"Escuta, Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um"
Judaísmo e Cristianismo
... continuação parte XVI
"O Cristianismo está, desde da sua origem, profundamente enraizado no Judaísmo. É impossível tentar compreender o Cristianismo sem uma sincera sensibilidade ao mundo judaico e uma experiência directa da sua realidade.
Jesus é plenamente judeu, os apóstolos são judeus, e não se pode duvidar da ligação deles com as tradições dos seus antepassados. Anunciando e inaugurando a Páscoa messiânica, Jesus, redentor universal e o servo sofredor, não o fez em oposição à Aliança do Sinai. È verdade, encontramos polémicas antijudaicas no Novo Testamento.
Isso não significa, no entanto, que o Cristianismo e o Novo Testamento tenham tido, nas suas origens, um carácter anti-semita. Até às Cruzadas, a situação dos judeus na Europa era, em geral, de coexistência serena com a população cristã.
Uma reviravolta brutal e sangrenta foi provocada pelas massas fanáticas que se levantaram juntamente com os exércitos enviados à Terra Santa, tornando-se responsáveis por massacres ferozes de comunidades judaicas inteiras na Alemanha, sem que bispos e condes tomassem uma posição contrária. Aos judeus foi deixada apenas a escolha entre o baptismo e o martírio, e aos milhares eles escolheram o último, proclamando a sua fedilidade a Deus.
Depois de 1144, começou a circular a acusação de assassínio ritual. Mais tarde, veio a acusação de uma conspiração judaica cheia de ódio contra a raça humana, sendo que os judeus já eram malditos porque "mataram Deus". As consequências foram muito graves, especialmente no meio mais popular. Os judeus passaram a ser vistos virtualmente como um símbolo do mal satânico a ser extirpado, implacavelmente, a qualquer preço.
No entanto, actualmente, a totalidade do magistério universal da Igreja, juntamente com documentos de conferências episcopais e de igrejas locais, é unânime ao afirmar que a Igreja e o povo judeu estão ligados por um laço profundo na sua própria identidade religiosa:
continua...
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