14 janeiro 2008

ASAE com entusiasmo e com falhas

Transcrição seguida de NOTA:

Em casa da ASAE há foras de prazo
Ferreira Fernandes

A ASAE fecha uma mercearia em vésperas de ser centenária. Como uma mercearia, centenária ou não, deve cumprir as leis e como não conheço a mercearia de Faro, calo-me. Aliás, porque estamos num país de baldas, a uma ASAE repressora eu dou o benefício da dúvida. Ver quem deve fazer, fazer, dá-me mais ganas de aplauso do que de crítica. O não fazer, ou fazer mal, da ASAE é que encanita: como quando ela tem fora de prazo os extintores da sua sede.
Aí, saco do meu arsenal de provérbios:
"É mais fácil ver o argueiro no olho do vizinho que a trave no próprio olho." E, de dedo em riste, dirijo-me ao patrão da ASAE:
"Não é sisudo o juiz que tem jeito no que diz e não acerta no que faz." Infelizmente, faço-o pouco convicto. Primeiro, porque António Nunes, que desdenha da colher de pau, não deve aceitar saberes populares. Segundo, porque o episódio dos extintores arrumou-me com as ilusões. Sai outro provérbio:
"Quando o mal é da nação, nem a poder de sabão."

NOTA: E podia acrescentar: «Em casa de ferreiro, espeto de pau.» Este está insinuado no título. Mas, como os agentes da ASAE estão a ter preparação paramilitar altamente sofisticada, ser-lhes-á difícil entrar na sede para a fiscalizar, porque os que a guardam, tendo igual preparação, podem oferecer uma resistência até à morte. E nada salva os fiscais, mesmo que vão embuçados, porque consta dos manuais que a defesa tem sempre vantagens, sendo preciso um efectivo triplo para a vencer. Será por isso um espectáculo digno de boa cobertura televisiva, mais completa do que a da fiscalização do mercado do «relógio». A ASAE foi uma boa solução para a bagunça que caracterizava a economia nacional no tocante a bens de consumo, mas parece ter tomado o freio nos dentes e já entupiu os tribunais com quantidade indigesta de processos. Irá acabar por ficar tudo arquivado! Outro adágio: «É pior a emenda do que o soneto»

10 comentários:

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  2. Este ultimo comentário, proporcionou-me uma séria revolta, não contra quem o escreveu, ao que desde já agradeço, mas para com este nosso mundo PODRE.

    POR SEREI SEMPRE UM REVOLUCIONÁRIO, NO SENTIDO LATO DA PALAVRA!!!

    Abraços do Beezz

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  3. Amigo Mário k dizer?!Estamos a viver num país onde a loucura dos "ASAEANOS",conseguiu destronar os verdadeiros "supostos" loucos!!!

    A seguir vamos ser nós (portugueses), ou reagimos a estas loucuras ou acabamos todos assim...loucos!!

    Beijo:MªSoledade Alves

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  4. Este nosso querido POrtugal está a atingir um rumo preocupante atodos os níveis.

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  5. Pelo teor dos comentários parece que foi oportuno trazer aqui as palavras de Ferreira Fernandes.
    É realmente preocupante ver que o bom senso desapareceu da mente dos homens do poder. Hoje vi um e-mail que descrevia uma situação imaginada com a ASAE a prender o Cardeal Patriarca por falta de higiene da água, do vinho, da hóstia e do anel que é beijado pelos crentes sem desinfecção nos intervalos.
    É necessário velar pela higiene e saúde dos consumidores, mas há que evitar o ridículo. Portugal está a ser transformado num manicómio.
    Abraços

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  6. Já não há PORTUGUESES como antigamente.
    Por exemplo:
    PORTUGUESES como o José Júlio da Costa.
    Que veio de Garvão, do Baixo Alentejo,com o firme propósito de acabar com a prepotência-berborreante do "Sidonismo".
    E, na Estação do Rossio, em Lisboa, numa noite, acabou mesmo de vez!!!
    Se houvesse PORTUGUESES como o José Júlio da Costa, não estavamos com estes problemas da "colher-de-pau"; da "açorda-alentejana";dos fumadores -especiais- no Casino... entre outras "coisas" mais...
    Tenho saudades -e raiva- não haver PORTUGUESES como o JOSÉ JÚLIO DA COSTA.

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  7. Já não há PORTUGUESES como antigamente.
    Por exemplo:
    PORTUGUESES como o José Júlio da Costa.
    Que veio de Garvão, do Baixo Alentejo,com o firme propósito de acabar com a prepotência-berborreante do "Sidonismo".
    E, na Estação do Rossio, em Lisboa, numa noite, acabou mesmo de vez!!!
    Se houvesse PORTUGUESES como o José Júlio da Costa, não estavamos com estes problemas da "colher-de-pau"; da "açorda-alentejana";dos fumadores -especiais- no Casino... entre outras "coisas" mais...
    Tenho saudades -e raiva- não haver PORTUGUESES como o JOSÉ JÚLIO DA COSTA.

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  9. E vamos continuar a votar neles? Eles são comandados pelo poder económico. Por isso é votar nos mesmos...
    Pois podem ter a certeza. Eles até os olhos, quando for possível fazer tráfego destes órgãos, nos vão roubar.
    Ou nós damos neles primeiro e às cegas; ou até sem olhos vamos ficar.
    Depois não se venha fazer como em França. O poder está bem guardado e ninguém lhe toca. Então anda-se a estragar, muitas vezes, haveres de pessoas tão exploradas e tão pobres como os revoltados.
    Ficamos com a lição francesa e vamos a eles enquanto é tempo. Porque se nos atrasarmos, vamo-nos vingar em nós próprios. Isto é o exemplo do que está acontecer em França. E ficar cegos! Ainda mais!?

    David Santos

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  10. Caros comentadores,
    Nada tenho a acrescentar à NOTA que adicionei ao escrito do jornalista, a não ser uma observação ao ditado «É pior a emenda do que o soneto». É que a sugestão dos colegas David Santos e Camilo de acabar com eles, mesmo às cegas, poderá não ser óptima mas não é pior do que a realidade actual, pois já nada há «pior do que o soneto» do ditado.
    Abraços

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