"Escuta, Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um"
Sionismo
... parte XIII
Durante o século XIX, a comunidade judaica continuou a dividir-se, na prática religiosa, entre a corrente ortodoxa e a reformista e, mais tarde, a conservadora, a reconstrucionista, a ultra-ortodoxa, enquanto se mantinha a influência do hassidismo.
No fim do século, Theodor Herzl, um judeu húngaro, jornalista em Viena, deu estrutura política e institucional ao sionismo, um movimento em favor do estabelecimento de um Estado judaico. A judaização de Jerusalém e da Palestina tem sido de resto o tema principal do pensamento, política e práticas judaicos e sionistas desde a origem do sionismo até ao presente.
Apoiado e orientado pelas potências estrangeiras, Herzl pretendia que o movimento sionista fosse um novo modelo para os movimentos colonialistas, que descreveu como sendo "uma parte da trincheira europeia contra a Ásia, um posto avançado da civilizaçao contra a barbárie". Descreveu o seu plano e os meios que precisava de empregar para a colonização da Palestina da seguinte forma: "Que nos seja dada soberania sobre um pedaço de terra... e nós cuidaremos do resto... o plano é simples na sua forma, embora complicado na sua execução... duas organizações ficarão com o controlo da execução do plano: a Sociedade Judaica e a Companhia Judaica".
Herzl defendia a nessecidade da expropriação de terras na Palestina e o encorajamento da população ao longo das fronteiras, tendo em vista a total imposição de Israel: "Se algum dia capturarmos Jerusalém e eu estiver vivo e capaz de fazer qualquer coisa, então aí destruíremos tudo que não for sagrado para os judeus".
O pensamento político nacionalista judeu tomou forma nessa altura através da propaganda política do movimento sionista, oriunda do Primeiro Congresso Sionista, em 1897.
O plano sionista incluía diversas medidas, como o controlo da terra, o trabalho, os recursos naturais, o governo e a soberania palestinianos, e ao mesmo tempo que tentava desenraizar e expulsar os palestinianos da Palestina.
No entanto, já no século XX, apesar dos intensos esforços sionistas na Palestina, a quantidade de judeus nessa religião era uma pequena parte da população. Em 1922, a terra que os judeus controlavam era uma ínfima parte da Palestina, e em 1936 o aumento era pouco significativo.
Por seu lado, sobretudo no período entre as guerras e durante a Segunda Guerra Mundial, os palestinianos defenderam firmemente o seu direito à autoderteminação e resistiram aos planos sionistas através de revoltas, nomeadamente em 1921, 1933, e 1936-39.
continua...
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