"Escuta, Israel, o Senhor é o nosso Deus, o Senhor é Um"
Holocausto
... parte XIV
O Holocausto viria a ser decisivo para o reconhecimento da necessidade de uma solução nacional para a questão judaica na Palestina.
O nazismo surgiu na Alemanha , um dos países em que os judeus mais se tinham integrado na cultura local. Os nazis preconizavam como ideologia a eliminação física de todos os judeus da Europa, no que chamaram, operacionalmente, de "a solução final".
O reavivar dos guetos, superpovoados e com poucas condições de sobrevivência, as deportações em massa para campos de concentração, as câmaras de gás e fornos crematórios, os fuzilamentos colectivos e experiências médicas desumanas levaram à morte seis milhões de judeus, mais de um terço da população judaica mundial.
Em Fevereiro de 1947, depois da guerra, a Grã-Bretanha anunciou que não estava preparada para continuar a administrar a Palestina e pediu uma solução às Nações Unidas. Os palestinianos e os cinco estados árabes pediram o fim do mandato e a independência da Palestina, mas esse pedido foi-lhes recusado, sendo-lhes apresentada uma proposta de partilha.
Por fim, a 29 de Novembro de 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a partilha da Palestina em dois estados, um árabe e um judaico.
Os palestinianos recusaram a resolução da partilha por a considerarem injusta. A partilha conferia ao futuro Estado se Israel 56% da área da Palestina, quando os judeus constituíam menos de metade da população.
No entanto, em Maio de 1948, os britânicos retiraram-se da Palestina e os líderes sionistas rapidamente declararam o Estado de Israel, a 14 de Maio de 1948.
O movimento iniciado por Herzl culminou, assim, com o nascimento do Estado israelita, muito embora os planos sionistas com vista a estabelecer um Estado exclusivamente sionista judaico na Palestina árabe e controlar Jerusalém falhassem no essencial.
No final do ano seguinte, tendo em vista o plano de transformar Jerusalém numa cidade judaica, Israel declarou a cidade santa em capital e mudou para lá a sede do governo. O Estado proibiu a menção à palavra Palestina ou à história árabe-islâmica nos currículos escolares, e restringiu a admissão de palestinianos às universidades. Foram impostas também aos palestinianos restrições relativamente a trabalho, residência e deslocações.
continua...
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