21 novembro 2006

JUDAÍSMO

"Escuta, Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um"

Manuscritos do Mar Morto

... parte XV

Em Março de 1947, foram descobertos casualmente por um pescador, numa gruta de Qumran, no Mar Morto, os mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica, escondidos pela tribo judaica dos essénios durante o século I. Depois deste importante achado, outras grutas seriam descobertas com muitos outros documentos.
Nos 800 pergaminhos apareceram comentários teológicos e descrições da vida religiosa dos essénios, revelando aspectos até então considerados exclusivos do Cristianismo. Alguns textos são muito semelhantes aos Envagelhos do Novo Testamento e referem-se a práticas que lembram a Última Ceia, o Sermão da Montanha e a cerimónia do baptismo. Estes documentos são considerados um dos principais achados arqueológicos da História.
Os Manuscritos do Mar Morto tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos relativamente aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros, onde estavam guardados, e o estabelecimento da data, através de carbono 14, confirmou que os documentos foram produzidos entre 250 a.C. e 100 d.C.
Destacam-se, nestes documentos, textos do profeta Isaías (em exibição em Jerusalém), fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do Livro de Levítico e um targun (paráfrase) de Jó.
Antes da descoberta, alguns cépticos afirmavam que o Livro de Isaías, com todas as suas profecias sobre o Messias, teria sido escrito depois no Novo Testamento com o objectivo de afirmar e justificar Jesus Cristo como enviado de Deus.
continua...

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