26 maio 2010

PERGUNTEI AO VENTO!...

Perguntei ao vento
Porquê tanta pressa, q
ual o destino,
Porque sua força atravessa
E rasga caminhos.
Respondeu-me na sua mudez
E sem lamento,
Que a natureza precisa
De si como vento!

Perguntei ao vento
A que horas chegas...
Um silencio rasgado
Foi a resposta.
Observo inquieta a calma alameda,
Que em tempos de outrora
Já foi encosta!

Perguntei ao vento
Porque destroí tudo à sua volta,
Se o verde esperança já foi
O cinza que carrega agora...
Respondeu-me já com ar zangado,
Que o Planeta se sente
Pelo Homem violado...

Perguntei ao vento
Que tipo de alento no ultraje à vida
Se liberta no tempo...
Respondeu-me que inocentes são
Os que não viveram
Até então!

2 comentários:

  1. Tantas perguntas que fazemos ao vento que sem sabermos as respostas sentimos os lamentos no silêncio da brisa do vento.

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  2. Este poema é muito lindo Ana.
    Sabes colocar muito bem as palavras, mestria na sonoridade.
    Parabéns.

    Bjs

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