Ah filho de Maputo!
que ranges balas aos teus,
matas crianças aquém…
…aquém de fome
se matam também.
Ah filho de um Cabrão!
lambes a morte
do teu filho sem nome
onde a miséria
se consome
a um palmo do chão.
Ah filho de Maputo!
que puta alguma te pariu,
soubesses tu o nome
de quem te alimenta,
esquecerias o teu.
Fantástico, Conceição, fantástico!
ResponderEliminarA um palmo do chão
e mesmo lá nas alturas
está o filho de um cabrão
que saiu de virgens nuas.
Pela cor exploradas
e lindos interiores
servindo de almofadas
à besta branca, senhores!
Abraços
Olá Conceição, um poema com conteúdo. Escreves muito bem e com talento.
ResponderEliminarParabéns.
Sãozita