07 novembro 2008

Somos o lixo reciclável!



Olhem para nós
o esterco da humanidade…
…não sintam vergonha.

Somos o lixo reciclável
das incineradoras da morte
fugimos com os bolsos calados,
vazios de silêncio
da bondade nojenta
que é apregoada nos leilões
dos barões obcecados pela ganância

Somos o lixo
sem rumo, sem direcção
somos carne, apenas carne
esquartejada, mutilada, circuncidada
trafica, assassinada

[Pelas mãos isentas de Pilatos]

Somos o estrume
que aduba a raiva dos cães de raça
do fascismo, racismo e da insolência

Olhem para nós
com sangue frio,
é com esse mesmo sangue
que somos mortos.

Nós
homens, mulheres e crianças
os Refugiados que o genocídio
apaga das memórias do mundo.

PS: Este poema é dedicado aos milhões de REFUGIADOS do mundo.

1 comentário:

  1. Olá Conceição, é necessário deixar mensagens de alerta, para que nos habituemos a não olhar só para o nosso próprio umbigo!
    Muitos políticos servem-se, a tempos e normalmente, aquando as eleições de ideias de propaganda, no sentido das promessas e apresentam-se como salvadores do mundo, quando na verdade é tudo para " povo ver ", quer dizer show - off eleitoralista.

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