Não, não me olhes com o descaso e censura
Que já não consegues omitir,
Deixa-me permanecer assim em clausura
Na certeza de não me iludir!
Eu sei, que as loucuras onde me deleitei
São agora marcos irreversíveis em minha vida,
Que cada passo errado que dei
Me levou a este estado decrépito de sida!
Eu sei, não soube sorver o meu tempo,
Que a luz de outrora é agora o tormento
Da insensatez a que me fui permitindo...
Mas deixa-me perecer aqui, em paz enfim
Com o desprezo que já não doí nem pesa em mim,
Tão longe de ti... E tão perto do fim que já sinto!
Ana Martins
As consequências dos desvarios, pagam-se muitas vezes caro!
ResponderEliminarO desespero de quem sofre, merece o respeito de todos nós, o direito à dignidade e à paz de espírito é imutável.
Bjs