25 abril 2009

RECORDANDO!...35 ANOS DEPOIS

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O que eu vi,
Eram flores,
Cravos vermelhos
Vencendo a censura,
Rostos... Espelhos
De euforia nas ruas!

O que eu ouvi,
Eram vozes,
Cânticos alegres
Entoando liberdade,
Lágrimas com vestes
De fé e verdade!

O que eu senti,
Foi coragem e união
Num povo de garra
E destreza,
Amor pela Pátria
Que chorava então
A liberdade presa!


Ana Martins
Escrito a 25 de Abril de 2009


EM HOMENAGEM A TODOS OS QUE TÃO CORAJOSAMENTE LUTARAM PELA LIBERDADE COM DEVERES E DIREITOS COMO O RESPEITO, VERDADE E HONESTIDADE. VALORES HOJE INFELIZMENTE JÁ QUASE ESQUECIDOS.

6 comentários:

  1. Venho desejar um feliz dia da Liberdade.
    Que as comemorações deste dia de Libertação renovem em nós a esperança na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.

    Um abraço amigo,
    Maria Faia

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  2. Ana, que belo poema. E tão verdade, a verdade que dizes, sobre os valores já esquecidos.

    O 25 de Abril de 1974, trouxe a LIBERDADE, mas trouxe também, o oportunismo, temos hoje de defender os nossos ideais, as nossas vitórias, nem que seja com outra revolução...

    Abraços Revolucionários do Beezz

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  3. Associo-me a esta bela homenagem que prestas, a todos quanto lutaram para que o 25 de Abril acontecese, e se mantenha vivo.
    Nesa altura, 25 de ABRIL DE 1974, estava em Angola no serviço militar, e tive a honra, de ser o primeiro na minha unidade, a receber oficialmente a notícia que se tinha dado uma revolução em Portugal. A alegria foi inimaginável! Nunca mais me esquecerei desse dia em toda a minha vida.

    Obrigado, por este belo poema!

    Beijinhos

    Mário

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  4. O que sinto hoje:
    Raiva por ver que aprendemos pouco, revolta porque muito pouco se fez, e desencanto porque a necessidade de outra revolução é cada vez maior.
    Cumps

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  5. Uma poesia que retrata bem a ânsia de liberdade e de um futuro melhor. e termina com comentário que mostra que a desilusão não tardou e, assim, o Abril não se realizou. Continuamos com iguais desejos e anseios, mas sem a coragem de nos revoltarmos.
    Transcrevo um pequeno artigo do 24 horas de ontem:
    «Ramalho Eanes desafiou os portugueses a serem «mais exigentes» com os governantes.
    O ex-presidente da República apelou aos presentes para não deixarem adormecer «a capacidade de se revoltarem» e, quando necessário, «substituir governantes».
    O povo precisa de acordar e exercer o direito de manifestar a sua indignação como disse Mário Soares, ou de deixar de se resignar como disse Cavaco Silva ou deixar-se da abdicação cívica como disse Manuel Alegre.
    Portugal precisa de mudança.
    Abraço
    João Soares

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