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25 abril 2012

Militares de Abril, não participam nas cerimónias oficiais do 25 de Abril

A Associação 25 de Abril não participará este ano, pela primeira vez, nas celebrações oficiais da Revolução dos Cravos por considerar que "a linha política seguida pelo atual poder político deixou de refletir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril".
foto arquivo JN
Associação 25 de Abril não participará nas celebrações oficiais
Vasco Lourenço
O anúncio foi feito, esta segunda-feira, em Lisboa, pela direção da associação, de que fazem parte alguns dos chamados "Capitães de Abril".
"A linha política seguida pelo atual poder político deixou de refletir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa", lê-se no texto do manifesto "Abril não desarma", lido aos jornalistas e a uma assembleia de associados pelo coronel Vasco Lourenço.
"O poder político que atualmente governa Portugal configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores. Em conformidade, a Associação 25 de Abril anuncia que não participará nos atos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril", lê-se no texto.
O manifesto, lido pelo presidente da associação, esclarece que, porém, a Associação "participará nas comemorações populares e outro atos locais de celebração" da revolução de 1974, assim como "continuará a evocar e a comemorar o 25 de Abril numa perspetiva de festa pela ação libertadora e numa perspetiva de luta pela realização dos seus ideais, tendo em consideração a autonomia de decisão e escolha dos cidadãos, nas suas múltiplas expressões."

Concordo perfeitamente,
Os principios que nortearam a Revolução de Abril, já não são as linhas condutoras seguidas e defendidas pelos atuais políticos, dados ao jogo dos interesses instalados e da subserviência do grande capital. Reina pois a corrupção, a injustiça, o empobrecimento dos portugueses e do país a favor  de alguns donos desta quinta que é Portugal.

      Memórias da Revolução de há 38 anos.







 

        Muitas das conquistas da Revolução do 25 de Abril de 1974,são colocadas em causa por sujeitos que nada fizeram por elas, nasceram em berços confortáveis, por já terem nascido com previlégios, essa mesma elite, quer por força que o país retroceda em todas as áreas sociais, para que se possam continuar a afirmar como classe dominante e salvaguardar esses mesmos interesses de classe.
        Quanto menor for o acesso à educação e formação académica, menor o poder reivindicativo , menor a concorrência da competência profissional, aliás é o que se verifica nos famigerados tachos de nomeação para cargos públicos de amigos e familiares. 
        Portugal precisa de mudar de rumo, precisa de gente capaz e séria e sobretudo de gente, que respeite o povo e os principios democráticos e institucionais, CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA.

25 abril 2010

25 de Abril, 36 anos depois, mais ‘ricos’ e mais instruídos!

Segundo, Isabel Madeira e João Paulo Madeira no Jornal Sol on line, "Em 1974 apenas um terço das casas em Portugal tinha duche. Com esgotos só 60%. Uma viagem entre Lisboa e Trás-os-Montes levava um dia inteiro e 26% da população era analfabeta. Mais de três décadas depois, a qualidade de vida melhorou e os portugueses ficaram mais ‘ricos’ e instruídos.(...)". É verdadeque muito da vida dos Portugueses melhorou, no entanto melhorou no todo para a classe dominante, em especial para os promotores da Revolução, o povo continuou na miséria e sem possibilidades de grande mobilidade social, nunca foram criados instrumentos de Justiça Social e as desigualdades são enormes! É uma vergonha que 36 anos passados, aínda existam dois milhões de pobres, e outros milhares de subsídiodependentes que de outra forma seriam também considerados pobres.
            Para ilustrar, estas facetas da sociedade portuguesa actual, basta verificar o nível salarial dos portugueses, o empobrecimento constante da classe média, e o enriquecimento ilícito das elites políticas e capitalistas. Portugal continua na cauda da Europa, e cada vez mais pobre, 36 anos depois do 25 de abril de 1974, somos o espelho da vergonha das classes políticas que nos governam.

25 abril 2009

LIBERDADE


Ao longo destes 35 anos de democracia,
fala-se muito de liberdade
Mas essa liberdade,

ainda não chegou a muitos e muitos de nós
Porque só se é verdadeiramente livre,

quando se faz, diz, ou pensa
Sem que alguma coisa ou alguém,

nos condicionar
E pensarmos,

pela nossa própria cabeça
E andarmos,

pelos nossos próprios pés
Sem falsos moralismos.
Sejam eles: religiosos,

económicos, políticos, ou sociais
Aí sim!

Seremos verdadeiramente...livres.

Mário Margaride

24 abril 2009

35 ANOS DEPOIS, URGE A MUDANÇA...

Foi, faz hoje, 35 Anos, que as Forças Armadas Portuguesas, pelo então denominado movimento MFA, liderado por Otelo Saraiva de Carvalho, Salgueiro Maia, entre outros, pôs cobro a uma ditadura duradoura de mais de 40 e tal anos, primeiro pela mão de António de Oliveira Salazar, depois por Marcelo Caetano, este último tendo-se exilado no Brasil, após o golpe do dito movimento, apoiada por milhares de populares, sedentos de liberdade. Eu nesse dia, estava a escassos 24 dias de completar 2 anos de idade, e alheio ao que se passava, como era normal para uma criança daquela idade. No entanto, por tradição familiar, e por formação ideológica, sinto-me um cidadão de Abril, sinto-me livre, e só seremos verdadeiramente livres, se nos sentir-mos como tal.

Hoje, passados estes 35 anos, muita coisa mudou, basta ouvir os meus pais, avós, e amigos que viveram intensamente, da direita à esquerda, os conturbados dias do pós 25 de Abril de 1974. Seguiram-se as nacionalizações (hoje também se nacionalizam os prejuízos, veja-se o caso BPN) dos lucros e do grande capital, dando ao povo a hipótese da DEMOCRACIA, fazendo jus ao nome, de se governar, o PREC, que depois foi deposto com o 25 de Novembro, mas conseguiu-se algo de muito bom, do mal que também se conseguiu, que foi a LIBERDADE.

O mal, salta à vista, nem preciso de enumerar, basta olharem à volta, a indústria, as pescas, a agricultura, etc. onde páram? Que é feito delas? Foram dadas aos filhos e netos, das tais vinte a tal famílias da Élite, da cúpula, Maçons e Opus Dei, que sempre mandaram cá no nosso Jardim. Demos a LIBERDADE para nos roubarem, para nos tirarem a Justiça e a educação, dois pilares fundamentais para um estado de direito, seja ele democrático, ou outro coisa qualquer que é este o nosso. Vamos ter de fazer o contra golpe, o contra golpe do 25 de Novembro, esse que deu de volta ao fascismo, aquilo que os militares deram ao povo no 25 de Abril de 1974. Se ainda vamos a tempo? Não sei, sei que urge a mudança.

Carlos Rocha (Beezz) "Hasta La Vitória, Siempre!"


Deixo-vos, para terminar, um texto de António Barreto, que saiu no Jornal Público, e que não me recordo agora da data, para que não esqueçamos, os nossos verdadeiros problemas, e nos dar alento de LUTAR.

"Sócrates, o ditador' por António Barreto

A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam. Entre estes, está o facto de o candidato à Autarquia se ter afastado do Governo e do Partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder:
Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos. Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?
Uns saneados, outros afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo. Manuel Alegre resiste, mas já não conta. Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão. Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda. Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino é pura diversão. Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.
«Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.»
Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá. O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações. Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer. Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade."

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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