Perguntei ao vento
Porquê tanta pressa, qual o destino,
Porque sua força atravessa
E rasga caminhos.
Respondeu-me na sua mudez
E sem lamento,
Que a natureza precisa
De si como vento!
Perguntei ao vento
A que horas chegas...
Um silencio rasgado
Foi a resposta.
Observo inquieta a calma alameda,
Que em tempos de outrora
Já foi encosta!
Perguntei ao vento
Porque destroí tudo à sua volta,
Se o verde esperança já foiO cinza que carrega agora...
Respondeu-me já com ar zangado,
Que o Planeta se sente
Pelo Homem violado...
Perguntei ao vento
Que tipo de alento no ultraje à vida
Se liberta no tempo...
Respondeu-me que inocentes são
Os que não viveram
Até então!
Tantas perguntas que fazemos ao vento que sem sabermos as respostas sentimos os lamentos no silêncio da brisa do vento.
ResponderEliminarEste poema é muito lindo Ana.
ResponderEliminarSabes colocar muito bem as palavras, mestria na sonoridade.
Parabéns.
Bjs