Nos escombros da cidade
Mora miséria e delinquência,
Ofusca-se na realidade
Os limites da decência!
Nos escombros da cidade
Há seringas, lixo e dejectos,
Há jovens longe da verdade
Perdidos e sem afectos!
Nos escombros da cidade
Também há sonhos escondidos,
Desejos emoldurados
Pelas ressacas e delírios!
Nos escombros da cidade
Mora a vida que se definha,
Entre a força da vontade
E o vicio que assassina!
Ana Martins
Escrito a 13 de Outubro de 2008
Parabens pelo poema.
ResponderEliminarCada vez vem sendo mais habitual este tipo de casos, infelizmente.
ResponderEliminarParabéns Ana pelo poema, que demonstra bem o teu sentimento, e a tua inquietação.
Beijos do Beezz
Um retrato realista, infelizmente. Bem observado.
ResponderEliminarPermite-me que dê uma sugestão: se trocasses as duas últimas quadras, o o poema terminaria com uma réstia de luz, mais positivo. Os sonhos e desejos seriam uma luz ao fundo do túnel. Para a recuperação de pessoas em dificuldade, convém que a esperança não acabe.
Parabéns pela poesia, continua a lutar por uma vida melhor
Beijos
João
Lindo, temeroso, irritante e realista.
ResponderEliminarÉ a realidade a causa da irritação, mas... Bem, mas nós somos tão egoístas e donos, que preferimos a irritação e esquecemos a realidade. Somos muito pouco. Talvez sejamos menos que nada. Termos olhos; é verdade: temos. Mas ver...
Abraços.
Minha cara, infelizmente, não deve haver uma família que não tenha pelo menos um menbro na família afectado com essas coisas. Eu devo ter pelo menos uns 2 ( e que se saiba), adorei a tua forma de ver a realidade. Pelo menos tentamos ...., não é fácil, acredita !
ResponderEliminarOlha se quiseres visitar o meu blog serás bem vinda , terei muito gosto em receber pessoas com essa capacidade de escrever o que vai na alma .
Ana, com seu talento para escrever versos nos fala dessa realidade tão crua e cruel.
ResponderEliminarUm abraço.