19 março 2007

OLIVENÇA, ELVAS E BADAJOZ

Pessoalmente, nada tenho contra ou a favor de cada uma destas localidades. Mas, como cidadão, procuro compreender as posições antagónicas que chegam ao meu conhecimento. O grupo do Amigos de Olivença, movido por um patriotismo tradicional e respeito pela História, está interessado na sua reintegração no território português, mesmo que essa solução possa não agradar aos respectivos habitantes.

Pelo lado oposto, quanto à região de Elvas, existem pessoas que consideram grande insensatez terem de pagar impostos a Portugal e serem apoiados por Badajoz quanto a maternidades e outros serviços de saúde, aquisição de combustíveis e outros produto de consumo e de equipamento, no mercado local. Se beneficiam de tais apoios em Espanha, fica gravemente afectado o sentimento de nacionalidade desta população raiana, principalmente quando os seu filhos e netos nascem além fronteira, sendo levada a considerar mais lógico e coerente pagar ali os seus impostos. É assim difícil de digerir esta contradição entre a vontade do retorno de Olivença e, por outro lado, a entrega informal de Elvas e sua região a Espanha (Badajoz).

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5 comentários:

  1. Vendan-se a espanha aproveitem a promocao,desistao dos vosso sonhos .
    por um portugal melhor.
    mas nao se esquecao que a corrupcao em espanha é paga com.boummmmmmm.

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  2. Caro João Soares, o coração deles está com Portugal e isso é importante.

    Sabemos que têm mais compensações do outro lado,mas assumem-se PORTUGUESES!

    Alguém os ouve?

    Abraço

    MR

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  3. Caro M Relvas,
    Poucas palavras mas com profundidade, as suas.
    O coração deles está em Portugal, mas ninguém os ouve. Os políticos nem ouvem os que estão perto e muito menos os distantes. Só ouvem as manifestações bem publicitadas pelas televisões. Repare no fecho dos consulados. Logo que os que estão em França decidiram manifestar-se em Paris, apareceram logo soluções de contemporização, consulados virtuais e tempo parcial.
    Somos um País de amadores.
    Tem muita realidade a comparação com um campo de futebol em que os jogadores tentam derrotar o adversário sem pensarem na relva que pisam com o maior desprezo. Na política a relva somos nós os cidadãos. Os políticos tentam vencer-se uns aos outros, pisam e exploram a Nação sem se importarem com as pessoas exploradas pelos caprichos dos detentores do Poder.
    Repare que ontem os «grandes» do CDS-PP insultaram-se na corrida louca ao poder. Ninguém falou no País, na crise... e não apontou uma hipótese de solução para um qualquer problema do País. Para ls o problema é a conquista da liderança. Os políticos são assim mesmo. A relva que se lixe.
    Um abraço
    A. João Soares

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  4. Estimados, não tenho nada contra Portugal nem contra Espanha mas tenho, isso sim, contra quem é governante e despreza, no exercício o seu dever e funções, aqueles que os elegeram e deveriam de governar. Suponho igualmente que não haverá países perfeitos nem governos perfeitos. Mas há países cujos governantes sentem a causa publica porque ela também é a sua causa. Por isso tendem a aperfeiçoar o sistema que rege os interesses públicos. Lutando para que todos possam aceder a melhor educação, saúde e níveis de vida. Em Portugal isso não acontece e é bem notório pela a afirmação, anteriormente deixada no comentário do amigo A.João Soares: " «grandes» do CDS-PP insultaram-se na corrida louca ao poder. Ninguém falou no País ". Esta é a grande questão, porque infelizmente e para eles o interesse não é o país nem o povo. Os interesses são os pessoais inerentes aos cargos que eventualmente possam ocupar.

    No entanto este espectáculo distrai o pagode. A vida pública parece ser sinónimo de PORNOGRAFIA POLITICA difundida por todos os média e a televisão. Estas têm transformado a espécie humana e em particular, a de nacionalidade portuguesesa, em dóceis e amestrados telespectadores, obedientes a um poder concentrado em círculos informativos cada vez mais restritos e com capacidade de configurar o real à medida dos seus interesses comunicacionais.

    Assim só uma verdadeira contra corrente poderá ajudar a exercer sentido critico para que se possa alcançar uma sociedade mais justa, perfeita e solidária.

    ....Além de Amadores somos igualmente Bricoleurs

    um abraço
    António Delgado

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  5. Na maioria dos países, viver perto da fronteira é viver longe da capital, mas também é viver entre dois países que nunca serão iguais.Assumindo isto, haverá sempre um país melhor de se viver que outro( isto quando a fronteira não é entre 3 ou 4 países).Suponho que durante a guerra civil de Espanha jamais havia algum Português a queres ir para espanha para se arriscar a levar um tiro ao virar da esquina.É uma triste vantagem poder ir ao país vizinho para certos serviços básicos...mas quantos espanhóis não se refugiaram já em Portugal...até o rei espanhol .De tempos a tempos estas realidade s alternam-se e amanhã podem ser outra vez os espanhóis a precisar dos Portugueses.Não há 2 realidades iguais... nem eternas.

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