12 novembro 2006

JUDAÍSMO

"Escuta, Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um"

A QUEDA DE JERUSALÉM

...parte III

Por seu turno, as rebeliões contra Roma sucediam-se. Na era de Tito, após uma revolta no ano 70, as tropas romanas sitiaram Jerusalém, devastaram a cidade, destruindo completamente o grande templo. Os seus habitantes foram dispersos pelo Mediterrâneo e o Judaísmo passou a ser basicamente centrado nas sinagogas.
Sob Adriano, várias décadas depois, quando os remanescentes da população judaica foram subjugados e expulsos da Palestina, os romanos ergueram uma nova cidade sobre as ruínas de Jerusalém, que dominaram de Aelia Capitolina, com referência ao imperador Aelius Adrianus.
Sem templo, sem terra, com o seu povo disperso, o Judaísmo necessitava de um novo alento religioso para sobreviver. A oração e a caridade, para além da intensificação dos estudos, substituíram os sacrifícios no templo. O Judaísmo podia assim ser praticado em qualquer lugar e em qualquer altura.
No ano 73 cairia o último baluarte da resistência judaica, a fortaleza de Massada, numa da margens do Mar Morto, quando seus defensores, cercados, preferiram cometer suicídio colectivo a cair prisioneiros.
Com a perda dos últimos vestígios de soberania, a Diáspora naturalmente encontrou na religião um factor de preservação e unidade. Segundo a tradição, Iochanan be Zakai teria conseguido escapar do cerco de Jerusalém, levado pelos seus discípulos num ataúde. Apresentando-se ao governador romano, prometeu-lhe obediência e, em troca, pediu que lhe fosse permitido criar um centro de estudos judaicos em Iavne. Reunindo sábios e escribas, Iavne foi o núcleo da preparação judaica para sobreviver à dispersão, preservando a lei e a tradição, válidas para todos os judeus, independentemente do lugar onde se encontrassem.
continua...

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