16 maio 2008

PESSOAS OU MERCADORIA?



A empresa metro do Porto, tem vindo a anunciar nos órgãos de comunicação social, a inauguração de mais uma estação na linha amarela, a estação D. João II.

É de facto muito importante a abertura desta estação. Com ela irão beneficiar milhares e milhares de utentes, nesta zona da cidade de V.N. de Gaia. Até aqui tudo bem, nada a dizer, pelo contrário. Mas o que me faz escrever estas breves palavras é outra situação bem diferente. É o facto bizarro, de se esquecerem de colocar bancos e cobertura na dita estação, como seria normal acontecer. À semelhança de todas as outras estações, em todas as outras linhas. E que efectivamente muita utilidade têm, especialmente para as pessoas idosas, grávidas, e com crianças ao colo.

Pergunto: será que a metro do Porto se esqueceu que os seus utentes são pessoas e não mercadorias?
Será que os engenheiros que conceberam esta estação, pensaram que o metro era de mercadorias, e por esse motivo não seriam necessários nem bancos nem cobertura!?

Dá-me a sensação que sim.

Mário Margaride

2 comentários:

  1. Viva, Mário.
    Oportuno este seu reparo, se calhar o que aconteceu, foi esquecimento de orçamentação.
    Para não dizer suborçamentação, e como iria haver uma derrapagem, estão à espera dos fundos comunitários para concluir a obra.

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  2. Caros Mário e Victor,
    Como sugere o amigo Victor Simões, estarão à espera de um eventual euromilhões! Se algo ficasse por fazer não deveriam ser as condições a oferecer a quem espera pelo transporte. É incrível esse desprezo pelas pessoas, principalmente quando se trata das mais carenciadas de apoio.
    Abraços
    A. João Soares

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