02 setembro 2010

Ah filho de Maputo!

Ah filho de Maputo!
que ranges balas aos teus,
matas crianças aquém…
…aquém de fome
se matam também.

Ah filho de um Cabrão!
lambes a morte
do teu filho sem nome
onde a miséria
se consome
a um palmo do chão.

Ah filho de Maputo!
que puta alguma te pariu,
soubesses tu o nome
de quem te alimenta,
esquecerias o teu.

2 comentários:

  1. Fantástico, Conceição, fantástico!

    A um palmo do chão
    e mesmo lá nas alturas
    está o filho de um cabrão
    que saiu de virgens nuas.
    Pela cor exploradas
    e lindos interiores
    servindo de almofadas
    à besta branca, senhores!

    Abraços

    ResponderEliminar
  2. Olá Conceição, um poema com conteúdo. Escreves muito bem e com talento.
    Parabéns.

    Sãozita

    ResponderEliminar

Apela-se, aos comentadores, bom senso, educação e respeito, mesmo que os artigos suscitem raiva ou outro qualquer sentimento mais violento. O debate salutar de ideias e de opiniões, deve assentar nos três princípios referidos anteriormente, sob pena de os vossos comentários serem eliminados. Contudo, e por já terem decorrido por diversas vezes ataques a pessoas no seu bom nome, e ao blogue, entende-se que estes comentários sejam moderados, pelos autores.
Atentamente, Carlos Rocha (Beezz) Moderador.