... parte X
A conquista do Egipto
Com toda a Síria sob o poder muçulmano, chega a vez do Egipto, que é invadido pelo general Amr, que com quatro mil soldados chega ao país em Dezembro de 639. Mais uma vez, o ódio ao poder bizantino facilitou a invasão.
O patriarca corrupto de Alexandria, Ciro, tinha abandonado o Nestorianismo e tentava, de modo a cair nas graças de Heráclio, impor à população, maioritariamente copta, as novas e polémicas doutrinas que havia criado, na esperança de rerorçar um império em pronunciada decadência. Só conseguiu a antipatia geral da população, que recebe de braços abertos o invasor muçulmano.
No início de 640, Amr cerca a fortaleza de Pelusium, na fronteira, e ao fim de dois meses, com a queda desta, recebe reforços do califa e prepara-se para tomar a cidadela da Babilónia. Só consegue este feito em Abril de 641, pois o cerco revela-se demorado. Era aqui que se encontravam as forças imperiais depois da derrota em Heliópolis, em Agosto de 640.
A conquista de todo o Egipto superior estava praticamente completa, e faltava só a queda de Alexandria. O seu patriarca, Ciro, é chamado a Constantinopla para responder a suspeitas de traição ao Império, por ter tentado entrar em acordo com um líder muçulmano Amr. Entretanto, a morte de Heráclio deixa a sua mulher Martina no trono, que se revela pouco capaz de controlar a situação, por si só delicada em Constantinopla, quanto mais de proteger o Egipto.
Desta forma, Ciro é mandado de novo para o Egipto, com ordens para tentar qualquer tipo de acordo viável ao Império com o general invasor. Encontra-se em Novembro com Amr na cidadela da Babilónia e negoceia com ele a capitulação de Alexandria. Entretanto, em Constantinopla, Martina é deposta e o novo governo repudia os acordos de Ciro, que entretanto já haviam sido quebrados pelo general Amr.
continua...
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