Quando o poeta canta a dor
consumindo-a nas entranhas
parindo-a ao decorrer da pena
o sol esconde-se para chorar
porque a dor do poeta
é a dor de quem vê mais longe
é aquela que vive nas asas do pensamento.
Quando é do amor que fala
empolga-se ardendo no desejo
de quem sabe que o amor é louco
e que canta com a sua pena
a entrega sôfrega dos amantes
que guiados pela sede dos sentidos
se entregam aos prazeres mais sentidos.
Quando canta a paz sossega-se no que faz
apaga a guerra, esconde o ódio e o rancor
usando uma tinta especial
que não pode ser vista por qualquer um
somente por aqueles de coração especial
que acreditam que é possível viver num mundo
em que homens são todos irmãos.
Ao cantar a liberdade o poeta empolga-se
porque a liberdade é coisa especial
grita alto ao correr da pena
ora convida o mar para se revoltar
ou canta com ele uma doce canção
convidando os Homens a serem livres
e abrirem as portas das prisões.
E quando já não canta nada
é porque chegou a hora da partida
a hora doce em que para recordação deixa
seu carácter impresso nas palavras
que deixou ao decorrer da pena
ideias que compartilhou com a noite
escritas na intimidade do seu quarto.
Mas a verdade é que o poeta vive para sempre
no coração daqueles que ousaram ver
para além do que os olhos comuns vêem
vive no brilho do sol e no som do mar
no sorriso de cada criança que nasce
no suspiro dos enamorados
vive eternamente! Vive!
(Em homenagem ao poeta criei este poema)
Alexandra Caracol
Gostei muito Alexandra.
ResponderEliminarParabéns.
Viva Cesariny!
ResponderEliminarAté sempre, Alexandra!
Um abração!
Não há morte que lhe chegue
nem vida que o acabe
quem da sua poesia bebe
terá sempre lealdade
Olá AmigosI
ResponderEliminarAlexabdra e David Santos.
Deixem-me também aqui registar o meu testemunho de homenagem ao...
POETA
Poeta é quem canta,
É quem lança o pensamento,
No silvar duma flauta
Á luz dos olhos, do vento.
É quem guarda o monte, o pasto,
E suas amigas ovelhas.
Quem mastiga o tempo gasto,
Nas côdeas de broa velhas.
É quem ama o seu cajado,
Sua sina, monte agreste.
Quem ama o fiel ao lado
Que o uivar do lobo veste.
É quem lança o sol nascente,
Lá da serra sobre a aldeia.
Poeta do povo ausente,
Aquece-o a lá, o leite a ceia!
José Faria
Lindo poema Alexandra.
ResponderEliminarE como não podia deixar de ser mais um belo poema do amigo Faria.Cumprimentos também ao David
Mário