As terras áridas de centeio
correm-me nas veias,
o negro espalha-se
pelos campos da fome,
gela-me o frio
sobre as palhas
do trigo sem sustento.
Cega-me a foice…
…na cegueira da colheita
Os trigais secaram
na boca de quem os alimenta,
as mãos enrugadas
carregam o fardo
no vazio
das cinzas avermelhadas
queimadas em solidão.
Cega-me a foice…
…na cegueira do nada
que me resta.
Olá Conceição, que lindo poema!
ResponderEliminarAdorei e meus parabéns!
Fique com deus!
Beijos