25 outubro 2006

Resgate de uma paixão que durou uma guerra




Hoje, tirei o dia para selecionar material com o fim de alimentar o meu blog no Multiply e me bati com fotos que me levaram para uma linda história, inacabada, lá nos anos 70, durante a guerra entre Portugal e Angola. Eu, uma brasileira, de Salvador-Bahia, era muito menina e, não sei como, minhas amigas e eu começamos a nos corresponder com rapazes portugueses que lutavam. Logo no início, as amigas perderam o interesse e eu continuei. Narciso (Nazinho) e eu iniciamos uma conversa que durou um bom tempo. Nos apaixonamos de verdade. Era um sofrimento, uma espera, uma ansiedade pelas cartas que pareciam demorar séculos pra chegar. Trocamos fotos. As dele são essas que aqui postei, onde fiz questão de deixar as dedicatórias. Enviei duas minhas. Uma, disse ele, ficava no bolso esquerdo, junto ao seu coração. Da outra, ele recortou o meu rosto e colou sobre o relógio a fim de que o vidro não refletisse a luz do sol no meio da mata. Fiz uma sofrida viagem no tempo. Lembrei do que senti, do que chorei e, se duvidar, as mesmas lágrimas tornaram a cair sobre o meu rosto. Pouco antes de cessar o conflito, as cartas também pararam. Escrevi para os endereços dos correspondentes das minhas amigas, mas não obtive resposta alguma. Não soube se perdi Nazinho para a vida ou para a morte. Nada soube. Nada sei.Faço aqui um apelo a quem souber como posso obter informações. A quem me dirigir, onde e como. Peço como quem pede uma ajuda a um irmão ou a um grande amigo. Por favor, quem souber, me dê essa força.

4 comentários:

Leticia Gabian disse...

Caro Victor,
Venho te agradecer pelo espaço que me foi concedido. Espero que ainda possa receber alguma notícia. Quem sabe, não é?
Um grande abraço, daqui do Brasil.

victor simoes disse...

Viva, Leticia. Bem vinda aqui ao blogue da Voz do Povo.
Esperemos que sim, que ajude. Pode crer que o MRelvas e os colegas e amigos Comandos, tudo farão para ajudar.
Entretanto, vá aparecendo aqui no nosso espaço, que também é seu.
Um abraço de Portugal até ao Brasil

victor simoes disse...

Viva, Leticia.
Hoje acordei com uma pista que tenho de passar ao MRELVAS, na verdade eu penso que o Nazinho, se chama Nazário e se eu estiver certo, eu tive um colega com esse nome, que fazia parte da família Comando do exército Português,não lhe quero criar muitas espectativas, mas continuaremos nossa pesquisa.

Um beijinho até aí!

Leticia Gabian disse...

Oi, Victor,
Olhe que são muitos anos e a memória vai sendo preenchida por novas informações e assim muita coisa se perde, mas Nazário? Não creio! Enfim, de repente uma pista leva à outra. Quem sabe?! Estou sempre na espera. E obrigada pelo interesse contínuo.
Um beijo brasuca.

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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