Já não sei o que os meus olhos vêem,
Se saudade, se bondade, se maldade,
Sinceramente, não sei o que é que têm,
Perderam a noção da visibilidade?
Estarão cegos, mas pensam ver alguém?
Olham, mas notam nacos, grandes e pequenos,
Estão baralhados e perdidos, mas serenos
Ou olham mas não crêem no que vêem?
Que dó, eu tenho dos meus olhos…
Será que algum dia os meus olhos viram bem?
Fortunas, dizem-me eles, aos molhos…
Mas mais miséria, dizem-me, também,
Miseráveis de espírito, hoje, são donos,
Ricos de espírito, hoje, não são ninguém.
David Santos
Espectacular! Amigo David, este tem aquele gostinho...
ResponderEliminarAbraços do Beezz
Caro amigo e colega David,
ResponderEliminardesconhecia completamente a sua veia poética, uma bela surpresa devo confessar!
Quanto ao soneto, um verdadeiro hino de alerta critica à podridão do nosso país... Gostei, parabéns!!!
Beijinhos,
Ana Martins
Amigo David, os nossos olhos vêm muito, sobretudo quando a experiência de vida se alicerça no conhecimento, essa é a vantagem que faz a diferença, entre olhar com olhos de ver e olhar sem saber ver!
ResponderEliminarÁs vezes também só vemos o que queremos e o que nos perturba rejeitamos.
Gostei da mensagem...
Um abraço
Olá
ResponderEliminarGostei muito do soneto! Com um cheirinho a ironia.
A verdade é que os malditos olhos nossos só vêem o que querem ver!!!
Abraço
Muito bonito adorei!!
ResponderEliminarParabéns!!
Um abraço!!!
Excelente composição poética esta, que diz bem bábara sociedade que criamos e alimentamos.
ResponderEliminar"Mas mais miséria, dizem-me, também,
Miseráveis de espírito, hoje, são donos,
Ricos de espírito, hoje, não são ninguém."
São estes miseráveis de espírito, consumidos pela ganância e amargura interna, que, com seu toque quase profético, quebram laços e valores, transformam o belo em desprezível e, no fim, nada mais são que pó. As riquezas acumuladas de nada lhes servirão e aos seus semelhantes faltarão em doses de equidade e justiça social.
Cordiais saudações,
Maria Faia