19 março 2007

Gravidez, razão para despedimento

«Perdeu emprego depois de engravidar»

O abuso, a descriminação é um prato que se come frio, o sabor é amargo, bastante amargo para as mulheres que engravidam.
O poder patronal exclui, quem procria uma vida sem pensar na exclusão social.
Agora pergunto onde param as associações que tanto se contestaram pelo SIM e pelo Não no referendo do dia 11 de Fevereiro deste mesmo ano?
Como pode uma mulher ser tão destrinçada, despedida do seu posto de trabalho, porque engravidou.
Porque não unem as disparidades neste momento, as ditas associações e fazem campanhas dentro dos mesmos ideais, para acabarem com este flagelo que se vive em pleno século XXI?
Porque não arranjam agora milhões (como nas campanhas), para apoiar estas vítimas de abuso do poder, são varridas como se fossem avaliadas como prejuízo humano dentro da obtenção do máximo lucro. Confundem a vida destes seres como se fossem meras máquinas ou utensílios. Desrespeitando de qualquer maneira o factor humano.
Não viveremos nós ainda de retóricas hipócritas de certas mentes que se misturam entre a sociedade dos bem feitores.
Como é possível que se deixe ficar impunes as empresas, instituições que tratam a vida como se fosse um objecto sem utilidade.
Em que mundo vivemos afinal, será que estamos na era primitiva?


Conceição Bernardino

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