... parte VI
Início da pregação
Nos primeiros tempos, a pregação de Maomé dirigiu-se a um reduzido número de amigos e parentes. Só depois, por volta de 615, tornou pública a sua mensagem relativa à existência de um Deus único e todo-poderoso, chamado em árabe Alá, de quem se intitulava mensageiro e profeta.
Os omíadas cedo perceberam que os novos ensinamentos monoteístas representavam uma ameaça à sua hegemonia política e económica e um perigo social. Maomé e os seus seguidores foram perseguidos e os membros do seu clã, os hachemitas, submetidos a pressões. Muitos muçulmanos foram obrigados a fugir para a Etiópia. O próprio Maomé refugiou-se no deserto, num castelo pertencente a um amigo.
Pouco depois, Maomé recebeu um convite para fazer de Yathrib, cidade localizada ao norte de Meca, a sede de seu postolado. Pelo pacto de Aqaba, as tribos de Yathrib aceitavam a fé muçulmana e reconheciam Maomé como seu líder religioso e militar. Iniciou-se, a partir de então, uma migração gradual dos adeptos da nova religião residentes em Meca para Yathrib.
O deslocamento só terminou com a chegada do Profeta à cidade, em 25 de Setembro de 622. O ano da hégira ("emigração" ou "procura de abrigo") tornou-se o ponto inicial da cronologia maometana. A cidade de Yathrib passou então a chamar-se Medina (Mafinat an Nabi, isto é, Cidade do Profeta).
Nessa altura, o Islão afirmou-se não só como religião, mas também como comunidade organizada. Maomé estabeleceu a constituição medinense e insistiu no dogma da Guerra Santa (Jihad). A ideia da Jihad surgiu quando Maomé se encontrava em Medina, depois da fuga de Meca. O Profeta precisava de se defender dos habitantes de Meca e para isso necessitava de organizar um exército, algo que exigia dinheiro.
continua...
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