vida à nascença (anos)
n.d.
M=82,3 – H=76,4
Reformados (CNP/MTSS+CGA) Milhões
0.119,6
3.535,4
Pensão média anual(preços corr. 2006)
€ 907,6
€ 3.405,0
PIB per capita
55,4
16.199,3
Desemprego-milhares
165 (1981)
826,9 (2ºT 2012)
Taxa de crescimento
2,3 (1986)
0.7 (2ºT 2012)


Analisando os dados acima, entre 1960 e 2012, é inegável que:
a)      O decréscimo da população jovem (com menos de 15 anos) isto não obstante o crescimento total da população
b)      O envelhecimento geral da população (dos 15 aos 64 anos e acima dos 64 anos)
c)      O envelhecimento, ter especial relevância no escalão acima dos 64 anos que aumentou de 8 %  para 19,1%
d)      O aumento descomunal do número de reformados, que cresceu de 119,6 milhares para 3.405 milhões (+2.747%)
e)      A redução das taxas de natalidade e de mortalidade, tendo como efeito o agravamento do envelhecimento
É evidente que a deterioração dos indicadores registados no presente, não deixam dúvidas que Portugal é hoje um país com uma população envelhecida, com uma elevadíssima taxa de desemprego, cada dia que passa mais pobre, sem perspectivas para inverter essa realidade a curto prazo.
Por outro lado, no período em análise, (51 anos) a acumulação de riqueza progrediu de forma obscena em alguns casos, (para muito poucos) potenciando as assimetrias sociais, isto não obstante o aumento relevante da literacia em geral, com especial incidência no tecido mais jovem da população, sobretudo em número de diplomados.
As medidas preconizadas e acordadas com a troica em Maio de 2011, na tentativa de corrigir os desvios verificados, por aplicação excessiva, incompetente e mal preparada, (i) redundaram em agravamento substancial na perda do poder de compra dos trabalhadores, pensionistas e reformados e o colapso de dezenas de milhar de pequenas, médias e algumas grandes empresas, tendo como reflexo a evidente redução na procura de bens e serviços, levando o consumo interno a níveis já há muito tempo não verificados por um lado, e, por outro, a falta de confiança dos potenciais investidores em aplicar o seu dinheiro.
Concomitantemente, pela acentuada falta de procura interna e dificuldades em cumprir os encargos e compromissos assumidos, o número de falências empresariais subiu em flecha, elevando por arrasto a taxa de desemprego e, consigo, a falência de muitas famílias.
Para além da inexistência ou má gestão dos poucos recursos naturais disponíveis, (ii) baixa produtividade e ausência de políticas consequentes de desenvolvimento incentivando a produção nacional, (iii) pouco criámos, seguindo a lógica financeira do possuir; ter autoestradas, pontes, casas, automóveis, aparelhagens etc. encontramo-nos hoje na situação de ter de alienar ao desbarato os poucos mas valiosos activos que possuímos, nomeadamente empresas que levaram muitos anos a construir, com investimentos e consolidações financeiras avultadas, encontrando-se algumas no topo da tecnologia mundial da sua área de actividade podendo algumas ser consideradas de interesse estratégico.
Todos os governos pós 1974, ao invés de aplicar os ensinamentos colhidos pela análise empírica, têm seguido, erradamente, os pseudo-postulados dos pensamentos económicos teóricos, (iv)  sem o cuidado e a modéstia de atender à nossa realidade estrutural. Temos vindo a aplicar prática de experimentação teórica, com remendos sistemáticos, inconsequentes sempre em prejuízo dos mais carenciados. Além disso, tem igualmente beneficiado o poder do dinheiro, em particular dos especuladores financeiros e grandes grupos, internos e externos.
Por isso, será igualmente justo recordar e atribuir importante quota de responsabilidade aos factores de sobrevalorização financeira (falaciosa) que importámos recorrentemente durante  anos (juros baixos, apelativos ao consumo desregrado) sem atender à sua sustentabilidade nos médio/longo prazos, que acabariam de implodir e que ainda flagelam os USA, (v) acabando por se fazerem sentir, em menor ou maior escala em todo o mundo ocidental, com especial incidência nas economias mais débeis, sem grandes recursos, como a nossa.
Resumindo, poderemos concluir que a dicotomia entre os factores externos negativos ou de alto risco, e a falta de percepção interna adequada sem reacção atempada desbaratando a análise dos conhecimentos empíricos disponíveis terão sido  razões fundamentais para justificar o que ocorreu e ainda decorre  no nosso depauperado país.
2.     Princípio da mudança
Para sair deste estado de coisas, será portanto necessário mudar os paradigmas até agora implantados, alguns deles, persistentemente, com aplicação clara de cariz dogmático.
Será sem dúvida necessário um esforço enorme de toda a população activa e não activa, sejam trabalhadores, empreendedores/empregadores, reformados, intelectuais ou estudantes, preferencialmente, com o mínimo de intervenção dos políticos. Este será um princípio que todos terão de aceitar e que resulta simplesmente da razão, transformando-o em axioma da própria razão.
Recordemos que durante muitos anos, no ocidente, glosávamos recorrentemente a China por possuir uma taxa de natalidade elevadíssima, como se isso fosse um pecado ou ausência de estratégia de desenvolvimento. A própria governação chinesa impôs limites de crescimento na natalidade, permitindo-o dentro de regras bem definidas, embora espartanas. (vi)
A realidade veio agora demonstrar que o crescimento demográfico, acompanhado por um desenvolvimento elevado dos tecidos produtivos, para satisfação da procura interna, ambos sustentados, são motores eficazes para suprir as necessidades de crescimento. (vii)
Como não possuímos nem a dimensão nem os recursos suficientes, temos imperiosamente que criar, com imaginação, regras imediatas/mediatas conducentes ao crescimento demográfico qualificado, sustentado pela riqueza criada, baseado na aplicação de cinco pressupostos essenciais:
a)      Criar condições para o aumento da produtividade a todos os níveis
b)      Seleccionar, criteriosamente, a auto suficiência na produção dos bens essenciais que possamos produzir competitivamente, nos sectores económicos primário e secundário, facultando-lhes apoios consequentes.
c)      Implantar, através da tributação equilibrada de rendimentos, (do trabalho e capitais) uma política social efectivamente equitativa.
d)                Reduzir substancialmente o peso dos encargos do Estado, (despesas primária e secundária) reduzindo, simultaneamente, a sua influência interventiva na economia, excepto em casos de necessidade circunstancial tendo em vista o aumento de emprego, com o lançamento de projectos sustentáveis. (viii)
e)      Rigoroso controlo da acção dos agentes financeiros, internos e externos, através de regulação atenta e consequente não permitindo especulações abusivas, leia-se: navegação/ circulação livre e impune da ganância.
Estes serão os factores essenciais para iniciar o princípio da mudança

3.     Princípio da contradição
É mais do que adquirido que para atingirmos os objectivos acima com celeridade, necessitaremos do contributo de todos, incluindo o dos partidos políticos existentes.
Para tal, será essencial que os actores políticos actuais e todos os independentes, fora do espectro político, coloquem de lado, cada um de per si, todos os princípios que revelem dogmatismo ideológico político, dispondo-se e comprometendo-se formalmente a contribuir positiva e constructivamente, na planificaçã de objectivos tendo em vista o desenvolvimento sustentado da economia.
Será necessário espirito aberto, elevação de pensamento e  total abertura intelectual, tendo em vista, sempre, a criação de uma sociedade efectivamente justa, isenta da aplicação abusiva do poder, partilhando de forma equitativa a riqueza produzida, premiando proporcionalmente a mais-valia criada, não na óptica financeira, mas na proporção do esforço efectivo do seu contributo  produtivo.
Pela análise da prática política ocorrida nos anos pós 1974, facilmente se constata que os modelos de desenvolvimento aplicados, foram notoriamente recorrentes num objectivo claro: o de beneficiar as suas clientelas partidárias, incluindo o mecenato oportunista.
Teremos igualmente de admitir que houve, de igual modo, inegáveis melhorias  nas condições de retribuição laboral, bem como na implantação de regalias sociais  na educação, saúde e serviços sociais, elevando o nível geral de bem-estar da população. Foram conquistas obtidas pelos trabalhadores, mais do que concessões ou prémios dos governos ou empregadores.
Temos de admitir também que na sombra destas melhorias se criou um pântano corporativo em alguns sectores de actividade, sobretudo em alguns serviços essenciais, que terão igualmente de ser considerados de forma substantiva, tendo em vista encontrar equilíbrio adequado.
Tudo isso está hoje, de forma brutal a ser colocado em causa, sem culpa directa dos utilizadores, mas antes pelos diferentes gestores dos destinos da Nação: todos os governos desde 1974.
Aceitar a contradição, assumindo culpas próprias, posicionando-se com o firme propósito de alterar o presente descalabro em que nos encontramos, será um factor essencial conducente à melhoria do bem comum de forma realmente mais equitativa.
Como factualmente se poderá constatar pela experiência colhida, quer pela actuação do presente governo, quer com aquela, já referida, de todos os governos anteriores, julgamos que os portugueses deverão evidenciar de forma explicita o completo divórcio com os políticos, pelo menos até completa inversão no passado e actual comportamentos.
Porque é impensável seguir num regime democrático sem partidos, teremos de procurar formas de luta que nos possibilitem alterar ou pelo menos minimizar o actual estado do País, transmitindo aos políticos mensagens que eles entendam, saindo do autismo de que padeceram e padecem.
Civicamente, sem apelos à violência, poderemos e devemos demonstrar, para além das manifestações de rua, um inequívoco  sinal de descontentamento: pura e simplesmente provocar nas urnas um sinal claro. Como? Ficará ao critério individual de cada um. Desde simplesmente não votar até votar em branco ou  anular o boletim, rasurando-o.
Consideremos esta atitude como o movimento  cívico “abstencionista militante”. Ele será certamente o princípio da contradição.
Suponho não existirem ainda dados actualizados nas listas de votantes inscritos. (novos votantes, óbitos) Tomemos como exemplo as eleições legislativas de 2011:
·         Inscritos                      9.624.133
·         Votantes                     5.588.594                   58,07%  repartidos pelos partidos
·         Abstenção                  4.035.534                   41,93%
·         Brancos                         148.378                      2,66%
·         Nulos                                79.995                      1,43%          
·         Abst+Branc+Nulos      4.263.912                    44,3%           
Ou seja, ressalta evidente que a maior representatividade foi  apartidária representando 44,3% da dos indivíduos inscritos. (admita-se até, por absurdo, que parte destes indivíduos possuía coloração partidária…)
Como exercício comparativo e imaginando uma abstenção sectorial ao voto, correspondente  às categorias de indivíduos:
·         Desempregados
·         Reformados e Pensionistas
·         Funcionário públicos
chegaríamos ao impressionante número de 4,977 milhões. Se a este valor adicionarmos, por estimativa, os actuais descontentes, não incluídos nos grupos acima, aderentes ou não ao movimento “abstencionista militante”, julgamos poder facilmente chegar aos 6,5 milhões de indivíduos o que corresponderia a 67,5 % dos indivíduos inscritos.
Esse seria um reforço importante ao princípio da contradição empurrando os políticos para, pelo menos, se colocarem na posição de aceitar o  princípio da mudança.
Notas
(i)                   A aplicação apressada, mal preparada ou descuidada das medidas correctivas aos desequilíbrios financeiros foram e continuam a ser aplicadas sem estudo prévio em relação ao seu impacto, tendo na maioria dos casos conduzido a efeitos contrários à preposição da sua concepção. A falta de estatísticas actualizadas, celeres  e correctas, é outro contributo importante para a o insucesso dos resultados obtidos.
(ii)                 Refira-se a ausência persistente de estratégia na exploração dos recursos naturais, nomeadamente nos marítimos e agrícolas. Excepção começa a gora a desenhar-se no campo da exploração mineral mas insípida, algumas ainda com resultados a serem comprovados.
(iii)                Maus exemplos passados recentes, foram a aplicação cega das normas da EU, p.ex. abate de vinha, olival e frota pesqueira entre outros, os quais já deveriam estar a ser reimplantados. A suspenção de projectos importantes como p.ex. a do regadio do Alqueva , é outro mau exemplo.
(iv)                Ler ou reler as inúmeras teorias económicas desde Adam Smith, passando por Engels, Pareto, Keynes, Muhammad Yunus até Thomas Sargent/Chris Sims entre muitos outros, selecionando, para ensaio, o que “parece” mais aplicável, não chega e é disso prova os resultados até agora obtidos. É necessário antes “saber, com conhecimento profundo” através da análise sistematizada as origens do mal, aplicando depois a melhor solução técnica, isenta de ideologia politica ou dogmas economicistas, tendo sempre como objectivo a melhor solução global, protegendo os indivíduos com mais carências, menos protegidos. Estabelecer metas objectivas a médio/longo prazo, introduzindo espaço para medidas correctivas adequadas, mantendo os objectivos comuns, ajudará certamente.
(v)                  Implosão da bolha imobiliária, (subprime) com resultados imediatos na falência do Lehman Brothers, aumento do desemprego, crise nas NYSE e NASDAQ e restantes bolsa mundiais, necessidade de emitir moeda.
(vi)                A China começa também a revelar problemas no crescimento demográfico, pois a lei do filho único está a desequilibrar a relação nascimentos/aposentados e consequente aumento da despesa de suporte social. O controlo efectuado através do coeficiente de Gini, revela indicadores preocupantes.
(vii)               A China é hoje a segunda economia mundial, produzindo quase tudo o que consome, com o maior crescimento económico do mundo nos últimos 25 anos, possuindo uma execução orçamental superavitária que a possibilita navegar financeiramente, fora do seu território, comprando empresas de interesse estratégico, ajudando deste modo a equilibrar as finanças de alguns países ocidentais, entre eles os USA. Entre as 50 maiores empresas do mundo encontram-se dois bancos o China Construction Bank e o Bank of China e uma empresa de comunicações a China Mobile Com.
(viii)             Não se pretende aqui seguir ou aplicar linearmente a teoria Keynesiana, mas coloca-la como uma opção possível a seguir em caso extremo  devendo sempre ser precedida de uma ponderação adequada.

14 setembro 2012

Portugal a caminho do fosso

          Para o chefe de missão do FMI na troika, o etíope Abebe Selassie, a desvalorização fiscal conseguida com a descida da Taxa Social Única (TSU) paga pelas empresas e o aumento da contribuição dos trabalhadores é uma forma “criativa” de resolver o problema do défice e da competitividade. Mas, se o programa for apenas austeridade, a economia não vai sobreviver, avisa. E foi precisamente pelo receio de uma “pressão excessiva” sobre a economia que a troika flexibilizou as metas do défice. ( In Público on line ). por Sérgio Aníbal, Ana Rita Faria.
 
 Passos Coelho, na entrevista desta Quinta-feira à RTP diz que:
“As medidas que nós acordámos com a troika são necessárias para que Portugal possa cumprir o seu programa, é muito importante que o país tenha uma informação transparente. Se não cumprirmos os nossos compromissos externos e não conseguirmos corrigir os nossos desequilíbrios, Portugal conseguirá deitar pela janela fora tudo o que conseguiu até hoje, que foi muito”, (...)
 
O primeiro-ministro reconheceu que a medida terá “um efeito de curto prazo do lado do consumo que é negativo” – um “ligeiro efeito negativo” sobre a actividade económica –, mas insistiu que será positiva para o mercado de trabalho. O Governo prevê uma taxa de desemprego de 16% em 2013. Se esta medida não fosse adoptada, disse, o nível de desemprego subiria para “quase 17%”. (...)
( in Público on line )por Luciano Alvarez, Pedro Crisóstomo.
 
 As mudanças na Taxa Social Única não foram uma exigência da troika, mas uma ideia dos iluminados que nos governam. Não consigo perceber, como é possível com a redução da TSU para as empresas, estimular o emprego e o crescimento económico. Na verdade, esse dinheiro não irá "aquecer nem arrefecer as empresas", as que estão mal, vão fechar é uma questão de dias, ou mais alguns meses, as que aínda estão sólidas, não irão criar emprego em recessão, continuam a reduzir o número de trabalhadores, na medida em que facturam menos com a quebra do consumo.
Os trabalhadores por sua vez, cada vez apertam mais o cinto, porque o rendimento é cada vez menor, este aumento da taxa para a segurança social, de 11% para 18% é brutal, com um enorme impacto nos mais desfavorecidos, ou seja nos trabalhadores com baixos salários, que são a maioria no nosso país.
O Primeiro Ministro disse que se não fosse esta medida o nível de desemprego subiria para quase 17% em 2013, a meu ver com esta medida o desemprego situa-se-á nos 17% até final de 2012. Mais uma vez este Governo irá ficar surpreso, como tem estado até aqui. Todas as previsões falharam e a calinada de Passos Coelho, será mais uma a juntar a tantas outras!

Este Governo, já não é credível aos olhos da população em geral, sou obrigado a concordar com Manuela Ferreira Leite, nas apreciações que faz ao Ministro das Finanças, Vitor Gaspar.

"Questionou também por que motivo é que a redução da TSU é agora considerada “essencial”, se não se houve “um sindicato, um economista, um empresário a defender” tal decisão. Para Ferreira Leite, a medida é “altamente perniciosa”, vai “aumentar dramaticamente o desemprego” e só por “teimosia é que pode vir a ser aplicada”.

Acusou o ministro das Finanças de estar a governar o País através de modelos e com base na experiência, pois um País é constituído por pessoas e a economia não é uma ciência exacta e dogmática.

“Sobre o mesmo assunto pode haver várias opiniões válidas. Um País governado com modelos é algo que me dá um enorme desconforto. Não podemos transformar o País num exercício de experimentação”, afirmou, acrescentando que se Vítor Gaspar está a tomar medidas “com base no que dizem os modelos, só por sorte é que acerta”. ( in Jornal de Negócios, NunoCarregueiro ).





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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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