O INVANDÁVEL
Ah, maldito! Tempo,
que me vais matando,
com o tempo,
a mim, que não me vendi,
se fosses como o vento,
que vai passando,
mas vendo,
mostrava-te o que já vi.
Não queres ver,
eu sei!
contudo, vais ferindo
e remoendo,
como quem sabe morder,
mas ainda não acabei
nem de ti estou fugindo,
atrás dos que vão correndo.
Será isto que tu queres,
ir matando,
escondendo e abafando,
não fazendo como o vento?
Podes fazer e não veres
aqueles que vais levando,
mas a mim!? Nem com o tempo!
David Santos in Poiesis XIII
Caro David,tens algum livro de poesia editado?Se sim diz qual.Bonito e faz pensar!
ResponderEliminarUm abraço!