11 setembro 2006

O Sono

Quando as luzes se apagam,
E a noite chega...
Tudo se esvanece na madrugada absorvente,
Tragando no seu seio,
O torpor do iminente stress,
Que nos devora

Na rotina diária,
Da nossa existência
O sono e o sonho...
Aparecem como drogas,
Impedindo-nos de pensar

Pesadelo?

Ou não!

Anestesiando o nosso corpo,
E o nosso pensamento
Qual heroína,
Entrando nas veias,
Devassando a nossa mente

Atirando-nos para um gueto,
À margem de tudo que nos rodeia
Não durmam!
Não sonhem!
Não se desliguem da realidade

Pensem!

Lutem!

Contra o marasmo do existêncialismo passivo,
E sedentário
Esperando...
Que tudo aconteça
Absortos,
Num sono profundo.

2 comentários:

  1. Realmente sentido na analogia
    da vida diária e quotidiana
    do respetitivo movimento balanceador de um lado para o outro do marasmo que nos adormece e dá sono lentamente
    vamos sonhando
    pesadelos de paixão excerbada
    aos limites da compreensão.

    MR in moment

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  2. É verdade, Mário. É melhor dormir, sonhar e não nos lembrarmos do sonho. Haja quem possa pôr um bocado de arrumo na casa. Todos estamos necessitados.
    Obrigado, amigo.
    Adorei, embora não esteja a fazer-lhe a interpretação de acordo com a do originário, mas como sabe, a poesia é assim mesmo, cada poema pode ser milhões, (cada cabeça sua sentença), e eu fiz do seu o meu poema. Escreva sempre, gosto de tudo que escreve. Parabéns.

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