30 setembro 2006

SÓ TU!

Só tu, morte, só tu. Só tu nos fazes pensar, reflectir, chorar, perdoar e amar. Pensar em tudo que poderíamos ser, mas não somos. Reflectir no que somos, mas que tentamos esconder. Chorar por aqueles que nos deixam e jamais voltamos a ver. Perdoar a quem jamais não demos os nosso perdão. Amar sem sentir que esse amor alguma vez existiu.
Só tu, morte, só tu!

5 comentários:

  1. Conceição, um abraço.
    Embora esteja de acordo com a sua análise, ela não conseguiu chegar perto do sentir do autor.
    O núcleo do texto, ou seja, o seu sentido principal, pois podem haver outros, é descrito apenas com uma frase simples, nada mais.
    Agora a Conceição é que tem de descalçar a bota. Eu não lhe vou dizer nada.
    Um abraço, amiga.

    ResponderEliminar
  2. Amiga Conceição. Vou dar uma ajuda.
    Nunca retire o seu pensamento do título.
    Um abraço.

    ResponderEliminar
  3. Só a morte tem capacidade de colocar tudo no sítio,perdoando todos e tudo de igual modo.Caro David,na morte não à mais ódios,inimizades,interesses miséria,ricos...a morte é a única que nos torna iguais e devolve-nos aquilo que somos...pó!

    ResponderEliminar
  4. Boas

    Felicito mais uma vez este blog. Embora me seja “impassável” escrever aqui sempre que o intuito aparece; é de maneira agradável que leio alguns dos posts aqui escritos.
    Em relação ao tema da morte… a certeza das certezas. Há quem lhe dê cor, forma e até mesmo cheiro. Sempre houve quem escreveu sobre ela, histórias, mitos, verdades; tudo e mais alguma coisa, sobre esta “coisa” tão simples, tão certa e directa que nos dá de graça tudo o que o Sr. David Santos escreveu. É provavelmente a coisa mais simples que a natureza nos deu. Mas a simplicidade sempre foi relativa no pensamento humano. A ilusão da eternidade sempre nos ofuscou a realidade do “ser para a morte” que somos e o resultado é o temor sempre presente em cada um de nós, sempre que ela é proferida. Acredito que haja sensatez em algumas pessoas perante a morte, mas quando ela lhes aparece mesmo à frente, é sempre motivo para escrever grandes estórias, romances, tudo o que a imaginação dará ao escritor, esse que esteve em fronte dela e que escreve cada palavra com a mão trémula.
    “Aquilo que verdadeiramente é mórbido não é falar da morte, mas nada dizer acerca dela, como hoje sucede. Ninguém está tão neurótico como aquele que considera ser neurótico decidir-se a pensar sobre o seu próprio fim.” (Philippe Ariès)

    Nota: Na edição nº 124 da revista “Sábado” (14 a 20 Setembro) está escrita uma grande reportagem sobre pessoas que sabem que a morte lhes espera.

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  5. A todos muito obrigado. Conceição, Relvas e animaverto, a todos um grande abraço.
    Sá a morte nos acolhe a todos por igual. ERA A MINHA SOLUÇÃO PARA O TEXTO. Não há dúvidas que o português é uma língua muito rica. Andámos todos em redor da solução, mas com palavras e argumentos diferentes. Um abraço para todos. Ah, mas vou voltar mais vezes a este tema, pois é um tema que adoro.
    david santos

    ResponderEliminar

Apela-se, aos comentadores, bom senso, educação e respeito, mesmo que os artigos suscitem raiva ou outro qualquer sentimento mais violento. O debate salutar de ideias e de opiniões, deve assentar nos três princípios referidos anteriormente, sob pena de os vossos comentários serem eliminados. Contudo, e por já terem decorrido por diversas vezes ataques a pessoas no seu bom nome, e ao blogue, entende-se que estes comentários sejam moderados, pelos autores.
Atentamente, Carlos Rocha (Beezz) Moderador.