13 setembro 2013

Porquê a corrupção? Porquê em Portugal? (I)

         Caríssimos amigos e visitantes deste blogue, aqui temos um tema, tratado de forma interessante, num texto com um excelente encadeamento e exposição de ideias.  Uma abordagem da autoria do meu amigo Grazia Tanta,  fora dos habituais preconceitos, políticos.  Publicarei por partes nos próximos posts, de forma a não serem extensos. 

 
         
           Porquê a corrupção? Porquê em Portugal?
           

Texto em pdf. Clique aqui


Súmula

  • Não há pessoas naturalmente corruptas e, muito menos a corrupção é imanente à natureza humana. O que existe são meios sociais mais permissivos que outros em relação a procedimentos corruptos;
  • Quer os poderes tradicionais, quer as alternativas “de esquerda” colocam a corrupção no âmbito da moral individual, retirando-lhe a caraterística sistémica, política;
  • Não sendo sistémica a corrupção não é argumento relevante para alargar a democracia e, para efeitos de propaganda, esse aprofundamento cinge-se a uma folclórica “democracia participativa”;
  • A corrupção sempre esteve associada ao poder dos senhores feudais mas é o capitalismo que a faz alastrar para toda a esfera da economia real, mais disfarçada sobre a forma de lobbying para satisfazer sensibilidades luteranas, menos mascarada noutras culturas;
  • Os factores sistémicos que incutem procedimentos corruptos ou, são seus instrumentos são a concorrência, a incerteza, a posse do aparelho estatal e a globalização;
  • A corrupção é uma forma de privatização, à medida, da atuação do Estado como materializador e reprodutor das desigualdades. O seu caráter endémico torna letra morta o primado da lei e portanto a democracia sai, forçosamente, em perda;
  • Num contexto global de inerência ao capitalismo, a corrupção é mais necessária nos países dependentes, menos dotados para a competição global; e daí a sua ligação a modelos de baixos salários, menor qualidade de vida, redução de direitos e menos democracia;
  • A corrupção demonstra a inconsistência da democracia dita representativa, a irrealidade da concorrência, a inoperacionalidade programada do sistema judicial;
  • Os sistemas informáticos reduzem a pequena corrupção e centralizam-na nas grandes empresas, nas sociedades de advogados, por um lado e, nas altas esferas do poder estatal e dos partidos que o ocupam;
  • Essa centralização torna a corrupção programada, institucional pois tudo se passa com … “certificação” legal e contratual. A apropriação do Estado pela associação entre poder financeiro, empresas de regime e o partido-estado há uma normalização da corrupção, passando a questão a colocar-se ao nível da legitimidade da classe política e da nulidade ou anulabilidade dos seus actos;
  • A financiarização com a insana criação de capital-dinheiro, associada à grande concentração de capitais na economia dita “real” altera o plano da corrupção para uma escala global e densifica o tráfico de influências;
  • Manipulada por esses interesses a democracia desaparece da vida da população e os sistemas políticos resvalam para ditaduras que se mostram tolerantes na exacta medida em que mantêm as pessoas politicamente infantilizadas;
  • É muito duvidoso que a corrupção possa ser extirpada num quadro de capitalismo e por isso é preciso construir com caráter de urgência um regime político efetivamente democrático. Que contemple estes aspetos:
· Responsabilidades individuais na representação política e não grupais ou partidárias;
· Possibilidade de cassação de mandato a todo o instante, por referendo
· Períodos curtos de mandato e a sua eventual repetição
· Ausência de classe política
· Total transparência da gestão das necessidades coletivas
· Estado é sinónimo de autoridade, desigualdade, hierarquia
· Independência do aparelho judicial e seu controlo democrático
 
 
 
 
Continua próximo post
 
 
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11 setembro 2013

Capitalismo contemporâneo, imperialismo e agressividade ( II )






Por: Edmilson Costa
In: Resistir info 6/09/2013
Doutorado em Economia pela Unicamp, com pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma instituição. É autor de Imperialismo (Global Editora, 1987), A política salarial no Brasil (Boitempo Editorial, 1987), Um projeto para o Brasil (Tecno-Científica, 1988), A globalização e o capitalismo contemporâneo (Expressão Popular, 2009) e A crise econômica mundial, a globalização e o Brasil (no prelo), além de ter ensaios publicados no Brasil e exterior.

(...) Ler inico do texto Clique aqui.



Imperialismo, crise e guerra Essa conjuntura em que as finanças hegemonizaram a dinâmica da nova fase do imperialismo criou uma enorme desproporção entre o setor real da economia, aquele que produz e gera valor, e a órbita financeira, que não cria riqueza nova. Para se ter uma idéia, antes da crise sistêmica global que emergiu com a queda do Lehmann Brothers, o volume de recursos que circulava na órbita financeira era mais de 10 vezes maior que a produção mundial, fato que por si só já prenunciava uma crise de grandes proporções, uma vez que uma situação dessa ordem não poderia se sustentar por muito tempo, afinal a produção do mais-valor era deveras insuficiente para remunerar os lucros do setor financeiro.

Ao mesmo tempo em que avançava sobre os arcabouços do Estado do Bem Estar Social, o patrimônio público e os direitos e garantias dos trabalhadores, o imperialismo incrementava sua política agressiva, buscando combinar aceleradamente uma recuperação das taxas de lucro na área produtiva, a apropriação da renda mundial pelas finanças e o fortalecimento do complexo industrial militar, conjuntura que foi facilitada pelo colapso da União Soviética.

Assim, Reagan invadiu Granada, o Panamá, onde depôs e prendeu o presidente local e insuflou guerras regionais como na Nicarágua. A política guerreira continuou nas outras administrações, independentemente se democratas ou republicanas, uma vez que o desenvolvimento do complexo industrial militar é condição imprescindível para a manutenção do imperialismo. A escalada guerreira continuou com a invasão ao Iraque, sob o pretexto de que Saddan Hussein possuía armas de destruição em massa, o que depois se verificou que era uma falsidade. Na verdade, o que os Estados Unidos objetivavam era se apossar das imensas jazidas de petróleo daquele país.

Vale ressaltar que o imperialismo está tão dependente da indústria armamentista que, sem a produção de armas, não só o complexo industrial militar iria à falência, mas o próprio sistema imperialista entraria em colapso, uma vez que parcela expressiva de sua indústria está ligada à cadeia de produção das armas. Isso demonstra também o nível de degeneração a que chegou o imperialismo contemporâneo: só consegue continuar respirando se mantiver e desenvolver a indústria da morte.

Mas o acontecimento que proporcionou as condições objetivas para um salto de qualidade na agressividade imperialista dos Estados Unidos foi o ataque às torres gêmeas. Este atentado foi o mote que o governo Bush encontrou para institucionalizar e desenvolver novas facetas de sua política guerreira, agora sob o pretexto de combate ao terrorismo. Na verdade, com a chamada política antiterrorista o imperialismo militarizou a política e impôs ao mundo uma agenda de luta antiterrorista que se desdobrou não apenas na invasão ao Afeganistão, mas também na violação ao direito internacional, à soberania dos países, a construção de exércitos privados para realizar o trabalho sujo nas guerras contra povos e organizações contrárias à política norte-americana no mundo.

O mundo tomou conhecimento estarrecido das torturas nas prisões de Abu Ghriab e de Guantánamo, dos seqüestros e assassinatos de líderes contrários à política norte-americana e das prisões clandestinas ao redor do mundo. Ao contrário do que se poderia imaginar, o governo norte-americano justificava essas ações como parte da luta anti-terrorista, necessário para a proteção de seus cidadãos. O então vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, afirmou sem cerimônia em entrevista aos meios de comunicação que os métodos utilizados para obter informações (as mais bárbaras torturas) livraram o povo norte-americano de vários atentados.

O ensandecimento chegou a tal ponto que o secretário de Justiça dos Estados Unidos não só justificou abertamente a tortura como buscou fórmulas para legalizá-la. Todas essas ações eram de conhecimento do ex-presidente Bush, que inclusive assinava resoluções secretas para que os agentes pegos em flagrante não fossem punidos judicialmente. Por essas medidas se pode avaliar o nível de degeneração moral a que chegou o imperialismo: não se tratava de ações isoladas de funcionários estressados no teatro de operações, mas de ordens da própria cúpula imperialista que nesta fase do capitalismo perdeu qualquer referência em relação à humanidade.

Quem imaginava que o imperialismo iria reduzir sua máquina militar com a queda da União Soviética se enganou. O imperialismo está muito mais agressivo atualmente que no passado e possui hoje a mais poderosa e sofisticada máquina militar que o planeta já teve conhecimento. Porta-aviões gigantescos, submarinos atômicos, aviões invisíveis, bombas guiadas a laser, superbombardeiros, frota de aviões não tripulados (drones), helicópteros sofisticados, tanques de última geração, além de mais de 500 bases militares espalhadas pelo mundo e um aparato de espionagem maior do que as pessoas que vivem hoje em Washington. Tudo isso para sustentar a política do grande capital.

No entanto, a crise sistêmica mundial veio adicionar mais um ingrediente fundamental para a política agressiva do imperialismo. Desesperado diante da dramática situação econômica, da recessão, do desemprego crônico e dos protestos que estão ocorrendo pelo mundo contra a os ajustes determinados pelo capital, o governo norte-americano vem realizando provocações contínuas contra o Irã, a Coréia do Norte e, recentemente, conseguiu envolver vários países da União Européia em sua aventura militar na Líbia, onde destruíram fisicamente o País, mataram seus principais dirigentes e agora começam a se apossar das imensas jazidas de petróleo locais, sob o olhar complacente dos títeres que colocaram no poder.

Agora os Estados Unidos se voltam para Síria. O cenário foi montado para que a história se repetisse, mas a resistência do exército sírio, que desalojou os mercenários de várias regiões do País, derrotou essa primeira ofensiva imperialista. Derrotado o campo de batalha, os Estados Unidos tentaram legalizr a invasão, mas a Rússia e a China vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que abria espaço para a intervenção no País. Agora, estamos na iminência de uma invasão da Síria, sob o pretexto bizarro de que o governo teria lançado armas químicas contra a população, quanto se sabe que este episódio foi montado pela CIA para justificar a agressão. Desesperado, sem apoio internacional que esperava, o imperialismo pode realizar a intervenção a qualquer momento, mas as consequências podem ser dramáticas, tanto para o povo sírio, quanto para o Oriente Médio e para o próprio imperialismo, inclusive com o aprofundamento da crise sistêmica global no interior dos Estados Unidos.

Como a política guerreira já é uma necessidade do imperialismo para desenvolver suas forças produtivas, nas épocas de crises profundas como a que estamos presenciando agora, a fúria belicista do imperialismo se torna ainda maior. Por isso, pode-se esperar tudo nesta conjuntura, pois o imperialismo está ferido e vai querer sair da crise de qualquer forma, nem que para isso coloque em xeque a existência da própria espécie humana. Para a humanidade, resta uma saída que vai significar sua própria sobrevivência: derrotar o imperialismo, superar o capitalismo e construir uma outra sociabilidade sobre os escombros desta velha ordem.
 
 
 
Bibliografia consultada Bukharine, N. O imperialismo e a economia mundial. Coimbra: Centelha, 1976.
Costa, E. A globalização e o capitalismo contemporâneo. (São Paulo: Expressão Popular, 2009)
--------------- Imperialismo. São Paulo: Global Editora, 1986.
Lênin, V. Imperialismo fase superior do capitalismo. Lisboa: Avante, 1976.
Luxemburg, R. A acumulação do capital. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
Hilferding, R. O capital Financeiro. São Paulo: Abril Cultural, 1985
Hobson, J. A. A evolução do capitalismo. São Paulo: abril cultural, 1985
Para uma melhor compreensão dos clássicos do imperialismo, consultar: Hobson, A Evolução do capitalismo (Nova Cultural, 1983); Hilferding, O capital financeiro (Nova Cultural, 1938); Lênin, Imperialismo, fase superior do Capitalismo (Avante, 1984); Rosa de Luxemburg, A acumulação do Capital (Nova Cultural, 1983);e Bukharin, O imperialismo e a economia mundial (Centelha, 1976). Para uma versão mais popular, consultar Edmilson Costa, Imperialismo (Global, 1989).

 

Explicando o que é governo e o que são os politicos... aos extraterrestres

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Deve ser muito difícil tentar explicar a um ser muito mais evoluído de outro mundo, o que seres humanos fazem entre si, escravizado, e submetendo a maioria, aos déspotas de menos de um porcento ( BILDERBERGS / MAÇONARIA / OPUS DEI / VATICANO / NWO / HOTARY CLUB / POLÍTICOS / etc ........... ), que dominam todos os países.
Se o disco voador extraterrestre pousasse em Lisboa, o ET teria um infarto, só de ver como os governantes portugueses tratam seu povo, os escravizando com cada vez mais impostos, e levando a miséria, quem contribuiu uma vida inteira, e roubando seus parcos rendimentos de 600 euros por mês, ou menos ainda.

Solução em Portugal ????

ABSTENÇÃO NO DIA 29 DE SETEMBRO !!!!!!!

Abraços.

Ramiro Lopes Andrade


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Vejam o diálogo provável do ser extraterrestre com o Zé Povinho:



HUMANO (H): "Olha, um extraterrestre!!"
 
 

Extraterrestre (ET): "Sim, eu viajei através do espaço, para checar o progresso de sua espécie."

H: "Que bom!! Você deseja conhecer nosso líder?"

ET: "O seu o quê?"

H: "Nosso líder – a pessoa no comando."

ET: "A pessoa no comando de quê?"

H: "Bem, no comando de tudo."

ET: "Vocês tem uma pessoa no comando de tudo?"

H: "Não, não, ele está no comando do governo."

ET: "O que é governo?"

H: "Bem, o governo cria as regras para nós. Ele diz o que nós podemos e o que nós não podemos fazer."

ET: "Então o governo deve ser muito inteligente. Ele cria regras inteligentes para vocês seguirem?"

H: "Bem, às vezes, mas algumas destas regras são bem estúpidas."

ET: "Você desobedece essas regras?"

H: "Não, nós temos que seguir as regras, mesmo que sejam estúpidas, ou que não concordemos com elas.
O governo pune qualquer um que tente desobedecer estas regras."

ET: "Então vocês são escravos do governo?"

H: "Não, não, não, não é nada disso.
O governo trabalha para a gente, o povo.
Ele serve a nós.
Nós somos os chefes."

ET: "Ele manda em você e pune com violência se vocÊ desobedecê-lo, e ainda assim você é o chefe?"

H: "Sim."

ET: "Mas existe alguma coisa que o governo faz que você não gosta?"

H: "Bem, sim, nem tudo o que o governo faz é muito popular.
Como gastar dinheiro em guerras, por exemplo."

ET: "O que é guerra?"

H: "É quando o governo gasta a maioria do dinheiro do povo em armas e soldados, e os manda para o outro lado do mundo para matar várias pessoas por lá, e destruir o país delas.
Eu não gosto quando o governo faz isso."

ET: "Bem, eu entendo porque você não gostam disso. Voces humanos ja atingiram o estágio em que consideram roubar, escravizar e matar um ao outro errado?"

H: "Ah, sim, nós sabemos disso.
Não roube, não agrida, não estupre."

ET: "Mas voces dão dinheiro para o governo e ele o usa para matar pessoas."

H: "Bem, sim, mas o governo faz boas coias com o dinheiro dos impostos também."

ET: "Porque você não para de pagar impostos para as coisas que você não gosta, e paga somente pelas coisas boas que o governo faz?"

H: "Não, nós não podemos fazer isso. Você não pode simplesmente parar de pagar impostos porque a lei diz que todos devem pagar impostos."

ET: "Mas as regras são feitas pelo governo, certo?"

H: "Sim."

ET: "Então o governo fez uma regra dizendo que todos devem dar dinheiro a ele?
Então todo mundo paga impostos porque se não o fizessem, o governo os puniria usando de violência?"

H: "Bem, sim, mas a maioria das pessoas não se importa de pagar impostos.
A maioria das pessoas se sente obrigada a pagar impostos e obedecem as regras do governo porque é para o bem da sociedade.
A sociedade precisa do governo, e isso significa que todos nós devemos pagar impostos."

ET: "Deixe ver se eu entendi:
O governo dita as regras e você se sente obrigado a segui-las, mesmo aquelas que você não gosta, e ele lhe diz o que fazer, e ameaça puni-lo se você não o obedecer.
E ele usa parte do dinheiro tirado de você, sob ameaça de violência, para pagar por coisas que você não gosta e pensa que são imorais, como assassinato em massa."

H: "Sim, mas nós podemos pedir a eles para fazerem coisas boas também e para não tirarem nosso dinheiro e usá-lo para matar pessoas.
Nós podemos pedir para ele mandar a gente fazer o que nós quisermos que ele mande que a gente faça."

ET: "Vocês não tem apenas medo dessa coisa?
O governo é algum tipo de monstro gigante que pode puni-lo a qualquer momento se você o desobedecer?"

H: "Não, o governo não é um monstro."

ET: "Bem, o que é então? Você pode desenhar o governo para mim?"

H: "O governo não é exatamente o tipo de oisa que você possa desenhar."

ET: "Talvez você possa me levar até ele. Onde esta o governo?"

H: "Voce quer dizer o prédio?"

ET: "O governo é um prédio?"

H: "Não, mas os políticos que formam o governo trabalham em prédios."

ET: "Então o governo é um grupo desses políticos?"

H: "Sim."

ET: "OK, então de que espécie são esses políticos?"

H: "Bem, eles são....humanos."

ET: "Como você?!"

H: "Sim."

ET: "Então os políticos são humanos, e eles são o governo.
Você é humano, mas não faz parte do governo?"

H: "Não."

ET: "Então são os políticos que mandam no resto de vocês todos, e fazem com que vocês façam coisas contra as suas vontades, e tiram o dinheiro de vocês através da ameaça de violência.
Mas mesmo que vocês todos sejam humanos, você não pode mandar neles e tirar deles o seu dinheiro?"

H: "Não, eles me colocariam em uma gaiola se eu fizesse isso.
Mas veja bemn, os politicos não podem fazer o que eles bem entenderem.
Um político não pode simplesmente vir até mim na rua e me fazer entregar o meu dinheiro a ele.
Eles não podem fazer isso. Políticos só podem fazer coisas desse tipo no trabalho, quando estão trabalhando para o governo."

ET: "Ah, então os políticos não são o governo.
Eles apenas trabalham para o governo."

H: "sim."

ET: "OK, então o governo não é um monstro, não é um prédio e não são os políticos, é um outra coisa.
E ele emprega políticos, que são humanos como você e que mandam em todos os demais e lhes tiram parte do dinheiro.
Como um humano comum se torna um político?"

H: "Bem, isso é o melhor do nosso governo.
É uma democracia, e significa que é o povo que detém o poder porque somos nós que decidimos quem dentre a gente se torna político, e os escolhemos através do voto.
E se um político começa a fazer coisas que não gostamos, nós podemos substitui-lo na próxima aleição."

ET: "Então as pessoas que são escolhidas para serem políticos podem mandar nas outras e tirar delas o seu dinheiro apenas por um curto período de tempo, e então voltam a serem humanos comuns?"

H: "Exato."

ET: "Isso soa como uma posição muito poderosa para se estar.
Mas se voces podem escolher quem faz isso, então os políticos devem ser sempre os mais sábios, honestos, cuidadosos e respeitados dentre vocês, não?"

T: "Bem, não exatamente.
Eu não diria que os políticos são conhecidos por serem honestos, ou..sábios, ou...cuidadosos, e eles certamente não são as pessoas mais respeitadas entre nós.
Pensando bem, a maioria dos políticos são criminosos mentirosos e famintos por poder."

ET: "Aqueles que vocês escolheram?"

H: "Sim, eles estão sempre fazendo coisas que nós não gostamos.
Eles usam o dinheiro dos contribuintes para enriquecerem a si, e aos seus amigos, e eles nunca mantém as promessas que fizeram aos eleitores.
Eles vêm sendo pegos roubando, mentindo e aceitando suborno, e eles fazem quase somente o que as grandes corporações querem.
Sim, eles estão sempre fazendo coisas desse tipo. Eles são totalmente corruptos.
Eles são um bando de criminosos mentirosos."

ET: "Mas você disse que a maioria dos humanos sabe que roubar, agredir uma ao outro e matar é errado.
E você disse que é você que tem o poder, porque você pode mudar quem está no comando.
Então porque voce simplemente não substitui os políticos mentirosos, ladrões e assassinos por pessoas comuns?"

H: "Bem, nós tentamos não eleger criminosos. Mas é que sempre acaba assim.
Mas nós precisamos ter um governo, porque alguns humanos são maus e podem matar, escravizar ou roubar, a civilização não sobreviveria sem um governo."

ET: "Deixe ver se eu entendi direito:
é porque vocês se preocupam com o pequeno número de pessoas más que querem matar, escravizar e roubar, que voces acham que é necesário a sua sobrevivencia ter um sistema onde alguns humanos dentre vocês, por algum tempo denominados de governo, e que mandam em todos a sua volta como se fossem escravos e, se assim desejarem, podem cometer assassinatos em massas, usando dinheiro roubando através de ameaças de violência?
Os políticos matam, escravizam e roubam, porque se não fossem eles, outros o fariam?
E você tenta eleger pessoas boas e honestas para serem políticos, mas o que acontece toda vez é que estas pessoas que voce elegeu acabam se revelando criminosos perversos, corruptos e mentirosos. Esse é o seu sistema?"

H: "Sim, o governo é isso ai mesmo."

Fonte:
 
                                  
    ZÉ POVINHO, BURRO DE CARGA, ESCRAVO DA BANCA PORTUGUESA
( AÍ, VAMOS BRINCAR AOS POBREZINHOS / BES )

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La Belle Verte - The Green Beautiful 1996 - Legendas Pt / Como deveriamos respeitar a natureza

08 setembro 2013

Capitalismo contemporâneo, imperialismo e agressividade ( I )

Por: Edmilson Costa
 In: Resistir info 6/09/2013
Doutorado em Economia pela Unicamp, com pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma instituição. É autor de Imperialismo (Global Editora, 1987), A política salarial no Brasil (Boitempo Editorial, 1987), Um projeto para o Brasil (Tecno-Científica, 1988), A globalização e o capitalismo contemporâneo (Expressão Popular, 2009) e A crise econômica mundial, a globalização e o Brasil (no prelo), além de ter ensaios publicados no Brasil e exterior.
 
 
O imperialismo é um fenômeno identificado pelos clássicos desde a segunda metade do século XIX e significou a passagem do capitalismo concorrencial para o capitalismo monopolista e a emergência de uma nova classe social, a oligarquia financeira. Nessa nova fase do capitalismo, onde os trustes e cartéis passaram a dominar as economias de cada País e, posteriormente, a economia mundial, um conjunto de fenômenos novos vêem marcar esta fase do desenvolvimento deste modo de produção, especialmente a partilha econômica e territorial do mundo entre os principais centros imperialistas, quando as potencias capitalistas ocuparam e passaram a colonizar parte considerável da África, Ásia e América Latina.

Esse movimento do capital monopolista tinha como objetivo transformar essas regiões em retaguarda especial do imperialismo, fonte de matérias-primas, mercados para a venda de mercadorias, esferas de aplicação do capital, fonte de rendimentos monetários, espaços militares estratégicos e reserva de mão de obra para as metrópoles. Com essa estratégia, as regiões colonizadas se transformaram em pilares fundamentais para o desenvolvimento da produção capitalista.

Com o domínio econômico e político do mundo, tornou-se mais fácil ao grande capital monopolista hegemonizar o aparelho de Estado, que passou a realizar sua política levando em conta fundamentalmente os interesses dessa nova classe social. Em outras palavras, o Estado relevou a um segundo plano os interesses gerais do capital para se transformar em instrumento da oligarquia financeira e de seus monopólios.

Mas o desenvolvimento do capitalismo e a consolidação dos monopólios não eliminou a concorrência, apenas a colocou em novo patamar. Os monopólios continuaram a travar uma dura luta pela partilha das esferas de influência. Essa luta por mercados e controle das fontes de matérias primas se tornou a causa principal causa das guerras, pois os monopólios pressionavam seus respectivos governos para aventuras militares visando uma nova correlação de força na partilha econômica do mundo. A primeira e a segunda guerra mundial foram em grande parte fruto da ganância do capital monopolista.

Após a segunda guerra mundial e, especialmente a partir dos anos 60, com a descolonização, o capital monopolista passou por transformações extraordinárias, pois a própria necessidade de expansão o impulsionou a uma nova relação entre centro e periferia. A partir de então, as corporações transnacionais, mediante a implantação de filiais produtivas na periferia, começaram a extrair generalizadamente o valor fora de suas fronteiras nacionais, ou seja, passaram a produzir fisicamente nas regiões até então produtoras de matérias primas, enquanto o sistema bancário também se internacionalizava.

Esse fenômeno da mundialização da economia, conhecido como globalização, transformou o capitalismo num sistema mundial completo, constituindo-se assim uma nova fase do imperialismo, pois agora o capital monopolista tornaria o planeta numa esfera única de produção, financiamento e realização das mercadorias, e a própria oligarquia financeira passaria a explorar diretamente os trabalhadores do centro e da periferia. Com a apropriação do valor fora das fronteiras nacionais a burguesia imperialista tornou-se uma classe exploradora direta do proletariado mundial.

"Até o período anterior à globalização, o capitalismo era completo apenas em relação a duas variáveis da órbita da circulação – o comércio mundial e a exportação de capitais. Mas, ao expandir a globalização para as esferas produtiva e financeira, bem como para outros setores da vida social, o sistema unificou globalmente o ciclo do capital, fechando assim um processo iniciado com a revolução inglesa de 1640" (Costa, 2002).

Esta nova fase do imperialismo viria a ganhar contornos mais definitivos com a ascensão dos governos Reagan e Tatcher, respectivamente nos Estados Unidos e Inglaterra. Aproveitando-se da crise do keynesianismo, desenvolveram uma ofensiva mundial no sentido de impor ao mundo a agenda neoliberal, que rapidamente se transformou em política oficial nos países centrais e, posteriormente, se espalhou para os outros países capitalistas.

A nova agenda invertia os fundamentos típicos da regulação keynesiana e em seu lugar colocava na ordem do dia o mercado como instrumento regulador das novas relações econômicas e sociais, a desregulamentação da economia, as privatizações das empresas estatais, liberalização dos mercados e dos fluxos de capitais, cortes nos gastos públicos e nos fundos previdenciários, além de uma ofensiva contra direitos e garantias dos trabalhadores.

Essas novas diretrizes produziram enorme impacto na dinâmica do capitalismo: o setor mais parasitário do imperialismo passou a hegemonizar as relações econômicas e políticas no interior dos governos neoliberais e impor ao mundo o primado das finanças globalizadas, estimuladas pela liberalização financeira e irrestrita mobilidade dos capitais. A partir daí este setor da oligarquia financeira subordinou todas as outras frações do capital e impôs a lógica das finanças não só para os negócios financeiros, mas também para as empresas produtivas e para o Estado, cujas receitas orçamentárias foram capturadas em grande parte por essa fração do capital.

Ancorados pelas tecnologias da informação cada vez mais desenvolvidas, pela generalização dos computadores e da internet, o pólo financeiro do capital imperialista transformou o mundo num imenso cassino especulativo, no qual os novos produtos financeiros foram sendo criados numa velocidade proporcional à criatividade do sistema liberalizado, num frenesi especulativo que se retroalimentava como numa dança de doidivanas.

Nessa nova lógica, a captura da renda mundial deveria encilhar todos os setores da economia, que agora passariam a operar a partir da lógica das finanças. Assim, as empresas consolidaram a reestruturação produtiva, com produção sem gordura, círculos de controle de qualidade, qualidade total, restrição à atividade sindical, tudo isso para ampliar as taxas de lucro e aumentar a distribuição de dividendos para os acionistas, ávidos por lucros semelhantes aos da órbita financeira.

Os Estados também caíram na malha da apropriação financeira, em função do endividamento realizado a taxas de juros elevadas. Dessa forma, foram obrigados a comprometer parcelas cada vez maiores dos orçamentos para pagar os serviços da dívida. Como esses serviços exigiam cada vez mais recursos, os Estados cortaram os gastos públicos, salários de funcionários e verbas sociais para atender o apetite voz do pólo financeiro do imperialismo. (,,,)
 
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Bibliografia consultada Bukharine, N. O imperialismo e a economia mundial. Coimbra: Centelha, 1976.
Costa, E. A globalização e o capitalismo contemporâneo. (São Paulo: Expressão Popular, 2009)
--------------- Imperialismo. São Paulo: Global Editora, 1986.
Lênin, V. Imperialismo fase superior do capitalismo. Lisboa: Avante, 1976.
Luxemburg, R. A acumulação do capital. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
Hilferding, R. O capital Financeiro. São Paulo: Abril Cultural, 1985
Hobson, J. A. A evolução do capitalismo. São Paulo: abril cultural, 1985 
Para uma melhor compreensão dos clássicos do imperialismo, consultar: Hobson, A Evolução do capitalismo (Nova Cultural, 1983); Hilferding, O capital financeiro (Nova Cultural, 1938); Lênin, Imperialismo, fase superior do Capitalismo (Avante, 1984); Rosa de Luxemburg, A acumulação do Capital (Nova Cultural, 1983);e Bukharin, O imperialismo e a economia mundial (Centelha, 1976). Para uma versão mais popular, consultar Edmilson Costa, Imperialismo (Global, 1989).

05 setembro 2013

A Internacional - Hino do Povo


Revoluční písně, революційні пісні, ចម្រៀងបដិវត្តន៍, revoluciaj kantoj, गीतों, الأغاني الثورية, İnqilab mahnılar, iraultzaile abestiak, 혁명적 인 노래, Cançons revolucionàries, 革命歌, 革命歌曲, bài hát cách mạng, революционные песни, επαναστατικά τραγούδια.क्रांतिकारी

 



 Sugestão de leitura:


Autor: Sérgio Lessa
ISBN: 978-85-65999-01-4
Edição: 3ª – revista e corrigida
Páginas: 254


" É um verdadeiro prazer para um estudioso europeu se deparar com um livro como este de Sergio Lessa. Na Europa, após 1989, os estudos que se referem ao socialismo estão sob uma forte contração. É necessário voltar-se à América Latina, notadamente ao Brasil, para encontrar ainda intacto, talvez fortalecido, o zelo dos estudos e pesquisas de há um tempo, zelo do qual o livro de Lessa está entre os exemplos mais felizes. Bom conhecedor e divulgador da última grande obra teórica de Lukács, Para uma ontologia do ser social, Lessa tem a capacidade e a inteligência de ligar o estudo da teoria às suas repercussões sobre a prática, sobre os problemas da vida dos homens, sobre a sociedade em geral. A Ontologia de Lukács aponta no trabalho o modelo de toda prática social; Lessa tira disto inspiração para argumentar com perícia acerca de todo o complexo problemático (valoração, alienação, liberdade, etc.) que socialmente procede deste modelo. Deste modo seu livro vai ao encontro de variados interesses: não apenas aos interesses do público universitário e dos especialistas, mas também daqueles que buscam no livro, que fornece de modo muito especial, sugestões relativas à perspectiva de transformação da vida da sociedade." ( Guido Oldrini, 21-02-2000 ).
 

04 setembro 2013

Quando o Monopólio do Poder (Financeiro, Político e Mediático) torna as manifestações pacíficas absolutamente inúteis e a violência cidadã imperativa

In Mito & Realidade
Por: Sheldom Emry


Ouve-se muitas vezes dizer que "a violência gera violência", que "a violência nunca consegue nada" ou que "se se usar a violência para nos defendermos daqueles que nos agridem, ficamos ao nível deles". Todas estas afirmações baseiam-se na noção errada de que toda a violência é igual. Nada mais falso:
A violência pode funcionar tanto para subjugar como para libertar




MailOnline: Crianças estão a ser abandonadas nas ruas gregas
pelas famílias cuja pobreza já não lhes permite tomar conta delas.



Portugal, Grécia, Espanha, Itália, Irlanda e um sem número de outros países por esse globo fora estão, sob a forma de uma nebulosa «Crise Financeira» surgida não se percebe bem de onde, a ser alvo de um genocídio financeiro, económico e humanitário a uma escala inaudita.

Ouvimos, diariamente, falar «da dívida», dos sacrifícios «para pagar a dívida», da austeridade «para pagar a dívida», do empobrecimento, do corte de direitos sociais, da precariedade laboral, da privatização de empresas estratégicas, da asfixia do investimento público - tudo «para pagar a dívida». Contudo, sabemos o que é isto da dívida? Quanto dinheiro devemos? A quem é que devemos? Porque pedimos tanto dinheiro emprestado? Em que é que ele foi gasto? É realmente legítimo que os cidadãos sejam compelidos ao pagamento de uma dívida sobre a qual nada sabem? É possível que esta dívida não seja nossa? Será uma dívida apenas para salvar um «sistema financeiro», "too big to fail", cujos lucros parecem terem-se evaporado misteriosamente de um dia para o outro? Ou não será a «dívida soberana» simplesmente uma gigantesca fraude levada a cabo por uma todo-poderosa Máfia Financeira para rapinar Estados, Empresas e Famílias, como aconteceu em 1929?

Esta «Crise Financeira» tem "forçado" os governos, através dos contribuintes, a dar, literalmente de mão beijada, biliões a uma Banca que, não obstante os lucros obscenos que tem vindo a apresentar ano após ano, se viu súbita e incompreensivelmente "descapitalizada". Este roubo descomunal constitui um assombroso acto de violência perpetrado por uma Máfia Financeira contra as populações:

- Obrigar uma enorme percentagem de jovens a viver eternamente na precariedade, impossibilitando-os de ter uma vida própria, de formar uma família e levando alguns ao suicídio, é um crime de extrema violência.

- Provocar o despedimento de indivíduos em massa quando o desemprego é maciço e a maior parte já não tem hipótese de ser novamente reabsorvido, é um crime de extrema violência.

- Despejar famílias inteiras de casas cujas prestações já não podem pagar e atirá-las para a rua, é um crime de extrema violência.

- Retirar dinheiro ao Serviço Nacional de Saúde, conduzindo ao sofrimento e à morte de doentes e idosos sem dinheiro, é um crime de extrema violência.

- Subtrair o apoio aos desempregados e aos pensionistas sujeitando-os consumadamente à miséria e à fome, é um crime de extrema violência.

(...) Confrontos, como os que têm acontecido até agora, entre multidões de manifestantes por um lado e grupos de polícias e militares (também eles vítimas) por outro, são contraproducentes e nada resolvem, deixando os criminosos a sorrir com as rédeas do poder firmemente nas mãos. (...)

..................................................................................... X ..............................................................


A violência justa versus a violência criminosa

por: Diogo In Mito & Realidade

(...)" Assim sendo, que mais nos resta contra a Máfia Financeira e os seus esbirros (na Política e nos Media) senão a violência em legítima defesa e cirurgicamente dirigida? A violência não é intrinsecamente má. Quando a única forma de travar a violência criminosa é utilizando violência, então esta é perfeitamente justificada.

Um pai que pegue num taco para dispersar à paulada um grupo de rufias que está a espancar o seu filho, está a utilizar a violência de uma forma justa. Uma mulher que crave uma lima de unhas na barriga de um energúmeno que a está a tentar violar, está a utilizar a violência de uma forma justa. Um homem que abate a tiro um assassino que lhe entrou em casa e lhe degolou a mulher, está a utilizar a violência de uma forma justa. Um polícia que dispara contra um homicida prestes a abater um pacato cidadão, está a utilizar a violência de uma forma justa. Os habitantes de um bairro nova-iorquino que se juntam para aniquilar um bando mafioso (que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais), estão a utilizar a violência de uma forma justa.

Permitir, de braços cruzados, que crimes que destroem países sejam perpetrados por máfias financeiras coadjuvadas por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores mediáticos a soldo, contra as populações, em nome de um pacifismo «politicamente correcto» mas que se tem revelado sempre ineficaz, isso sim, é outro crime."


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Opiniões



Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007:

[...] "Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais." [...]




Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012

[...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex--políticos." [...]

[...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."




Sheldon Emry – Escritor e sacerdote norte-americano:

"Quando se começa a estudar o nosso sistema monetário, apercebemo-nos rapidamente que estes políticos não são agentes do povo mas sim agentes dos banqueiros, para quem fazem planos para colocar as pessoas ainda mais endividadas."

"Os nossos dois principais partidos tornaram-se servos dos banqueiros, os vários departamentos do governo tornaram-se as suas agências de despesas, e o Serviço da Receita Federal (IRS) é a sua agência de recolha de dinheiro."




Carroll Quigley - professor na Universidade de Georgetown e mentor do Presidente Clinton - no seu livro de 1966 «Tragédia e Esperança» (Tragedy and Hope) escreveu:

[...] "Os poderes do capitalismo financeiro têm um plano de longo alcance, nada menos do que criar um sistema de controlo financeiro mundial em mãos privadas capazes de dominar os sistemas políticos de cada país e a economia mundial como um todo."

[...] "«Cada banco central... procura dominar o seu governo pela sua capacidade em controlar títulos do tesouro, manipular o câmbio externo, influenciar o nível de actividade económica no país, e influenciar políticos cooperantes por intermédio de recompensas económicas no mundo dos negócios.»"

31 agosto 2013

Morreu Antonio Borges ...... Bilderberg miserável, peca por ter ido tarde !!!!!!!!!!!!

.
Este ser ignóbil, queria aumentar a TSU para os trabalhadores em 7% , e reduzir o TSU das empresas em 7%, ser miserável.

Alegria Alegria, fiquei todo contente que tenha se ido com um cancro ......... que tua morte tenha sido lenta, e muito dolorosa até ao seu ultimo suspiro, não fazes cá falta nenhuma neste mundo ....... seu ser miserável.

Desejo de todo o coração que o Aníbal Cavaco Silva lhe faça companhia o mais rápido possível, com um cancro no rabo, e com um fim igual ao teu.

E mais os outros miseráveis com responsabilidades em Portugal, que todos tenham o mesmo fim doloroso;
  • Jorge Sampaio
  • Mário Soares
  • Dias loureiro
  • Mira Amaral
  • José Sócrates
  • Oliveira e Costa
  • Fernando Ulrique
  • Ricardo Espirito Santo
  • e tantos outros mais
Reproduzo agora um post de meu amigo Diogo do Blog Mito & Realidade, que exemplifica meu pensamento com classe e requinte.

Um abraço, aqui do brasil, como refugiado económico.

Ramiro Lopes Andrade

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http://citadino.blogspot.com.br/2013/08/e-deus-nao-esteve-com-mais-aquelas.html

Deus é que não esteve com mais aquelas: irritado com a «Crise Financeira» fabricada pelo Monopólio Bancário Internacional, pegou em António Borges, pespegou-lhe um cancro no pâncreas e despachou-o para o Inferno enquanto o Diabo esfregava um olho


António Borges (à esquerda na imagem) foi Vice-Governador do Banco de Portugal, Vice-Presidente do Banco Goldman Sachs em Londres, que o diário francês Le Monde acusou de possuir uma rede de influência transversal, "tanto subterrânea, como pública", que lhe confere "poder de governo mundial", Borges foi também director do Departamento Europeu do FMI e, ultimamente, consultor do Governo Português, onde foi uma peça-chave na defesa do programa de austeridade e um principais responsáveis pela miséria que assola atualmente o nosso país.

Pois Borges finou-se há três dias (Domingo - 25-08-2013) - em santa e bendita agonia - por suprema vontade do Senhor que, na Sua infinita sabedoria, achou por bem entregar a alma e o corpo do economista ao Diabo.

E Deus disse: "Borges, em vida, controlaste os homens para servir os teus interesses próprios. Tiraste proveito da confiança que a sociedade depositava em ti. Foste um ladrão a soldo de ladrões, um assassino ao serviço de assassinos, um genocida às ordens de genocidas. Por isso irás arder perpetuamente no Inferno."

E o Senhor continuou: "Serás açoitado por demónios chifrudos e de relho certeiro com chicotadas. Ficarás enterrado de cabeça para baixo num fosso de fezes e esterco e as tuas pernas serão assadas por velas. O teu corpo será mordido por serpentes e será roubado constantemente por serpentes e outros répteis que o atravessam e o desintegram, roubando os teus traços humanos. Estarás eternamente envolto por chamas, oceanos de lava e uma tempestade de raios, e ficarás para todo o sempre coberto de lepra e sarna. Maldito sejas e o Diabo que te carregue!"


António Borges (praticamente irreconhecível e já em terras de Belzebu), chora não ter concluído o programa de ajustamento da Troika e colocado 10 milhões de portugueses na miséria absoluta.

Não obstante os açoites, as chicotadas, as fezes, o esterco, as chamas, a lava, os raios, a lepra e a sarna que agora o torturam incessantemente sob a supervisão do Mafarrico, Borges mostra-nos, mesmo para além da morte, um profissionalismo e uma dedicação a toda a prova. Porque, sempre acreditou, nem Deus, nem o Diabo seriam mais poderosos que os Donos do Dinheiro que toda a vida serviu com avidez.
 
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Cabe-nos, agora, a nós, cidadãos comuns e mortais, seguir os desígnios do Senhor e, enquanto a engenharia genética não permitir replicar os Seus milagres (por ex: provocar doenças do foro oncológico à distância), utilizar o que temos à mão para dar igual destino aos outros parasitas e assassinos que estão a destruir Portugal e os portugueses.
 

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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