São mais que muitas...
As vidas destruídas irremediavelmente
Pelas tomadas aguerridas sem sentido,
E os occídios das batalhas que sempre em frente
Atropelam com todo o ódio o inimigo!
São mais que muitas...
As sedes de vingança que secamente
Chacinam tantas vidas sem parar,
Despejando em outras tantas o tormento
De horrores tais, que fustigam seus olhares!
São mais que muitas...
As crianças impedidas de viver
E outras tantas a quem cravam em seu pensar,
A coragem de pela Pátria perecer
Com a certeza de um dia ressuscitar!
É o fanatismo com loucura na esperança
Fortalecido miseravelmente pela guerra,
Quem dá alento ao crescer destas crianças
E alimenta todo o ódio que prolifera!
Ana Martins
Cara Ana Martins,
ResponderEliminarE assim se criam as crianças em ódios e desejos de vinganças, perdendo o respeito pela vida ao verem morrer tantos inocentes. Lindo poema a dar um retrato tão realista dos horrores em que muitos humanos se deleitam, sem a mínima sensibilidade.
Se eu mandasse no mundo proibia a construção de qualquer coisa que pudesse ser usada para ferir.
Bom fim-de-semana.
Um abraço
A. João Soares
Duro! Muito duro!
ResponderEliminarMas as realidades sempre o foram.
Parabéns.
Este é um poema que nos deve deixar a reflectir, e a pensar, e devia também, por os senhores da guerra, de tal maneira petrificados, que jamais se mexessem...
ResponderEliminarMuito bem Ana, gostei deste teu grito, em forma de poema. Irei, provavelmente, declama-lo, com os devidos créditos.
Bom fim de semana.
Beijos do Beezz