... continuação parte XIII
Crónicas
Depois de três batalhas contra os romanos, os muçulmanos derrotaram os seus adversários. "Assim, quando os lideres da cidade viram essas coisas, foram até Amr e receberam um certificado de segurança de que a cidade não seria saqueada". A essa espécie de acordo que Maomé, o lider dos árabes, lhes tinha ensinado, eles chamavam Lei, e Amr diz em relação a esta: "Quanto à província do Egipto e qualquer cidade que concorde com que os seus habitantes vos paguem o imposto sobre a terra e se submetam à vossa autoridade, façam um acordo com eles e não os maltratem. Mas saqueiem e façam prisioneiros todos os que não consintam com isso e vos resistam. Por esta razão, os muçulmanos mantiveram as suas mãos fora da província e de seus habitantes, mas destruíram a nação dos romanos e o seu general, de nome Marianus. E os romanos que escaparam fugiram para Alexandria e fecharam os portões aos árabes, fortificando-se dentro da cidade".
Al-Baladhuri relata que, no ano diocleciano de 360, no mês de Dezembro, três anos depois de Amr ter tomado posse de Memphis, os muçulmanos conquistaram a cidade de Alexandria, destruíram os seus muros e queimaram muitas igrejas.
"E queimaram a igreja de São Marcos; e este foi o lugar para o qual o patriarca Pedro, o Mártir, foi antes do seu martírio e abençoou São Marcos, delegando-lhe o seu rebanho, como ele o tinha recebido. Assim, eles queimaram esse lugar e os mosteiros em volta".
Quando Amr ocupou completamente a cidade de Alexandria e estabeleceu ali a sua administração, "aquele infiel, o governador de Alexandria, temia que, sendo ele autarca e patriarca da cidade nos tempos dos romanos, Amr o mataria; portanto, ele bebeu veneno de um anel e morreu no local. Mas Sanutius fez saber a Amr as circunstâncias daquele padre militante, o patriarca Benjamin, e como ele havia fugido dos romanos por causa do temor a eles". Então Amr, filho de Al-Asi, escreveu uma carta para as províncias do Egipto, na qual disse: "Existe protecção e segurança para o lugar onde Benjamin, o patriarca dos cristãos coptas, esteja e a paz de Deus; portanto, deixe-o seguro e livre daqui para a frente e que administre os assuntos de sua igreja e o governo da nação".
Assim, quando Benjamin tal ouviu, voltou para Alexandria com grande alegria, vestido com a coroa da paciência.
... continua
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