Deixa-me ser tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor,
A mais triste de todas as mulheres.
Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa a mim?!O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por me dizeres!
Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascêssemos, irmãos
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...
Beija-me bem!...Que fantasia louca
Guarda assim,fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei prà minha boca!...
Mais um bom soneto, Nty!
ResponderEliminarE então as rimas finais: devagarinho; irmãos; ninho; louca; mãos e boca, caem como uma luva.
Parabéns.
Adorei
A Mágoa e dor deveriam ter ficado fora do contexto , de todo o conteúdo do soneto!
ResponderEliminarMas felizmente ou infelizmente a dor e a mágoa teimosamente perseguem estes valores mais puros, mais claros, cintilantes como águas de nascentes; mais humanos e sublimes.
Paciência!
É a complexidade dos animais racionais e inteligentes que inventam estas inverdades desnecessárias, deturpando tanta vezes a pureza do SER!
Bem haja
Um abraço com respeito social e humano!
José Faria
Belíssimo soneto, NATY! Amor sentido, sofrido. Sem esse sofrimento, sem essa dor...sem eles...! Não há amor.
ResponderEliminarMuito belo!
Beijinhos
Mário.
Que lindo.
ResponderEliminarGostei imenso.
Um Feliz Natal para si.
Alexandra Caracol