Saíste do ventre, já a falar, já menino,
homem te tornas-te e seguiste o teu caminho,
aos maldosos perdoas-te, lhes deste amor e carinho,
a todos nos ensinas-te sem nos marcares um destino
Hoje é mais um dia, do sempre que vais viver,
alma grande e coração sublime,
sempre te iremos amar e ler,
querido Mário Cesariny
ATÉ SEMPRE, MÁRIO!
david santos
Amigo David. Associo-me a esta homenagem ao Mário Cesariny. Não morreu! Os poetas não morrem. Os poetas são eternos...
ResponderEliminarAté sempre, Cesariny!...
Um abraço
M.Margaride
Adeus, e paz á sua alma.
ResponderEliminarBeezzblogger
EM TODAS AS RUAS TE ENCONTRO, EM TODAS AS RUAS TE PERCO.
ResponderEliminarEm todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Conheço tão bem o teu corpo
Sonhei tanto a tua figura
Que é de olhos fechados que eu ando
A limitar a tua altura
E bebo a água e sorvo o ar
Que te atravessou a cintura
Tanto, tão perto, tão real
Que o meu corpo se transfigura
E toca o seu próprio elemento
Num corpo que já não é seu
Num rio que desapareceu
Onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny (1923-2006)
É sempre bom, lembrar o homem o poeta, o pintor! E sobretudo reconhecer o seu legado!
ResponderEliminarAté sempre Mário Cesariny!
Mário Cesariny
finalmente encontro um blog com referência ao cesariny. bem-haja por isso!
ResponderEliminarConheci o Mario Cesariny que me foi apresentado por um amigo comum, o também já falecido, pintor Francisco Relógio. Foi na Zona do Rato nos finais dos anos setenta e princípios dos anos oitenta quando aquela zona era uma referência na noite de Lisboa. Era nessa Zona que se situavam as galerias de arte de referência a TEMPO dirigida pelo Jaime Isidoro e a S. MAMEDE. Em ambas era um artista cotado, só não gostava era que o Augusto França estivesse nas "vernissages" das suas exposições. O Cesariny era impressionante pela sua vivacidade e humor caustico além de uma visão penetrante sobre a vida o mundo...um sonhador e um criador de mundos inigualáveis. Foi com bastante tristeza que soube, pela rádio do carro, o seu falecimento. Já não o via faz uns bons anos. Recordo de ter ligo que lhe queriam fazer uma estatua no jardim dos poetas em Oeiras, na Câmara do celebre Isaltino... e ele não admitiu! Dele além do legado artístico, recordo esses momentos de eternidade nos proporcionava junto a tantos amigos , como Artur Bual, Rocha Pinto, o Vitorino o Matsinhe e tantos outros, nas tertúlias dos bares da Zona da Rua da Escola Politécnica em Lisboa... o meu obrigado pelo legado que a todos nós nos deixas-te, Mário, por ele viverás sempre em nós e muito para além do dia de hoje...
ResponderEliminarUm forte e fraterno abraça aos autores deste blog e em especial ao David Santos
António Delgado