18 outubro 2006

Na minha jangada me deito

Na minha jangada me deito
E lá me deixo levar
Na corrente sem corrente
Do rio que está a secar

Agora só resta lama
Da água que lá morou
Nas margens já não há arvores
Porque o tempo, as derrubou

Na minha jangada me deito
E lá me deixo levar
Pelo vento que vai soprando
Sempre sempre, sem parar

Na minha jangada me deito
Até onde, me levar...

2 comentários:

  1. Caro Mário Margaride,viva!

    Tinha visto uma poesia postado sua,há pouco ia para comentar e já lá não estava.Era bonita,como esta também o é!Caro amigo,falar do amor é bonito e necessário.Todos somos fruto de amor.Temos que o conservar.

    Sobre este poema,amigo Margaride,realmente na vida fazemos a acama e nela nos deitamos.Mas não nos deixemos levar apenas e só ao sabor da vida sem demonstrarmos a nossa capacidade de reivindicar os nossos pensamentos.Lutemos pela dignidade e pela vida.Aqui lhe deixo esta mensagem amiga e com o símbolo que passo a usar no meu comments e profile.O Autismo Europa.

    Cumprimentos

    Mário relvas

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  2. Mário Margaride, um abraço.
    Bem concebido.
    Na verdade quantos de nós deseja navegar em águas calmas, em barco, veleiro ou cruzeiro, e não sai de uma jangada à deriva em águas calmas, turvas ou de rápidos.
    Não é facil navegar como queremos e desejamos, mas tentemos fazê-lo com mais qualidade e segurança.

    Claro que para além da minha opinião, fui prepositadamente orientarme nas palavras do amigo MRelvas que diz:- "Mas não nos deixemos levar apenas e só ao sabor da vida sem demonstrarmos a nossa capacidade de reivindicar os nossos pensamentos".
    Acho que tem que ser assim a nossa vida, a nossa luta pela sobrevivência com alguma qualidade.

    Um abraço a ambos

    José Faria

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