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06 novembro 2011

Ganância...

Já lá vai o tempo, em que coloquei aqui, o meu último Post. Sim, eu sei. Sei que faz muito tempo, tanto tempo que já nem me lembro. O que eu queria, era poder escrever com mais assiduidade, com mais tempo, mas esse tempo, não me tem ajudado. O post de hoje, é uma pequena reflexão que quero fazer, aos últimos acontecimentos do mundo, do país e do meu círculo de amizades.

No Mundo, e devido à ganância do ser humano, apenas e só, este tem-se tornado um sítio muito difícil de frequentar, com as proezas mais absurdas e canalhas, a que o ser humano pode chegar, para atingir o maior lucro e riqueza possível, por causa da Ganância, a ganância de enriquecer, a ganância do poder. Alguns destes seres mortais, que não passam disso mesmo, uns simples mortais, tentam-se convencer a eles, e aos outros, de que quanto maior for a sua ganância, maior será a sua vida em tempo de comum mortal, sinónimo de adiamento da morte. Estão redondamente enganados, a única coisa certa da vida, é a morte. Mas da maneira que isto se põe, e hoje já vemos disto, é que quem tiver muita ganância, consegue por vezes adiar a morte, porque dessa ganância, advém o poder e os recursos, para a fazer adiar. Mas para já, o único consolo que me resta, é que essa ganância, ainda não conseguiu acabar com a morte.

Depois desta introdução, à minha maneira de ver a ganância, existem uns gananciosos europeus, sim, também existe disso por cá, pelo velho continente, que tudo fazem, para serem ainda os mais gananciosos do mundo, e competem à porfia, com outro grande ganancioso, este bem mais ganancioso, do que os próprios gananciosos do mundo, falo obviamente, dos EUA. Não tenho qualquer espécie de xenofobia contra os EUA, aliás, para mim os EUA são o exemplo de que há de melhor e de pior por este mundo fora. Estes gananciosos Americanos, durante décadas, com a sua sede de ganância pelo petróleo, fomentaram ditaduras, guerras, impuseram camufladamente através dos seus carrascos da CIA, em países estratégicos e com grandes fontes naturais deste ouro negro, impuseram dizia eu, ditadores, como SADAM, KHADAFI, MUBARACK, etc. Enquanto estes senhores, tiveram o apoio e o conluio dos EUA, conspirando muitas vezes contra os seus vizinhos e povos Árabes, e deixaram os EUA sugar-lhes o petróleo, houve uma paz podre e duradoura. Mas eis que, um ditador é um ditador, e chega a uma altura, e a sua ganância fala mais alto, e ele fecha a torneira do petróleo, e rebenta logo uma rebelião. Esquece-se o ditador, que não existe maior ganancioso, que aquele que o lá colocou, e a sua ganância, não chega aos calcanhares da ganância toda junta do mundo ocidental. Isto é o que se passa, e vai continuar a passar, quer na Europa, nos EUA, em todo o mundo ocidental.

Tive, no plano pessoal, neste últimos tempos, tido um aprofundar de conhecimentos, uma profunda reflexão, para me encontrar e encontrar os outros. Existe hoje em mim, uma grande certeza, que é,  a de que, nós, os seres humanos gananciosos, nada temos nosso, tudo o que damos por adquirido, não é mais do que uma ilusão de óptica e da mente. Mesmo o mais forte, cai por terra. Quando, nos apercebemos, que a morte, a maleita, a doença e a infelicidade e solidão, estão presentes no nosso dia-a-dia, resta-nos apenas, alcançar a nossa paz de espírito. Tenho a certeza, que a irei encontrar. Não estou doente, mas convivo com a doença de familiares e amigos, convivo com ela, olhos nos olhos, aceitando-a, combatendo-a, e constato, que nada sou, nada somos. Somos e seremos sempre, aquilo que quisermos ser, gananciosos, ladrões, vigaristas, sérios, alegres, maus carácter, honestos, terroristas, etc. Seremos sempre, sempre! 

O que me levou, a fazer esta refexão, e a escrever este texto, foi as palavras ditas por um homem que sempre me inspirou, embora não fosse um familiar directo, mas em que eu sempre vi nele um exemplo, pelo trabalho, pela paixão, pela força que demosntrava, pelo exemplo que dava, e pelo amor que emprestava ao seu semelhante e aos seus animais. Não posso esquecer, numa altura em criança, que depois de ver uma asneira própria de criança, com uma dose de alguma crueldade, contra um animal, em que eu participava, me dizer, olhando-me nos olhos:
- Todo aquele, que não consegue, amar o seu fiel e melhor amigo, será sempre incapaz de se amar a si próprio e aos outros... (falo de um cão, que era meu, e que lhe fazia algumas patifarias, próprias de criança, mas capazes de magoar o animal)
Este homem, este amigo, este professor, sempre foi pessoa anti crueldade, fosse ela de que espécie fosse, contra quem fosse. Amava o seu cão, como quem ama um filho e a sua esposa. Tinha um brilho especial, uma presença forte, um ar de segurança. Quando estive com ele, da ultima vez, ontem, o amor estava lá, o carinho, a sabedoria, mas a força, a garra e a presença, tinha sido afectada, e bastante, pela doença do século, o Acidente Vascular Cerebral.

Aqui, é que um gajo sente, aquilo que somos, para onde vamos ou podemos ir, e aquilo em que nos tornamos. Elas não matam mas moem. Tenho, por ele aquele sentimento de sempre, e não consegui evitar a lágrima, que fez questão de me segurar na mão, apertando-a forte, e dizendo-me:
- Estou VIVO, ainda não foi desta.

Por isso, aos gananciosos, deste país e deste mundo, digo de viva voz, que não somos nada nem ninguém. Se alguma coisa temos certa, é a morte, que virá mais depressa ou mais devagar, dependendo daquilo que nos foi destinado.

Quero com isto dizer, e desejar, um excelente domingo a todos vós, e gritar bem alto:

- ESTOU VIVO!!!

Carlos Rocha

28 setembro 2010

Nós, como matéria prima de um país...

Quantas vezes, quantas, este texto já foi espoliado na net, em fóruns, em dezenas de artigos de bloggers? Eu ainda assim acho que não o foi suficientemente divulgado, vale mesmo a pena lê-lo, reflectir, e depois apontar caminhos. Acusam-me que sou de esquerda, ou julgo ser. Mas ser de esquerda é ser Justo? É querer o bem de todos por igual? É querer que todos tenham acesso ao ensino? É querer que todos tenham acesso sem barreiras e sem restrições, à justiça? É querer uma saúde gratuita e universal, em iguais circunstâncias para todos, mesmo que não tenha balúrdios para pagar uma operação aos seios descaídos? É querer salários e condições justas e dignas para os trabalhadores, e suas famílias?
Se ser de esquerda é querer tudo isto, sim, sou de esquerda. Se me rotularem de que sou de direita e centrista, pelos mesmos desejos, serei. Serei tudo o que disserem, menos um vendido, quer por cargos, ideais, actos ou omissões, isso nunca.

Mas, como todos os partidos, e a "partidarite" deste país se agudiza, são uns falaciosos, senhores detentores do erário público, que fazem e desfazem a seu bel-prazer, não posso deixar de concordar com tudo o que Eduardo Prado Coelho escreveu, pouco antes de falecer, e que merece reflexão.

Escreveu então assim em 25/08/2007, "Precisa-se de matéria Prima para construir um País."

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. 
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. 
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particularesdos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útilpara os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porqueconseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memóriapolítica, histórica nem económica.
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe médiae beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicaspodem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentadafinge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carroe não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimentocomo Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa ?... MEDITE ! 

Por Eduardo Prado Coelho
@Beezz
Carlos Rocha

03 setembro 2008

A (DES)EDUCAÇÃO...


Hoje, ao ouvir na rádio (Antena 1) a rubrica "Dias do Avesso"(clica para ouvir), em que a Drª Isabel Stilwell e o Dr. Eduardo Sá habitualmente tem nestas paragens, dei por mim a meditar, enquanto descia o Marão em direcção ao Porto depois de mais uma das minhas jornadas de trabalho pelo nordeste transmontano, sobre este nosso país e o peso do estado na (des)educação. A páginas tantas os dois interlucutores deixam no ar uma coisa curiosa, cerca de 1 em cada 10 crianças em idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos, não conseguem vaga num instituição de apoio pré-escolar do estado (gratuito) enquanto as outras tem de pagar esse apoio pré-escolar na rede privada que está ao nível do preço e até mais caro que as propinas para uma faculdade privada. Muitas destas crianças que não acedem aos centros de pré-escola gartuita e porque os pais não tem hipoteses de pagar ficam com avós ou amas, o que os prejudica gravemente na sua formação e educação, pois tarde aprendem (por altura da entrada na escola do 1º ciclo) muita coisa de uma acentada só, o "está quieto e calado" os "horários" e "intervalos", a própria convivência com outras crianças, deixando-os muitas vezes a detestar a escola e o meio escolar desde o 1º dia. Fiquei a saber também que o estado criou uma norma em que proíbe a "cesta" depois do almoço, e se é verdade que prejudica a saúde segundo alguns especialistas, o nosso aparelho bilógico contraria todos os estudos, era portanto crucial nem criar uma que proíbe nem criar outra que obrigue, deixando as verdadeiras conhecedoras da criança decidirem se esta precisa daquele espaço para deitar num colchão agarrado à sua "chucha" a descansar.

Numa Europa cada vez mais envelhecida, cada vez mais menos culta, era bom que os nossos governantes começassem a pensar em pelo menos o pré-escolar ser gratuito para todas as crianças necessitadas ( as tais 70000 de fora neste momento) para depois se avançar com reformas do ensino superior, pois qualquer dia não haverá alunos para o ensino básico, quanto mais para o superior. O estado tem-se dimitido dos valores essenciais aos desenvolvimento humano, e isso choca-me. Por que sou autodidata, empenho-me no conhecimento, estou a criar um filho, em que não consegui apoio nenhum do estado e os miseráveis 25€ mensais do abono só pagra 1/4 do ATL que frequenta, e todas as despesas inerentes são à parte, como eu estão milhares de Portugueses, e assim não há amor paternal e maternal que aguente e dê o salto para conceber mais um filho, ai como eu gostava de agora ter uma menina...

Penso que devemos todos meditar sobre isto, pois a humanidade extinguirse-á por nossa culpa, e daqueles a quem confiámos os destinos do país e do mundo.

28 agosto 2008

DIVÓRCIO e SNIPERS - Quem nos defende?

Recebi este texto, devidamente identificado, a pedir que divulga-se, aqui está ele, e como o assunto é sério, penso vale a pena a sua leitura e posterior reflexão.
Se ignoras, pois te convém, Os fracos, os mais pequenos, Por mais que olhes muito e bem, ´Stás a ver cada vez menos.
José Caniné, in “Inquietando” (2004)

(…) A força usada pela polícia contra cidadãos que se presumem inocentes não pode ser superior à que os tribunais usam contra os condenados. (…)
João Miranda, in “Diário de Notícias” de 16-8-2008.

Na semana passada o Presidente da República quis pôr alguma ordem nas atitudes aventureiristas do Partido Socialista de Sócrates Pinto de Sousa (já se confirmou que é engenheiro, inscrito na respectiva Ordem?), com um veto à nova lei do divórcio, legislação que é uma autêntica afronta à família e pior ainda, às crianças, que não têm quem as defendam destes abusos legislativos de determinados políticos… Pedro Passos Coelho (PSD), depois de defender os casamentos dos homossexuais (espero que não defenda a adopção pelos gays, pois coitadas das crianças indefesas não têm culpa de estar naquela situação de abandono…) veio também armar-se em seguidor fiel do facilitismo na destruição das famílias, apoiando esta lei governamental do divórcio “à la carte” e contabilística. No final de tudo isso, onde e como ficam as crianças desses casais? Ainda antes de abordar a temática deste questionado divórcio, gostaria de analisar aquilo que eu designo como a “presunção de inocência dos criminosos violentos”. Recentemente alguns comentadores e jornalistas dos designados periódicos politicamente correctos vieram questionar a utilização de snipers pela PSP e GNR, para resolução de casos como o do BES, em que civis inocentes foram alvo de sequestro e violência, com armas de fogo apontadas às suas cabeças e à vista de câmaras da TV, e depois de muitas horas de tentativa de resolução da situação, envolvendo os mais variados especialistas: técnicos policiais e de segurança, psicólogos, etc. Sobre a presunção de inocência, eu julgava que esta figura jurídica se aplicaria a casos em que ainda não tivessem sido provados os factos ilícitos, pois, em flagrante delito e para evitar males maiores (a morte dos sequestrados, por exemplo, como já se viram em atentados de pirataria aérea, onde os criminosos até matam vítimas inocentes “a horário” apenas para conseguírem impor a sua vontade), os agentes de autoridade e até qualquer cidadão, nos termos da lei, têm a obrigação de actuar dentro das suas possibilidades.
Inês Pedrosa, que já tem sido por mim criticada em atitudes incoerentes, como foi o caso dos antecedentes do 25 de Abril, até conseguiu um texto admirável sobre este assunto (in “Expresso de 23-8-2008), onde critica a posição do “investigador em biotecnologia”, João Miranda, habitual comentador do “Diário de Notícias”. Respiguemos algumas das suas afirmações, na crónica intitulada “Quem mata quem?”. “(…) A escolha era matar os assaltantes ou deixar que eles matassem as vítimas. A escolha, na verdade, foi feita pelos assaltantes, quando ergueram as armas, não deixando à polícia outra opção. Quem assim pensa deve assumir as consequências deste modo de pensar, que conduz a uma sociedade sem lei, nem justiça, nem a mínima noção de segurança: a sociedade do salve-se quem puder. E deve então mudar-se para um país onde a protecção dos cidadãos indefesos não signifique nada (o Sudão, por exemplo) e tentar sobreviver por lá. (…) “O cronista do DN, João Miranda insurge-se contra a utilização de snipers para a resolução deste assalto (…). “Escapa-me como se pode presumir a inocência de dois cidadãos que têm as armas apontadas às cabeças de outros dois cidadãos. Esta é mesmo uma daquelas situações em que o Bem e o Mal se manifestam em todo o esplendor do contraste e sem lugar para dúvidas – quem ousar colocar reticências às prioridades a ter em conta num momento assim, não pode queixar-se da falta de valores, porque não os tem. (…)” E Inês Pedrosa, depois salientar os aspectos bárbaros da questão associados ao contágio do medo, coloca o problema também em termos políticos, dizendo: “(…) A complacência da esquerda democrática (será mesmo democrático quem faz afirmações deste tipo?, pergunto eu) para com a banalidade do mal, a sua incapacidade de proclamar a possibilidade e a superioridade do bem, tem conduzido ao crescimento da direita autoritária por toda a Europa (o caso da Itália é eloquente). A violência cresce, impante, nos bairros suburbanos, e os mais pobres desistem de acreditar na solidariedade dos burgueses bem pensantes que lhes repetem que todos os cidadãos – mesmo os que roubam e sequestram e violam e aterrorizam – são inocentes até prova em contrário. Os pobres, tal como os polícias (que também estão longe de ser ricos e protegidos pelo Estado), estão fartos de ser a inútil e morta prova em contrário.” A jornalista Inês Pedrosa terminaria o seu texto falando no caso da criança, filha do cigano foragido à Justiça, onde a certa altura refere: “ (…) Uma criança de 13 anos morre, apanhada por um tiro da polícia contra uma carrinha em fuga, depois de um assalto. Acusa-se de imediato a polícia que atirou aos pneus da viatura que se recusou a parar – e o agente é constituído arguido e acusado de homicídio. A ninguém parece ocorrer que o culpado da morte do rapaz é o pai. (…)”

Mas o “investigador em biotecnologia” Miranda é um homem persistente nas ideias que defende. Exactamente no dia em que o “Expresso” publicava o texto acima descrito (23-8-2008), voltou à carga com um segundo artigo, intitulado “Os snipers (2)”. Dado terem surgido pessoas a defenderem a utilização dos snipers , como no caso do BES/Campolide, ele teve que vir defender a sua dama,- a presunção de inocência do acusado, afirmando dislates como estes: “(…) Ninguém tem a capacidade de fazer julgamentos sumários sem cometer erros. É por isso que a presunção de inocência é tão importante. A presunção de inocência garante que as certezas do acusador são sempre confrontadas com as dúvidas levantadas pela defesa. (…) E mais à frente, este investigador biotécnico vem afirmar mais isto: “Se a presunção de inocência não for respeitada em todos os casos, os snipers acabarão por matar alguém na sequência de um juízo errado.” (…) Este senhor estará ciente do que afirma e viverá no mesmo mundo que eu? Duvido, pois não se percebe se quererá que seja montado um “tribunal de campanha” junto do Posto de Comando da força policial, que intervém em emergências deste género. Este “analista” devia abster-se de comentar assuntos de segurança e judiciais, os quais julgo não dominar, nem para tal estar vocacionado.

“Casamento como bem consumível”. E as crianças, meu Deus? A propósito da nova lei sobre os divórcios, proposta pelo Partido Socialista e seus acompanhantes de esquerda, Cavaco Silva não terá razão quando afirma? “(…) desprotege o cônjuge que se encontra em situação mais fraca – geralmente a mulher – bem como os filhos menores” (…) “No mínimo é singular que um cônjuge que viole sistematicamente deveres conjugais previstos na lei, por exemplo uma situação de violência doméstica, possa, de forma unilateral e sem mais, obter o divórcio e, sobretudo, possa daí retirar vantagens aos mais diversos níveis, incluindo o patrimonial “ (…) “Existe ainda o paradoxo que emerge do novo modelo de divórcio a que corresponde uma concepção de casamento como espaço de afecto, quando a seu lado se pretende que conviva, através da criação do crédito de compensação, uma visão contabilística do matrimónio, uma conta-corrente das suas contribuições para os encargos da vida conjugal e familiar.” (…) Serão retrógrados os valores defendidos pelo Presidente da República, como é sugerido pelo Partido Socialista e Passos Coelho, ou pelo esquerdista Francisco Louçã e seus muchachos? Não. O que está em causa é a destruição da família, até agora considerada a base nuclear da sociedade. E depois queixam-se da insegurança nas ruas, e de haver cada vez mais pessoas a necessitar de tratamento psiquiátrico. Já não bastava ser o desemprego a grande doença do novo milénio, provocado essencialmente pelo avanço demolidor da máquina sobre o homem. Tal já evocado pelo distinto historiador Prof. Braga de Macedo há cerca de duas décadas… A propósito, lembram-se como era há cerca de vinte anos? Quantos empregos se foram apenas pela utilização de um simples computador ou de câmaras de vigilância nas empresas. A análise lúcida de um psiquiatra Continuando a falar de psiquiatras, quero salientar o artigo de opinião de um destes profissionais, Pedro Afonso, que coloca o problema do conteúdo da proposta de lei governamental sobre o divórcio, na sua verdadeira dimensão (“Público” de 26-8-2008). Veja-se o que afirma e qual a sua esclarecedora argumentação, que apoio incondicionalmente. Assim sendo, faço a sua transcrição quase na íntegra: “(…) Uma das questões ideológicas é perguntarmos qual é a legitimidade do Estado em passar sinal claro à sociedade de que a felicidade, na vivência matrimonial, deve ser alcançada de forma em tudo idêntica à política comercial praticada por algumas empresas: “satisfação ou reembolso”? Neste caso, para dissolver um casamento deixa de ser necessário evocar qualquer razão especial, bastando somente evocar “insatisfação”. Parece-me, portanto, - e neste ponto, pode perfeitamente aplicar-se o epíteto de “pensamento retrógrado” -, que esta lei acaba por expressar um menosprezo completo pela família, equiparando-a, na prática, a um bem consumível. “Se é verdade que o casamento não é uma criação do Estado, também é verdade que não compete ao Estado orientar ideologicamente a sociedade, criando mecanismos legislativos facilitadores e promotores da dissolução desta importante instituição. Na prática, o legislador (para mim é o Partido Socialista e o seu líder) assume-se como um promotor do divórcio, uma vez que, ao torná-lo liberal, célere e fácil, não reconhece o casamento e a família como um elemento estruturante da sociedade. Significa, portanto, que a estabilidade na relação entre homem e mulher deixa de ser vista como um bem, passando a considerar-se o casamento como como uma relação instável, efémera e que o Estado se escusa a proteger. “Numa altura em que têm sido realizadas uma série de campanhas em defesa das mulheres vítimas de maus tratos, o Estado promove uma lei que vai em sentido contrário, visto que, ao desaparecer a figura jurídica de divórcio culposo, possibilita que se prejudique a vítima e se favoreça o cônjuge agressor. Deste modo, as vítimas ficam fragilizadas e à mercê da chantagem do agressor, criando-se consequentemente uma maior desprotecção para aos filhos menores. “Este novo modelo de casamento acaba ainda por desvalorizar os deveres conjugais e o “respeito pelo outro”. Julgo que até mesmo para Freud seria difícil de aceitar esta autêntica “ditadura da libido”, que se transforma, em si mesmo, num elemento escravizante para o indivíduo. Por outras palavras, os cidadãos, nas relações conjugais, passam a ser comandados pelas emoções e pelo temor (paranóide) de que o aborrecimento possa tomar conta da relação, conduzindo a uma inevitável “neurose do casamento”. O fantasma do divórcio passará a ser uma constante, uma vez que o espírito da lei, ao invés de apelar à unidade e comunhão dos cônjuges, fragiliza o casamento e favorece o individualismo. “Não é compreensível defender que o Estado seja ao mesmo tempo o promotor do bem comum e, simultaneamente o impulsionador de relações humanas inteiramente frágeis, sujeitas a actos impulsivos ou estados de alma. Seguramente que não é neste ambiente jurídico que se organiza uma sociedade madura e estável, nem tão pouco se promove a harmonia social e a segurança mínima para que as crianças possam crescer sem que os seus direitos estejam condicionados ao livre arbítrio dos seus progenitores. “Instala-se, assim, na sociedade a ideia de que nada é definitivo. As relações entre homem e mulher devem ser, por princípio, descartáveis e o bem-estar reside na fugacidade e na subjectividade do amor individual. Estamos perante a cultura da frivolidade, cujo lema é exigir demasiado e o progresso encontra-se na tolerância absoluta. “Por último, importa referir que, apesar de alguns entenderem a defesa da família como uma posição ideológica retrógrada e ultrapassada, a família ainda é o melhor ambiente para qualquer ser humano nascer, crescer, ser amado e ser feliz.” Repararam que este especialista e técnico de saúde, ao longo de todo o artigo, não apresentou uma única vez qualquer argumento de natureza religiosa ou teológica? Senão, lá teríamos que aturar o esquerdista e bloquista historiador Rosas (julgo que filho ou familiar de um ex-ministro das Finanças do regime salazarista-caetanista) a perorar sobre a “mistura da religião com a política” …Termino fazendo de novo a pergunta: E as crianças, meu Deus?
Manuel Amaro Bernardo
Agosto de 2008

29 dezembro 2007

ALGUMAS REFLEXÕES...

Egoísmo, palavra forte, cheia de maldade, pelo menos este egoísmo de que vos quero falar. O egoísmo da administração BUSH, ou Norte-Americana, como queiram, é um egoísmo carregado de MALDADE e PERVERSIDADE, onde o controle sobre o "Ouro Negro" tudo justifica, o egoísmo humano, sobressai a olhos nus neste como noutros casos, ignorando uma certeza incontestável, A MORTE.

O Egoísta BUSH, e seus aliados, ignoram esta certeza, pois tudo fazem parecendo ela não existir, sempre tabu, mas com uma gana de ladrões, qual quadrilha mais bem formada, pois só os mais incautos a desconhecem. Mas também há egoísmos próprios. Qual é o ser humano que não é egoísta? Qual é o homem, ou mulher, que não sentem na sua vida um pouco de egoísmo? No trabalho, na vida familiar, na estrada, nas compras, no cinema, etc., etc. Quando pomos os nossos interesses em primeiro lugar em detrimento dos outros, estamos a ser EGOÍSTAS!

Há também, a MENTIRA, ilustrada ou não, propagandista ou não, absoluta ou não, mas sempre MENTIRA. Os governos mentem, para serem populistas, ou então para não serem contestadas a suas políticas, MENTIR dá imenso jeito. Principalmente, se da mentira sair apenas uma VERDADE, é que estamos LIXADOS. Mas a mentira, embora com perna curta, tem um alcance absoluto, no impacto sobre a opinião pública e nos média, também estes MENTIROSOS, e sensacionalistas de trazer por casa. Abertura de Telejornais com notícias MENTIROSAS, que mais tarde se traduzem em nada, em pura especulação, para atrair o espectador incauto e livrá-lo de outras atenções bem mais sérias e mais preocupantes.

Por fim, nesta Republica do Nada, onde os PSPSD, ganham em compadrio, ganham nas maroscas, ganham nos "JOB'S FOR THE BOY", com nomeações políticas e dúbias, em detrimento da competência, da isenção e seriedade. Somos um povo pacífico, um povo de brandos costumes, mas cramba, já me cansa tanta injustiça, tanta "FILHA DA PUTICE" junta, tanta ROUBALHEIRA, sempre aos mesmos. Por favor, roubem à vontade, mas roubem quem tem, não os desgraçados incautos, que tem votado em vós.

A mim, como ninguém me cala, falarei cada vez mais alto, até ser ouvido.

Prémio

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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