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21 outubro 2010

Pedir desculpa a Portugal


O líder do maior partido da oposição disse que “O país inteiro sabe quem devia estar a pedir desculpa a Portugal”. Ora, se o País inteiro sabe, eu também tenho obrigação de saber e penso que quem deve pedir desculpa são os políticos que têm feito parte dos Governos, da AR, das autarquias e os que ocuparam e ocupam cargos por nomeação política sem concurso público. Foram esses os predadores do dinheiro público e das potencialidades de desenvolvimento de Portugal.

E para fazer uma referência a dados mais actuais, o caso é mais grave para aqueles que, de Janeiro a Setembro (nos primeiros nove meses do ano) aumentaram o défice do Estado em 208 milhões de euros. E no mesmo período aumentaram a despesa pública em dois por cento, segundo o relatório de execução orçamental divulgado pelo Ministério das Finanças. E isto apesar de estarmos em crise.

Por tudo isto, não há motivo para espanto de termos chegado à actual crise e, mantendo-se a mesma estratégia de gestão de pessoal político, iremos ter agravamentos imprevisíveis, principalmente porque a Justiça, além de se mostrar lenta e pouco activa, não foca a sua atenção nos crimes contra o Estado, contra os interesses nacionais, deixando os políticos à solta com inteira imunidade e impunidade, para fazerem os abusos que vierem às suas mentes perturbadas.

Imagem da Net

13 setembro 2007

Ninguém está acima da lei

A afirmação deste título é normal em todo o país democrático, moderno, de Direito, mesmo que situado nos antípodas. Mas não podemos concluir que isso aconteça entre nós, como foi referido nos posts Lei aplicada com filtros e Corrupção em vários níveis.

Nas Filipinas, o ex-presidente Joseph Estrada, de 70 anos, acusado de corrupção, foi ontem condenado a prisão perpétua por um tribunal de Manila, seis anos após ter sido afastado do poder por uma revolta apoiada pelo exército e pela Igreja Católica. Isto vem ao invés de estados de menor consciência cívica em que os «crimes de colarinho branco» ficam frequentemente impunes.

Também na Coreia do Sul, em Agosto de 1996, os ex-presidentes Park Chung Hee e Roh Tae-Woo ouviram, respectivamente, a sentença de condenação à morte e a de 22 anos de prisão devido a crimes de corrupção no exercício das funções desempenhadas como Presidentes. Vale a pena referir que Park Chung Hee foi o homem forte do país no período de 1962 a 1979, dirigindo a política económica por forma a levar a Coreia a dar um grande salto em frente para recuperar da destruição sofrida durante a guerra. As orientações económicas foram engenhosamente adaptadas conforme as fases de desenvolvimento até transformar o país numa potência de exportação de indústria de ponta. Passou de um fase de controlo centralizado para uma liberalização progressiva. Mas, apesar de tal direcção positiva, não foi perdoado ao presidente alguma atenção recebida de empresário beneficiado.

Quanto a Roh Tae-Woo, foi presidente desde 1987 a 1993, tendo desencadeado um activo combate à corrupção que estava a criar algumas dificuldades à competitividade entre as diversas empresas. Porém, não resistiu a receber atenções de empresários e o tribunal agiu com a isenção de uma Justiça séria.

São três casos vindos dos lados do Pacífico, de países com os quais temos muito a aprender. Por vezes, países que menosprezamos como sendo do terceiro mundo, mostram-nos estarem uns degraus à frente e acima de nós, europeus, ocidentais e convencidos de sermos os melhores em tudo.

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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