"Escuta, Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um"
Judaísmo e Cristianismo
... parte XVI
Judeus e cristãos partilham a sua crença na paternidade de um só Deus, Omnisciente, Todo-Poderoso e sempre Misericordioso. Compartilham também a mesma herança do Antigo Testamento - com as suas verdades eternas e seus valores imutáveis -, e a sua fé na validade dos Dez Mandamentos e na sabedoria dos profetas.
Tanto cristãos como judeus acreditam que o homem foi posto no mundo para um fim - que a vida é mai do que um intervalo entre dois nadas. O seu objectivo social é tembém comum: um mundo motivado pelo amor, pela compreensão e pela tolerância aos semelhantes.
Estes são os pontos básicos de concordância que formam a herança judaico-cristã, que lançou os alicerces de grande parte do que conhecemos por civilização ocidental.
Mas existem, naturalmente, vários pontos distintos entre as duas religiões. Os judeus reconhecem Jesus como filho de Deus na medida em que somos todos filhos de Deus, mas não aceitam a sua divindade.
Esta recusa está implícita noutro aspecto fundamental do Judaísmo, que rejeita o princípio da encarnação de Deus feito carne. Constitui dogma básico da sua fé que Deus é puramente espiritual e não admite qualquer atributo humano.
A questão do pecado original é também um ponto de divergência entre as duas religiões, uma vez que os judeus não interpretam a história de Adão e Eva como perda da Graça por parte do homem, e não procuram assim tirar da alegoria do Jardim do Éden quaisquer lições ou regras sobre a natureza humana.
No entanto, apesar das diferenças, terão sido os acontecimentos históricos o factor decisivo para o afastamento entre as duas religiões, que continuam a ter um objectivo e uma esperança comuns, como defende o cardeal italiano Carlo Maria Martini, arcebispo de Milão, na sua visão histórica e teológica.
continua...
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