Deambulando pelas ruas,
Dormindo ao relento,
De alma despida, nua
Lutando contra o tempo.
Á noite pela estrada fora,
Perdidos a olhar o céu
Filhos do álcool, da droga
De um mundo que escureceu.
O luar se foi embora,
Mais um dia amanheceu
Filhos da desgraça
Que fazer agora
Se a coragem também se perdeu?
Veias salientes,
Olhos esbugalhados,
Pernas dormentes,
Sorrisos apagados.
Vidas sem vida
Que se deixaram prender
Nas teias do veneno
Que lhes foram vender.
Pais dos desespero, da sida,
Do perder por perder,
Da impotência e sofrimento
De quem os viu nascer!
Escrito a 27 de Maio de 2008
Ana Martins
David Santos,
ResponderEliminarObrigada por deixar comentário no blog E.J.A.
Dei uma passadinha pelo seu e achei super.
Vou olhar novamente com mais calma.
Esse texto combina muito com a redação do aluno da professora Kátia.
Abraços.