25 novembro 2008

Olha-me sem me veres…

Olho-te sem pudor de tão impúdica que sou
viver é um evento obscuro de uma beleza tão rara
que afaga a própria existência do que não existe
olha-me sem temeres o que já não temes.

(Inventa-me de novo no teu esplendor)

Não me olhes ao espelho onde a minha imagem
já não projecta reflexos
nem me guardes como uma bíblia sem salmos
quero-me assim límpida para te profanar
na imortalidade dos mortais.

Procura-me nas forças do mundo intangível
onde nos encontramos intactos
de qualquer frugalidade imediata
leva-me mas olha-me sem me veres.


Conceição Bernardino

1 comentário:

  1. Bom dia.
    Sempre com belos poemas, mas que podiamos esperar de teo belo coração.
    bjs com carinho
    naty

    ResponderEliminar

Apela-se, aos comentadores, bom senso, educação e respeito, mesmo que os artigos suscitem raiva ou outro qualquer sentimento mais violento. O debate salutar de ideias e de opiniões, deve assentar nos três princípios referidos anteriormente, sob pena de os vossos comentários serem eliminados. Contudo, e por já terem decorrido por diversas vezes ataques a pessoas no seu bom nome, e ao blogue, entende-se que estes comentários sejam moderados, pelos autores.
Atentamente, Carlos Rocha (Beezz) Moderador.