27 julho 2011

Os filhos do Corno de África


A terra é a minha cama
e o corpo humilhado da minha mãe, a cabeceira
à noite os bichos
escoram-me do frio e comem outros bichos
que nutrem a minha carne podre
não sei o que é um sorriso
nunca conheci outra vida se não esta

Somos tantos
deitados na mesma cama
já não me levanto
a astenia das minhas pernas
já não seguram o meu corpo
às vezes a minha mãe
mete-me um punhado de farinha na boca
para que a fome não me coma

Não sei se sou criança ou menino
aqui somos todos iguais
não existe idades nem formas
as dores vão deformando
as formas do meu corpo
e o medo assombra-me a sombra
que se cala por baixo de mim

Se pensam que nos matam enganam-se…
…Mutilam-nos

Os ossos desfazem-se lentamente
os dentes cravam a terra
tentam libar água das noites húmidas

Todos os dias adormecem milhares
na boca do inferno

Por mais que os poetas destilem
os cantores clamem
os pintores nos esbocem
jamais alguém conseguirá
abrir as portas da galeria horrenda
e expor o massacre da morte
que nos engole em jejum


Conceição Bernardino

24 julho 2011

Adeus Amy WineHouse…



Cruéis sensações que me despem em sexo banal, em retraídas masturbações hórridas, não quero um corpo. Não quero que o meu corpo se misture na conformidade de uma simples penetração sem que a arte o envolva em lirismo, em espasmos poeticamente concedidos.

Sei que os olhos por onde me passeio libam o meu peito atrevido, de uma menina com impaciência de mulher.

Que se encarnicem todos esses olhares!

Todos eles me olham com o mesmo sentido, fornicar como se fornica uma cadela com cio. Chega de me censurar, se me procuro entre olhares desejosos, quase tão cegos de gozo quanto os meus.

E agora?

Condenem-me ou chamem um padre que exorcize este ardor que sinto, quando me esguio nos lençóis devassos, mutilados pelo sexo. Quando penso que todo este cenário não passa de uma ilusão carnal, o meu sonho morre da mesma forma arcaica como o pintei. A impotência mora no descarnar de rostos fingidos onde definho os meus gemidos

quase tão decrépitos como os palhaços que nunca chegaram a sorrir.

Parto sem me vir, como outra qualquer prostituta, onde o adeus é um pronuncio de versos fúteis, dentro de uma garrafa de álcool qualquer. Dou um “xuto” e a solidão avança sem me condenar às exigências da linha recta onde pendurei as minhas veias.

Conceição Bernardino

19 julho 2011

Trocar idosos por reclusos

UMA IDEIA A EXPLORAR?...

Colocar os nossos IDOSOS nas cadeias, e os delinquentes fechados nas casas dos velhos .

Desta maneira, os idosos teriam todos os dias acesso a um duche, lazer, passeios.
Não teriam necessidade de fazer comida, fazer compras, lavar a loiça, arrumar a casa, lavar roupa etc.
Teriam medicamentos e assistência médica regular e gratuita.
Estariam permanentemente acompanhados.
Teriam refeições quentes, e a horas.
Não teriam que pagar renda pelo seu alojamento.
Teriam direito a vigilância permanente por vídeo, pelo que receberiam assistência imediata em caso de acidente ou emergência, totalmente gratuita.
As suas camas seriam mudadas duas vezes por semana, e a roupa lavada e passada com regularidade.
Um guarda visitá-los-ia a cada 20 minutos e levar-lhes-ia o correio directamente em mão.
Teriam um local para receberem a família ou outras visitas.
Teriam acesso a uma biblioteca, sala de exercícios e terapia física / espiritual.
Seriam encorajados a arranjar terapias ocupacionais adequadas, com formador instalações e equipamento gratuitos.
Ser-lhes-ia fornecido gratuitamente roupa e produtos de higiene pessoal.
Teriam assistência jurídica gratuita.
Viveriam numa habitação privada e segura, com um pátio para convívio e exercícios.
Acesso a leitura, computador, televisão, rádio e chamadas telefónicas na rede fixa.
Teriam um secretariado de apoio, e ainda Psicólogos, Assistentes Sociais, Políticos, Televisões, Amnistia Internacional, etc., disponíveis para escutarem as suas queixas.
O secretariado e os guardas seriam obrigados a respeitar um rigoroso código de conduta, sob pena de serem duramente penalizados.
Ser-lhes-iam reconhecidos todos os direitos humanos internacionalmente convencionados e subscritos por Portugal.

Por outro lado, nas casas dos idosos:
Os DELINQUENTES viveriam com € 200 numa pequena habitação com obras feitas há mais de 50 anos.
Teriam que confeccionar a sua comida e comê-la muitas vezes fria e fora de horas.
Teriam que tratar da sua roupa.
Viveriam sós e sem vigilância.
Esquecer-se-iam de comer e de tomar os medicamentos e não teriam ninguém que os ajudasse.
De vez em quando seriam vigarizados, assaltados ou até violados.
Se morressem, poderiam ficar anos, até alguém os encontrar.
As instituições e os políticos não lhes ligariam qualquer importância.
Morreriam após anos à espera de uma consulta médica ou de uma operação cirúrgica.
Não teriam ninguém a quem se queixar.
Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente ou a caírem na banheira velha,
Passariam frio no Inverno porque a pensão de € 200 não chegaria para o aquecimento.
O entretenimento diário consistiria em ver telenovelas, a Fátima, o Goucha, a Júlia Pinheiro e afins na televisão.
Digam lá se desta forma não haveria mais justiça para todos, e os contribuintes agradeceriam?

NOTA: Quem teve esta ideia devia ganhar um prémio. Embora na prática actual ela possa ser encarado com ironia, repare-se como reflecte um conjunto de conceitos e de vectores que tem tanto de triste como de real! Merece profunda meditação sobre a injustiça social que nos condiciona a vida.

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17 julho 2011

Corrupção e enriquecimento ilícito, cancro a extirpar

Depois de o engenheiro João Cravinho, como deputado, ter proposto legislação para combater o cancro da corrupção e do enriquecimento ilícito, o que lhe valeu o «exílio dourado» num tacho europeu, para que a sua proposta caísse no esquecimento, o problema passou a ser alvo de conversas mas sem alarido porque os mais interessados, com apoio dos jornalistas, não estavam interessados no combate eficaz.

Houve iniciativas parlamentares para iludir o Zé povinho, em que sobressaíram os nomes de Ricardo Rodrigues e outros, mas de que nada resultou de visível e eficaz porque ninguém se dispõe a matar a «galinha dos ovos de ouro». Não será lógico esperar que sejam os beneficiários de tal vício a eliminá-lo.

Ao nível das autarquias, surgiram duas notícias referindo autarcas interessados em eliminar tal peste que corrói o âmago da sociedade, Margem de lucro no urbanismo só equivalente à do tráfico de droga e, como exemplo de medida concreta, Macário ameaça chefias com despedimento.

A nível nacional, o Governo promete Luz verde para criminalização do enriquecimento ilícito o que se, por um lado, estimula esperança nos cidadãos, por outro lado, pode ser apenas mais um fogo de vistas, semelhante aos anteriores.

Mas o PGR anuncia que em oito meses recebeu mais de mil denúncias de corrupção na sua página da Internet - https://simp.pgr.pt/dciap/denuncias/ - criada para o efeito. Destas denúncias anónimas, seis deram origem a inquéritos e 83 a averiguações preventivas.

As denúncias no sector público relacionam-se principalmente com alegadas irregularidades no que respeita a entidades públicas (ou particulares às quais foi reconhecida utilidade pública), relacionadas com licenciamentos de actividades ou estabelecimentos e a contratação de bens, serviços ou funcionários. O processo de obtenção de licença para conduzir e a atribuição e gestão de subsídios públicos são outros motivos que levaram à apresentação de denúncias.

Já no sector privado, a maioria das denúncias prende-se com alegadas actividades lesivas da cobrança de receitas fiscais, recebimento indevido de prestações sociais e irregularidades na gestão de empresas, a que se associam as suas dívidas à Fazenda Nacional, à Segurança Social e aos trabalhadores.

Estas denúncias demonstram que o povo está a despertar e já se convenceu que a única medida prática ao seu alcance é esta, através da página da PGR. Mas é urgente que surja legislação de suporte à acção jurídica subsequente.

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14 julho 2011

Todos pelo AMBIENTE

Al Gore quer encontrar novas soluções para alterações climáticas
Jornal de Notícias. 13 de Julho de 2011

Al Gore vai dar mais um passo na campanha de alerta sobre as alterações climáticas. O antigo vice-presidente dos EUA, que se tornou conhecido pelo activismo na área do ambiente, vai promover, em Setembro, um evento de 24 horas com a presença de cientistas, celebridades e empresários para debater soluções para a "crise do clima".

Ainda sem uma agenda definida, o evento denominado "24 Horas de Realidade", organizado por Al Gore, vai durar um dia completo, mas apenas uma hora em cada fuso horário.

A acção de sensibilização vai começar às 20 horas do dia 14 de Setembro em cada uma das cidades escolhidas em cada fuso horário, como, por exemplo, Londres, Nova Iorque ou Pequim.

O mote para a acção de sensibilização para as alterações climáticas é o facto das mudanças do clima não serem um problema individual, mas sim "o nosso problema". Com base nesta premissa, o projecto fundado por Al Gore quer juntar as pessoas para conseguir encontrar "soluções reais, sistémicas e inovadoras" para aquilo que classifica de "crise do clima".

Com este evento de um dia, Al Gore quer mostrar que é possível mudar o mundo em apenas um dia, tal como as alterações climáticas podem fazer mudar a realidade em pouco tempo.

PROPOSTA: Proponho que nos blogs e na troca de e-mails se difunda toda a literatura existente sobre ecologia e ambiente, por forma a ficarmos muito atentos ao problema e seguirmos com atenção as actividades organizadas por Al Gore em 14 de Setembro. O problema das alterações climáticas é de cada um e de todos colectivamente.

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12 julho 2011

Professores




Professores "deuses". Utopia? É preciso "Sonhar o impossível" (Miguel Nicolelis, médico e cientista brasileiro de renome internacional)
Anteontem estava conversando sobre isso com um amigo no trabalho. Detalhe: não somos, nem de longe, da área educacional.

A meu ver, ou melhor, a nosso ver (ele concordou) a profissão de professor deveria ser, perdoem-nos a pretensão, "elitizada". Exatamente. Assim como ocorre nas grandes carreiras do setor público (Polícia Federal, Receita Federal, Senado e outros), os concursos para professor deveriam ser de alta visibilidade e extremamente desejados pela sociedade. Salário: não me arrisco a dizer, deixo a critério de vocês para que tal fato ocorra. Por quê?? Isso parece óbvio, e alguns que leram este parágrafo já têm alguma ideia do que vou escrever.

O papel do professor, a nosso ver, tem um impacto imensurável, incalculável, para a sociedade. Ora, os professores são os que detêm nas mãos, nada mais nada menos, que o futuro do país.

Na sala dos professores, hoje, estão sentados desde futuros presidentes, médicos, engenheiros, advogados, poetas, escritores, músicos e cientistas de sucesso (quiçá "Nobels") a singelos alfaiates, pintores ou escultores.

Sim, vocês, invejáveis professores, estão dando aulas a senadores, ministros, procuradores, juízes, desde simples vendedores a grandes empresários, mili ou bilionários. Sim, vocês! Mas a diferença, e isso é a meu ver, é que vocês são mais estrelas que eles, pois são vocês que os ensinam, ou melhor, os EDUCAM.

Ora, são os professores responsáveis pelo futuro do país, quem diria, do mundo, ou, quiçá, se formos ainda mais longe, da humanidade. Loucura?? Utopia?? Miguel Nicolelis, médico e cientista brasileiro de renome internacional responderia: "É preciso sonhar o impossível. Mesmo o fracasso na perseguição de um sonho impossível vale a pena".*

Os professores deveriam ser "endeusados" como ocorre no Japão. Os professores não são chamados por muitos de "mestres" à toa. Mestres independente de título de mestrado. "Ele é meu mestre", muito se ouve.
Mestres porque conduzem. Mestres porque são também artífices. Mestres que devem conduzir para formar cidadãos, mestres que conduzem para formar HUMANOS.
"Educar é formar homens de Bem, e não apenas instruí-los", já dizia a poetisa Amélia Rodrigues.

Que os professores, pois, tenham o devido reconhecimento a que fazem jus, nem que para isso sejam necessárias palavras de um simples cidadão ou mortal qualquer (usuário do Linkedin), como eu.

Um grande abraço e sucesso para vocês.


PS: Não vou me candidatar nas próximas eleições. Tudo que escrevi é de coração.
Costumo dizer que sou dos "unidos", pois "partidos", enquanto carregarem essa alcunha, nunca se unirão.

*Sobre Miguel Nicolélis: maiores informações, sugiro assistir vídeos 1 e 2, com palestra do professor para alunos da UnB - http://www.youtube.com/watch?v=SgLepzpxXYI ou texto em http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/miguel-nicolelis-sonhando-o-impossivel .


Rafael Tiengo Correia
Estudo de Problemas Brasileiros-texto copiado do Linkedin, da página do Rafael.

Foto de meu arquivo pessoal- alunas estudando com o livro Sociologia para jovens do século XXI- Luiz Fernandes de Oliveira/Ricardo Cesar Rocha da Costa

01 julho 2011

Imposto extraordinário e justiça social

O anunciado «imposto extraordinário» que consiste no corte dos subsídios de Natal, também conhecido por 13º mês, acompanhado de uma tabela das percentagem aplicáveis aos diversos níveis de salário, tem sido alvo de críticas, porque onera mais a classe média do que a classe alta.

Efectivamente, não é justo que em proporção sejam os mais pobres a pagar a crise: Vejamos quais os valores do subsídio de Natal a receber, nos diversos níveis de salários:

Quem ganha 2000 recebe 1242
Quem ganha 3000 recebe 1742
Quem ganha 5000 recebe 2742
Quem ganha 10000 recebe 5242

Assim se aumenta o fosso entre ricos e pobres

Para haver a justiça social de que tanto se fala, parece que seria mais adequado, por exemplo, que até aos 2.000 de salário recebessem o total do salário mensal, que acima desse patamar e até aos 5.000 recebessem o mesmo (2.000) e que, daí para cima, não recebessem nada, o que pouca diferença faria no seu nível de vida.

Bem sabemos que será necessária muita coragem ao Governo para enfrentar os mais poderosos. Mas é nestas situações que se mostra a autoridade moral !!! Mas não seria impossível adoptar uma solução baseada nesta sugestão pois até o Líder dos empresários apoia imposto e diz que consumo no Natal "é um disparate". Realmente, em época de crise, seria sensato afrouxar a ânsia de consumismo e de ostentação em dissonância com a realidade actual.

Imagem da NET

20 junho 2011

Protestar contra combustíveis caros


Uma forma de protestar, legal e eficaz: combine com os amigos e à mesma hora faça um pequeno consumo, pague com nota de grande valor e exija factura legal. O consumidor tem que usar os seus direitos para que não seja sempre a vítima dos abusos dos grandes poderes económicos.

11 junho 2011

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas



O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580, e também um feriado nacional de Portugal.
Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, era celebrado como o Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses.


Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Ao desconcerto do Mundo

Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.

Luís de Camões

10 junho 2011

Amizade - Acaso

Mariazita, Eu e Nuno Filipe - Porto ( Península ) 18-09-2010

                 Sem dúvida que a amizade é o que mais importante podemos dar e receber dos nossos amigos. Precisamos dos amigos para iluminarem a nossa vida, e darem sentido à nossa passagem neste mundo.
Há amizades, que criam laços que cada vez mais se fortaleçem, e mesmo a distância não é impeditiva da manifestação  das mesmas! Hoje em dia a internet permite-nos mais fácilmente manter a ligação, interagir, comunicar, partilhar ideias, alegrias e tristezas. Podemos pois vivenciar, sentir uma maior proximidade e consequentemente potenciar conhecimentos e experiências. É pois neste sentido que hoje quero aqui deixar este post, e homenagear a Mariazita do blog A casa da Mariquinhas, com lírios e histórias uma grande amiga, uma mulher de peito aberto e coração enorme, uma alma de grande sensibilidade, para além da excelente escritora que conhecemos, uma verdadeira amiga! A nossa Mariazita acabou de vencer o concurso de blog da semana 20, que é patrocinado pelo Blog do Super Will (BSW), e para o qual também fui  indicada esta semana, junto com outos interessantes e excelentes bloguers. Parabéns pois à minha querida amiguinha pela redundante votação que obteve, sinónimo da qualidade dos seus posts e das muitas amizades grangeadas aqui na blogosfera, que não regatearam o seu apoio a esta nomeação bem merecida.
      

      Selinho oferecido pela Mariazita a todos os amigos que participaram nesta votação  e que com entusiástico apoio se mantiveram presentes e activos, e lhe conferiram a prestigiada nomeação.
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Obrigado minha querida amiga, pela tua disponibilidade, carinho e amizade que me dedicas.

A todos os amigos, quero aqui deixar um dos poemas meus preferidos, dos que mais gosto cujo autor é Saint-Exupéry



ACASO
"Cada um que passa em nossa vida,

passa sozinho, pois cada pessoa é única

e nenhuma substitui outra.

Cada um que passa em nossa vida,

passa sozinho, mas não vai só

nem nos deixa sós.

Leva um pouco de nós mesmos,

deixa um pouco de si mesmo.

Há os que levam muito,

mas há os que não levam nada.

Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,

e a prova de que duas almas

não se encontram ao acaso. "



(Antoine de Saint-Exupéry)



27 maio 2011

Voto em branco tem significado político

Transcrição do blog O Povo, por ser oportuno e muito esclarecedor:

Abstenção: não
Público 2011-05-27 Luís Campos e Cunha, professor universitário

A abstenção não faz qualquer pressão para os partidos se abrirem e reformarem, nem incentiva novas alternativas de voto.

Não votar, abstendo-se, ou votar branco (ou nulo) são atitudes radicalmente diferentes. São idênticas do ponto de vista legal, mas politicamente muito diferentes. E estas eleições são as eleições mais importantes desde as eleições para a Assembleia Constituinte em 1975. Portanto, cuidado.

Em eleições, a abstenção tem pouco significado político. Tem aumentado como sabemos, donde se conclui uma vaga insatisfação com o sistema político-partidário que nos rege. Como tem um significado ambíguo, os partidos pouco se incomodam com o aumento da abstenção e apenas choram cínicas lágrimas de crocodilo. É tudo e é pouco.

De facto, mais uma pessoa a abster-se pode ser muita coisa: o sujeito morreu, mudou de residência, o eleitor está com uma amigdalite, está descrente na política, foi à praia, ou ainda os cadernos eleitorais estão desactualizados. Pode ainda ser um sujeito que não acredita na democracia ou, simplesmente, nesta democracia. Nunca saberemos.

Politicamente a abstenção não tem, de facto, muito significado, por muito elevada que seja. Além disso, para qualquer partido perder um voto para a abstenção é meia vitória: menos um que não vai votar no partido concorrente e menos um sujeito com quem se preocuparem. Ou seja, a abstenção não faz qualquer pressão para os partidos se abrirem e reformarem, nem incentiva a que apareçam novas alternativas de voto, ou seja, novos partidos. Por isso, abster-se é pouco inteligente.

A democracia e a liberdade assentam nos partidos. A democracia não se esgota nos partidos, mas estes são os pilares do sistema. E todos temos a sensação que algo vai muito mal nos partidos existentes (uns mais do que outros, naturalmente). Falta credibilidade à classe política e partidária e falta interesse por parte dos mais jovens em participarem politicamente nos partidos existentes. Portanto, a renovação da classe política não se faz, e quando se faz é muitas vezes para pior. O fenómeno não é exclusivo de Portugal, mas é particularmente agudo no nosso caso.

As instituições, como as universidades, os hospitais públicos ou os partidos políticos (e contrariamente às empresas em concorrência) não se auto-reformam. No caso dos partidos, é necessário que haja pressão da opinião pública de forma clara e, eventualmente, organizada para os partidos mudarem e para aparecerem mais alternativas. Como?

Como vimos a abstenção não coloca essa pressão nos partidos. Em certo sentido até reduz; é menos um cidadão a chatear. Mas o voto nulo/branco é bem diferente. Quem vota nulo não morreu, não foi à praia, não mudou de residência, não se borrifou , gosta da democracia e exerceu o seu direito e o seu dever de cidadania. Pelo contrário, não tendo morrido, não foi à praia para ir votar branco. Votando branco/nulo foi dizer, de forma muito clara, que gostaria de ter votado num partido, mas que nenhum satisfaz as suas exigências mínimas para lhe dar a confiança de governar. Por isso, votar branco/nulo é, politicamente, tanto ou mais significativo que votar num partido. É votar contra todos os que se apresentam a votos. É portanto muito diferente da abstenção, como fica claro.

Como cidadãos o nosso dever é, antes de mais, votar. Segundo, devemos procurar conscientemente votar num partido. Se, em terceiro lugar, nenhum partido satisfaz, devemos votar branco/nulo.

Os brancos e nulos têm vindo a aumentar, mas continuam a ser um pequeno resto a que não se dá importância. Mas imagine-se que os votos brancos e nulos passam a 10% dos votos expressos! Isto, legalmente, não teria impacto, mas politicamente seria uma pedrada no charco pantanoso em que o país se vem atolando. Nenhum partido ignoraria que 10% dos votantes estão desejosos de conseguir votar nalgum partido digno de os representar. Podem ser os partidos actuais, para o que se teriam de renovar, ou um hipotético novo partido, o que obrigaria os actuais a renovar-se. O resultado de 10% de votos brancos seria o mesmo: um valente susto na classe partidária instalada, num poder a que só os actuais têm acesso.

Para que não fique a ideia de que defendo o voto branco ou nulo em substituição de uma escolha partidária, faço notar que esta eleição é um verdadeiro referendo a Sócrates, que nos levou à bancarrota e à mendicidade internacional. Como Carlos Fiolhais defendeu, a democracia também serve para afastar os que não servem: e Sócrates não serviu nem vai servir. "Se a escolha em Portugal fosse, por hipótese, entre o actual primeiro-ministro e o Rato Mickey, eu não hesitaria em votar no boneco da Disney." Defendo o voto branco ou nulo como alternativa ética e política à abstenção.

Assim, ou votamos branco-nulo, ou votamos num dos partidos actuais: essa é a escolha. Abster-se é um erro grave e sinal de fraca inteligência. É a última esperança de um cidadão consciente. Mais tarde reivindicaremos que o voto branco tenha representação parlamentar com uma cadeira vazia. E nessa altura veremos a abstenção a baixar e muito. Também porque a partir daí os partidos actuais seriam diferentes e para melhor.
Professor universitário

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25 maio 2011

José Socrates – meu herói !!!!!!!!!!!!!!!!

.

Meu Primeiro-Ministro José Sócrates, venho reapresentar uma sugestão que fiz em tempos à vossa excelência, mas agora com algumas alterações sugeridas por Barack Obama.

Li que a América se prepara para colocar compulsivamente, por decreto do Congresso Americano, um chip RFID em cada:




  • carro

  • camião

  • autocarro

  • motas

  • carrinhos de bebe

  • carro de rolamentos

  • carroça de burro

  • carros dos bombeiros

  • e/ ou qualquer outro veículo que tenha rodas, e ande em estradas

Nosso Barack Obama vai cobrar ao quilómetro de cada americano, desde que saem da garagem até ao trabalho, ou viajando de férias, ou a ir tomar uns copos.


Tudo controlado via satélites Gps, com a cobrança indo automaticamente as contas bancárias.


Um sonho de tecnologia, de fazer inveja a qualquer Scut e/ou Via Verde.


Para Portugal, minha sugestão é que faças quase igual, mas um pouco mais, com dupla tributação. Eu explico …………………


Coloque o tal chip RFID por GPS, para cobrar nas:





  • estradas Municipais e Nacionais


  • nas IP´s


  • nas IC´s

Mas a grande diferença é quando estas viaturas entrarem nas Auto Estradas, cobre também a Via Verde + Scut´s, assim terá uma receita a dobrar ( dupla tributação ).


Sugiro uma taxa rodoviária de 10 euros/ Km.


O Zé Povinho nem vai dar conta !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Lhes dê muito futebol, mais as missas em directo de Fátima, que a plebe vai adorar ………….


Se tiveres algum pequeno problema, manda o Papa Bento VI vir a Portugal umas três vezes seguidas, que a malta te perdoa fácil.


No entanto, para reforçar a cobrança de impostos, te recomendo que ponhas mais um Chip RFID no rabo de cada Homem / Mulher / Criança / e Maricas ( os maricas vão adorar !!!!!!!!!!! ).


Quando os portugueses andarem nas ruas, também pagarão pela utilização da via pública, sendo facturados ao quilómetro, quanto mais andar, mais o estado recebe.


Verás que vamos pagar nossa dívida externa em menos de dez ânus.


Devias cobrar um euro/ km, é só fazer contas, 10 milhões de contribuintes a andar 5 km por dia, 365 dias por ano, dá 1825 euros/ano/contribuinte.


Com as isenções para os boy´s, mais os amigos do peito da banca, devíamos arredondar a coisa para 2000 euros/ ano.



Em 10 ânus nossa Dívida Externa estava paga !!!!!!!!!!!!!!!!


Somente com esta " Taxa Andarilho " eram amealhados em 10 ânus uns 200 mil milhões de euros, tavamos safos Zé Socrates !!!!!!



Isto sem falarmos na tripla tributação ( chip via satélite das estradas municipais, nacionais, IP´s, IC´s + auto estradas + o chip no rabo dos portugueses ) era um must


Meu estimado José Sócrates, tu ( permita-me esta intimidade ) és o melhor primeiro-ministro que alguma vez já tivemos nestes 37 ânus de democracia !!!!!!


Tu meu querido, devias ficar a governar Portugal por mais 20 ânus, no mínimo !!!!


O Zé Povinho ia ser eternamente agradecido.


Mais ……………….….. devias:




  • construir mais 25 estádios de futebol pelo país afora


  • fazer outra expo com o Cardoso e Cunha, mas desta vez na ilha da Madeira


  • fazer um TGV para ligar todos os estádios de futebol


  • comprar mais 50 submarinos para podermos invadir Madri, e conquistarmos Espanha definitivamente


  • criar mais 200 fundações públicas para albergar vitaliciamente, todos os teus " BOY´S e FRIENDS " + os 50 motoristas que tens em exclusividade


  • construir mais 5 aeroportos, maiores que Barajas em Madrid

Meu querido, não sei mais o que escrever, tu és o maior !!!!!!!!!!!!!!!!


És o meu campeão !!!!!!!!!!!!!


Dava minha vida por ti, meu querido José Sócrates.


Desejo sinceramente que ganhes as eleições de 5 de Junho 2011, com maioria absoluta.


Nós Portugueses, merecemos ser governados por ti mais 20 ânus.



Saudações cordiais.


Do teu eterno admirador.



Ramiro Lopes Andrade



Observação: Nós portugueses temos aquilo que bem merecemos, por sermos carneiros ……” meeeeeeeee “…………. É bem feito o que vamos passar.


Há males que vem para bem, pode ser que agora aprendamos alguma coisa além de ver futebol, e ir as missas !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



22 maio 2011

De bradar aos céus! Golpada na Economia Portuguesa.

Estimados amigos e leitores deste espaço, como de outras vezes, publico na integra o e-mail enviado pelo nosso leitor e amigo Leão Pelado, para que se divulgue mais uma das muitas golpadas, que esta classe política desfere nas já paupérrimas finanças de Portugal, com a benção de todos os políticos no activo ( aqueles que têm capacidade de voto ) PS; PSD e CDS! Afinal as restrições e as leis laborais aplicam-se só para o povo!




                                  Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE



É uma golpada com muita classe, e os golpeados somos nós....

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.

Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.

Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.


Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo:

«Mas  você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».

E eu respondo:

«Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade  própria!».

E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já
respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».

Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas voltemos à nossa história.

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.

E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.

A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.

Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE?

Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento (...), aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.

Os partidos são actualmente associações de criminosos organizadas em oligarquias mafiosas.

Ou a recusa em votar nessa gente, ou sairmos para a rua o tempo que for preciso para desmantelar essa partidocracia que nos afoga, que nos amarra e que nos desgraça.

A constituição é a fonte da corrupção que impede a participação do povo na governação e lhe proíbe o controlo dos corruptos. Sem eles serem obrigados a controlo e a prestarem contas ao povo nada mudará. Não tenhamos ilusões, não vão matar a galinha dos ovos de ouro.

 

Voto em branco e
Todos para a rua contra a corrupção

(em Espanha já começaram e nem estão tão mal com os carneiros portugueses)

Manifesto

Revolução no Facebook

JÁ AGORA FAÇAM LÁ O FAVORZINHO DE REENVIAR PARA A V/ LISTA DE AMIGOS, COM A FOTO DO (...), PARA QUE FIQUE BEM CONHECIDO!
Votar neles é aprovar as suas acções e querer perpetuar o que se conhece. Daí, quem o fizer não pode ter direito a qualquer queixa ou reclamação.

17 maio 2011

Conversão da TV analógica para a Digital!

        Serve de alerta para todos, em especial para nós portugueses, que estamos a iniciar também o processo de conversão da televisão analógica para a digital!
        O programa de conversão de televisão analógica para satélite nos EUA está a levantar enorme polémica. Houve quem desmontasse a BOX e descobrisse um microfone e uma câmara de vídeo junto à frente translúcida preta de PVC da box. Depois dos computadores, dos telemóveis, câmaras de vídeo por todo o lado, agora o Big Brother dentro das nossas próprias casas. Escondido numa Box de TV digital, vem o controlo total da CIA, no seio das familias!

Prémio

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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