26 julho 2008

NAS ARCADAS DESTA RUA

Nas arcadas desta rua
Nestas ruelas sombrias
Há silêncio e solidão.
O sol, por ali não passa
Não há luz, não há graça
Só muros e escuridão.
Nas arcadas desta rua
Nas pedras desta calçada
Há desalento sem fim
As árvores a morrerem
As casas a apodrecerem
Não há flores no jardim.


Mário Margaride

4 comentários:

  1. Quando escurece urge o mundo de solidão renascido de um silêncio adormecido,onde permanece apenas o eco dos pensamentos.
    Bom fim de semana amigo
    Bjs Zita

    ResponderEliminar
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  3. “Nas pedras desta calçada"
    Está tudo escuro como breu.
    De homens já não há nada.
    Havia uma criança, mas fugiu.

    Era a última flor do jardim
    que se deixou apagar
    essa criança foi o seu fim
    por já não haver Luar
    Abraços

    ResponderEliminar
  4. Pelos vistos, a luz ainda não se vislumbra... Mas um dia há-de se ver...

    Abraços do Beezz

    ResponderEliminar

Apela-se, aos comentadores, bom senso, educação e respeito, mesmo que os artigos suscitem raiva ou outro qualquer sentimento mais violento. O debate salutar de ideias e de opiniões, deve assentar nos três princípios referidos anteriormente, sob pena de os vossos comentários serem eliminados. Contudo, e por já terem decorrido por diversas vezes ataques a pessoas no seu bom nome, e ao blogue, entende-se que estes comentários sejam moderados, pelos autores.
Atentamente, Carlos Rocha (Beezz) Moderador.