17 outubro 2006

SOCIEDADE













Alma minha
Vida tua
Presença minha vida
Alma sua
De sofrimento cheia,
E também alegria infinita
Alma da rua
E assim se passeia
A alma minha
Vida tua
Presença desdita
Nua e crua
Romper de ossos
Sob o suor da labita
Suor frio de degelo
Que na minha alma habita
Pesado pesadelo
De turbulenta ansiedade
Corpo que se decapita
Sociedade.

5 comentários:

  1. Simplesmente, lindo. Parabéns Naty.

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  2. Boa, Boa, By Naty! Espectacular!
    E verdade! (Ou penso que é verdade) cada pessoa, cada alma, é um mundo. Num mundo sem horizontes ou repleto de encruzilhadas de horizontes, sem um horizonte defenido! É esta a sociedade... E então esta nossa ansiedade...

    Obrigado
    José Faria

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  3. Belo...

    Mário relvas

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  4. A sociedade, uo pelo grande parte dela, está despida de existência, e de alegria. Há muito que está decapitada.
    Muito bom o seu poema!
    Um abraço.
    Mário Margaride.

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  5. Há de facto a sociedade alegre: estupidez. Mas essa, felizmente para nós, não conta.
    Parabéns, Naty.

    Até sempre: david santos

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