06 janeiro 2007

QUANDO SE PERDE A AMIGA


Toca o sino,
o cântico da morte.
Na torre dos amores,
Sendo esta pouca sorte,
A doença sem doutores!
No dia do enterro,
Todo o mundo se faz santo,
E o morto em segredo,
Se admira com tal pranto!
Observa a amiga fria,
Com suores d'alegria
Por tudo aquilo que sofreu,
À espera deste dia...
E esta sorte sua
Só Deus lha concedeu.
Este poder na morte,
Ver tudo neste dia
Com o último adeus,
A esta vida.
Adeus!

Letras Soltas

3 comentários:

  1. Um poema lindo, com o seu cheirinho a sarcasmo. Que bom seria, podermos nesse dia vislumbrar, todos os hipócritas. Melhor seria aínda, poder, confrontá-los coma hipocrisia.
    Narty, aparece sempre!
    Bj

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  2. Olá, minha grande amiga! Mais um grande trabalho, pois claro! Este trabalho é muito difícil de se fazer, mas para a minha querida amiga, Naty, que ninguém nos (ouça), é deste tipo de trabalhos que ela mais gosta.
    Parabéns, Naty.
    Até sempre.

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  3. Sim! É arte, é poesia.
    Para além da vida... para além da morte.
    Bem concebido!
    Parabéns Naty!

    José Faria

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