07 fevereiro 2007

A (MINHA) MENSAGEM

A (minha ) Mensagem


O PREC que estava no fundo do Mar,
Em noite de Abril (24) ergueu-se a voar,
À roda de Portugal voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: “Quem foi que ousou defender vosso Ultramar,
Que ia de Cabo Verde a Timor,
No fim do Mundo ?”
E o Português Honrado disse, sem vacilar:

“Foi ... o outro D. João Segundo.”
Então o PREC rosnou e disse:
“Esse já morreu, é p´ra acabar ! “
E foice ao ar o Ultramar.

Voltou à carga imundo e grosso:
“ Quem vem poder o que só eu posso,
Tirando Portugal de um enorme fosso,
E depois tanto ouro acumular,
Após labor exemplar fecundo ? ”

E o Português Honrado disse sem vacilar:
“ Foi .... um outro D. João Segundo.”
Então o PREC chiando disse:
“Também tudo isso é pr´a acabar
..... Entrámos na CEE (UE) a pedinchar. “

Três vezes ao Céu as mãos ergueu,
Três vezes ao peito as reprendeu,
E o Português Honrado disse, pela terceira vez:
“PREC mefistofélico, escuta bem:
Não matarás no ventre o inocente,
Negando-lhe a Vida, o Pai e a Mãe.
Supremo bem ! Das marcas, já passaste muito além.

E além do sim que a minha alma teme,
È a obsessão quão cega quanto infrene,
Que depois virá a pôr na Lei,
O casamento “gay”,

E de seguida,
Nos lançará nas trevas do fim do Mundo.
Manda a vontade que me ata à Vida,
Que por isso eu sou por um NÃO rotundo”


Lisboa, 7 de Fevereiro de 2007
V.C. (Poeta de Fornos de Algodres)
( foice <> foi-se – nova ortografia pós 25 Abril)

NOTA: Esta «mensagem», a «brincar» com a do grande Fernando Pessoa, foi composta pelo poeta de Fornos de Algodres, de quem já aqui foi postada uma poesia acerca da Democracia.

3 comentários:

  1. Anónimo7/2/07 18:42

    Rápida, precisa e concesia esta mensagem num belo poema do poeta de Fornos de Algodres.

    Um abraço para as gentes de Fornos de quem tenho saudades!

    Na primavera espero ir a Celorico da Beira e visitar os beirões tão acusados de "provincianismo".

    Se isso significa HONESTIDADE é um bem MORAL!

    Abraços amigo João Soares

    Mário Relvas

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  2. Anónimo7/2/07 18:43

    "CONCISA"...enganei-me!

    Abraços gente
    MR

    ResponderEliminar
  3. Senti aqui o timbre de José Maria du Bocage, nesta poesia do Poeta de Fornos de Algodres.
    E se trocassem o Não pelo SIM, o sentido pouco se alteraria.

    Bem concebido.

    Um abraço Amigos

    José Faria

    ResponderEliminar

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