08 dezembro 2006

AMIGA

Deixa-me ser tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor,
A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa a mim?!O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por me dizeres!

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascêssemos, irmãos
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...

Beija-me bem!...Que fantasia louca
Guarda assim,fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei prà minha boca!...

4 comentários:

  1. Mais um bom soneto, Nty!
    E então as rimas finais: devagarinho; irmãos; ninho; louca; mãos e boca, caem como uma luva.
    Parabéns.
    Adorei

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  2. A Mágoa e dor deveriam ter ficado fora do contexto , de todo o conteúdo do soneto!
    Mas felizmente ou infelizmente a dor e a mágoa teimosamente perseguem estes valores mais puros, mais claros, cintilantes como águas de nascentes; mais humanos e sublimes.

    Paciência!
    É a complexidade dos animais racionais e inteligentes que inventam estas inverdades desnecessárias, deturpando tanta vezes a pureza do SER!

    Bem haja
    Um abraço com respeito social e humano!
    José Faria

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  3. Belíssimo soneto, NATY! Amor sentido, sofrido. Sem esse sofrimento, sem essa dor...sem eles...! Não há amor.
    Muito belo!
    Beijinhos
    Mário.

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  4. Que lindo.

    Gostei imenso.

    Um Feliz Natal para si.

    Alexandra Caracol

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