Humilhaste o meu corpo despido
Estropiaste o meu ventre
Roubaste-me a inocência
Impiedoso violador
Que te escondes na fraca doença
Usaste-me como se eu fosse um trapo
Despedaçando aos poucos
O meu sonho de criança
Agora olhas-me nos olhos
Como quem olha um joguete
Já não sou o teu preferido
Amadureci repleta de nojo
Amparada pela vingança
Já não sou mais
Aquela menina indefesa
Que te condenou
Em liberdade condicional
Agora passei a ser
No teu dia-a-dia
O teu pesadelo
A tua sombra
O teu rótulo
Sujo de pedofilia
Este poema é dedicado a todas as crianças, que foram vítimas de pedofilia germes.
Conceição Bernardino
Partilho dessa revolta e repúdio. Eepero que esses energúmenos, apodreçam na prisão! Mas temo...que não sejam condenados, os verdadeiros culpados...
ResponderEliminarUm beijinho.
Mário Margaride
Condenados(!?) a liberdade condicional (!?). Aaahh!!
ResponderEliminarE quantos terão esse pesadelo, esse peso, essa vergonha do mal que fizeram? ... Em liberdade!
José Faria
está magnifico!
ResponderEliminarnão há desculpa para essas pessoas que no fundo são tudo menos pessoas.
mas a justiça...a justiça... penso que não é preciso dizer mais nada
É verdade, Conceição. "Aquela menina indefesa". Ah, que menina ela não seria se tivesse nascido num País com defesa, onde a «justiça» não estivesse comprometida com a injustiça.
ResponderEliminarBrilhante, aliás, como todos os pensamentos da minha amiga.
Até sempre: david santos