10 agosto 2006

“Portugal em chamas”



Alguém me pode explicar o sentido, a origem de tal criminalidade?
Até compreendo que hoje em dia, tudo serve de motivo para alegar “sou doente”.
Que raio de tipo de doença é esta que provoca os ávidos incontroláveis, do incendiário?
Que o leva a destruir, dizimar, a maltratar, milhares de hectares de floresta. A saborear a ruína de vidas construídas em anos, num simples segundo.
Quem sustenta os incêndios?
Ou será que os incêndios andam a sustentar alguém?
Pois é, gostaria de vos poder dar as respostas mas posso ser confundida com algum incendiário, ao querer incendiar a opinião pública.
Que interesses podem provocar uma catástrofe de 12 425 incêndios, desde
Janeiro até 31 de Julho deste ano. Como é que alguém pode dizer que em relação ao ano transacto, a área ardida deste ano foi inferior em 5%. Quando já nos resta pouca área florestal que não esteja em cinzas, provenientes de fogos vindos do saldo negativo de anos anteriores.
Sejamos coerentes em relação a estes números, todos os anos vivemos num “Portugal em Chamas”.
É muito fácil alegar insanidade mental, o pior é sabermos onde param os verdadeiros criminosos.



Conceição Bernardino

1 comentário:

  1. O tema dos fogos florestais foi por mim abordado em dezenas de cartas aos jornais na última meia dúzia de anos. Falar em mais ou menos 5% de terreno ardido é uma inconsciência, para tão grande gravidade essa diferença nada representa. Só teria significado se a redução fosse de 50%. Os governantes têm receio de dizer que grande parte são de origem criminosa, porque os tribunais, devido à forma como actuam, têm feito poucas condenações. E não interessa desprestigiar a Justiça!!
    Nas aldeias tudo se sabe e os incendiários são conhecidos. Vale a pena pensar se não ficaria mais barato ao País pagar umas férias durante todo o verão, por exemplo, na ilha do Corvo, com todas as comodidades, a cada um dos suspeitos, àqueles que já foram condenados por fogo-posto e aos pirómanos que foram absolvidos por serem ininputáveis.
    Essas férias teriam um custo elevado, mas certamente muito inferior aos prejuizos dos incêndios. Ganhavam as companhias de seguros e deviam ser elas a pagar as férias!
    Se não lhe quiserem chamar férias, criem campos de tabalho bem vigiados.

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