À CRIANÇA ABANDONADA
A MENINA DO JARDIM
O Jorge sentiu calor e abriu a janela. Nesse momento olhou e, no jardim verde, sentada sobre a relva estava uma mulher descalça, falda da camisa saída, blusa descomposta. Que pernas! Que bonitos cabelos loiros! Ela volta o rosto e ele fica assombrado: - É a Patrícia! - se estou a ver bem. - Mas não conheço aquela roupa que traz vestida, parece muito antiga.
Entretanto, apercebe-se de outro pormenor: a casa dele não tem jardim, apenas a varanda e escadas. Pensa melhor e dá uma olhada, estou na minha cama. Tenho a certeza de que esta é a minha janela. Assusta-se e grita: - Patrícia! A mulher fica sobressaltada e a imagem desaparece. Nessa mesma tarde, ao encontrar-se com Patrícia e antes de lhe contar o que lhe tinha acontecido, ela volta-se para ele e diz: A noite passada sonhei que esta num jardim e, como estava muito calor, tirei a roupa que, por certo, era muito antiga. Entretanto, alguém chamou pelo meu nome e acordei.
A abandonada, um dia, quem sabe, há-de sonhar e acordar...
Parabéns, Mário. Muitos parabéns.
Obrigado, amigo David Santos, pela sua interpretação do poema.
ResponderEliminarVejo que gosta de poesia, tem sensibilidade. Sugiro que visite o meu blogue, "Canto poético", como o meu site no "recanto das letras", tenho a certeza que vai gostar.
Um abraço Mário.
É verdade, Mário é verdade. Gosto muito de poesia. Quem não gosta? Quanto ao seu "Canto poético", só ontem me apercebi. É claro que a partir de hoje vou ser um olhador constante, pode crer.
ResponderEliminarUm grande abraço.