Uma criança de olhar rasgado
Impetuosa, de maus tratos
Afagados de lonjura
Sequiosa de mil carinhos
Brinca com a fome
Nos vales da miséria
Num infantário descampado
De doença e tortura
Já se escondem entre a morte
E o cheiro nauseabundo
De um mundo que se faz de cego
A tantos campos de concentração
Onde as crianças permanecem
Sem qualquer sonho
Sem qualquer ilusão
À espera de um tempo que não passa
Onde o sol brilha
Sem qualquer graça
E a incógnita fica
Amanhã quantas serão?
Conceição Bernardino
Olá, Conceição.
ResponderEliminarEste trabalho é fantástico. Contudo, ainda que tudo façamos para diminuir o terror que muitos causam às crianças, parece que cada dia que passa somos mais impotentes.
Parabéns.