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09 novembro 2013

A maioria dos estudantes gregos vão para a escola com fome: resultado trágico de políticas impostas pela União Europeia (II)


 Parte (I) deste texto (clique aqui)

AC artigo in solidarite-internationale-pcf ( Outubro de 2013)
Tradução de Victor Simões


Deuxièmement, ce désastre alimentaire, c'est aussi la conséquence de la politique d'intégration européenne, avant tout de la « Politique agricole commune » (PAC).


Em segundo lugar, o desastre alimentar, é também a consequência da política de integração europeia, especialmente a "Política Agrícola Comum" (PAC).

Contrairement au discours ambiant, reflété dans nos manuels scolaires, les aides de la PAC, largement canalisées par les gros agriculteurs et les réseaux politiques clientélistes, ont servi à financer la restructuration de l'agriculture grecque, conduisant à la ruine des petites exploitations. Ao contrário da opinião dominante, reflectida nos manuais escolares, os subsídios da PAC, em grande parte canalizados para grandes produtores e redes de clientelismo político foram usados para financiar a reestruturação da agricultura grega, levando à ruina das pequenas explorações.

En outre, elle a conduit la Grèce à s'éloigner de la souveraineté alimentaire . Além disso, levou Grécia a perder a auto-suficiência alimentar. Elle est désormais un importateur net, y compris dans ses produits traditionnels : produits laitiers, viande, fruits et légumes … dont les olives ! Agora é um importador líquido, incluindo dos seus produtos tradicionais: leite, carne, frutas e legumes ... incluindo as azeitonas!

Troisièmement, enfin, l'Etat s'accomode de l'action des associations humanitaires, charités religieuses ou fondations privées , qui occupent l'espace vacant laissé par les pouvoirs publics. Em terceiro lugar, o Estado acomoda o trabalho das organizações humanitárias, instituições de caridade religiosas ou fundações privadas, que ocupam o espaço deixado vago pelos serviços estatais.

Ainsi, en Grèce, la « Fondation Stavros Niarchos » a financé à hauteur de 10 millions d'euros un plan d'aide alimentaire touchant 50 000 étudiants , dans 300 écoles des quartiers défavorisés pour leur offrir – en collaboration avec Prolepsis – des repas équilibrés chaque midi. Na Grécia, a "Fundação Stavros Niarchos" financiou 10 milhões de euros do plano de ajuda alimentar envolvendo 50 mil alunos em 300 escolas de bairros carentes para oferecer - em conjunto com a Prolepse - refeições equilibradas ao almoço.

Si l'initiative devient une nécessité impérieuse pour des dizaines de milliers d'étudiants, elle reste scandaleuse. Elle permet à l'État de se défausser de ses responsabilités sociales , sous prétexte de faillite budgétaire, de laisser aux acteurs privés un espace pour acquérir une influence sociale. Se a iniciativa é uma necessidade urgente para dezenas de milhares de estudantes, é no entanto escandalosa.  Permite ao estado fugir às suas responsabilidades sociais, sob o pretexto de falência fiscal, deixando um espaço para os actores privados  adquirirem influência social.

Scandale d'autant plus manifeste quand on sait que la « fondation Stavros Niarchos » a été fondé par un richissime armateur grec, qui a construit sa fortune sur les largesses accordées par l'Etat grec, et par des régimes qui furent teintés d'autoritarisme, de corruption et de régression sociale. Escândalo ainda mais evidente quando se considera que a "Fundação Stavros Niarchos" foi fundada por um rico armador grego, que construiu a sua fortuna assente na generosidade concedida pelo Estado grego, durante os regimes que foram tentados pelo autoritarismo, os da corrupção e da regressão social.
Au-delà de l'indignation, cette nouvelle doit nous pousser à agir ici en France contre les politiques de casse sociale, de privatisation de l'éducation, de pillage des ménages populaires, contre la politique de l'Union européenne au service d'une minorité de profiteurs. Além da indignação, perante isto devemos mover-nos e agir aqui em França contra as políticas de cortes sociais, a privatização da educação, o saque da casa popular, contra a política da União Europeia de Serviço para uma minoria de aproveitadores.

06 novembro 2013

A maioria dos estudantes gregos vão para a escola com fome: resultado trágico de políticas impostas pela União Europeia (I)


Tradução de Victor Simões

Ce mardi 16 octobre, était célébré la triste « Journée mondiale de l'alimentation » à l'heure où 850 millions d'êtres humains souffrent de la faim.
A 16 de outubro, comemorou-se de forma triste o "Dia Mundial da Alimentação" num momento em que 850 milhões de seres humanos sofrem de fome. Au cœur de l'Union européenne, en Grèce, ce fléau émerge de nouveau comme un phénomène de masse, touchant les plus jeunes. No coração da União Europeia, na Grécia este flagelo emerge novamente como um fenómeno de massa, afectando os mais jovens.

L'étude publiée par « Prolepsis » (l'Institut de médecine préventive, et de santé environnementale et au travail) et menée dans 152 écoles, auprès de 16 000 élèves de toute la Grèce, a de quoi donner le vertige. O estudo publicado pela "Prolepse" (Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Ambiental no Trabalho) e realizado em 152 escolas com 16.000 estudantes de toda a Grécia, é o suficiente para o demonstrar. Elle révèle l'ampleur de la politique inhumaine menée en Grèce par la « Troika ». Ele revela a extensão da política desumana na Grécia aplicada pela "Troika".

Selon « Prolepsis », aujourd'hui seuls 36 % des élèves du primaire et du secondaire en Grèce vont à l'école sans être confrontés à la menace de la faim . Segundo a"Prolepse", hoje apenas 36% dos alunos nas escolas primárias e secundárias da Grécia vão à escola sem serem confrontados com a ameaça da fome.

Dans le même temps, 37% des élèves sont en situation d' « insécurité alimentaire », sous la menace de la faim sans la subir directement, tandis que 27%, plus d'un élève sur quatre connaît la faim à l'école, qu'elle soit modérée ou sérieuse. Ao mesmo tempo, 37% dos alunos estão em situação de "insegurança alimentar", sob a ameaça de fome, enquanto que 27%, mais de um em cada quatro passa fome na escola,  moderada ou grave.

En tout, cela fait donc près de deux élèves sur trois (64%) qui vont à l'école la faim au ventre. No todo, são portanto, quase dois em cada três alunos (64%) que vão para a escola com fome.

Les reportages édifiants ne manquent pas sur la situation dans les quartiers populaires d'Athènes ou Salonique, des enfants affamés incapables de participer aux cours d'EPS, des enseignants donnant à leurs enfants un casse-croûte pour tenir la journée. As reportagens não falam sobre a situação nos bairros de Atenas ou Salónica, os professores às crianças com fome incapazes de participarem nas aulas de educação física, dão às suas crianças um lanche para passarem o dia.

Comme le notent les auteurs de l'étude, la Grèce tombe dans des chiffres comparables à ceux de pays d'Afrique sub-saharienne , réussissant la performance de se situer en-dessous du Zimbabwe, du Mozambique et du Malawi où une courte majorité d'élèves ne souffrent pas de la faim. Como observam os autores do estudo, a Grécia está com valores comparáveis ​​aos dos países subsaarianos com um desempenho relativo à fome pior que o Zimbabwe, Moçambique e Malawi, onde uma curta maioria  de  alunos não sofrem de fome.

Cette réalité ne peut que soulever notre indignation. Esta realidade só pode aumentar a nossa indignação. Elle est surtout éclairante politiquement sur la nature de l'attaque barbare subie par les travailleurs, sur la responsabilité du choix de l'intégration européenne dans l'offensive menée par la classe dominante grecque et européenne. É especialmente esclarecedora qunto à natureza política do ataque bárbaro sofrido pelos trabalhadores, sobre a responsabilidade da escolha pela integração europeia, na ofensiva conduzida pela classe dominante grega e europeia.

 
Car, premièrement, ce désastre humanitaire est la conséquence directe de la « politique d'austérité » menée depuis 2008 : baisse des salaires de 20, 30, 40 %, des coupes par milliards dans l'éducation et la santé, le retrait de l'État de ses fonctions sociales. Porque, em primeiro lugar, este desastre humanitário é uma consequência direta da "austeridade", aplicada desde 2008: os cortes salariais de 20, 30, 40%, cortes na casa dos biliões em educação e saúde, a subtracção do  Estado às suas funções sociais.

Se soigner ou manger, c'est désormais l'alternative pour les fa
Continuação parte (II) (clique aqui)

18 outubro 2013

AINDA PODE HAVER CORTES !!!



A jactância constante do título seguinte Governo defende que cortes salariais na função pública são menores que em 2012 constitui uma prova de muita ignorância da matemática. O que interessa não é os cortes serem inferiores aos do ano anterior. O essencial e importante é que além dos cortes sofridos nos últimos anos, os cidadãos vão sofrer maior agravamento. O que é preciso ter em conta é o dinheiro disponível que lhes resta é cada vez menos. O que tem significado é a fracção de dinheiro que lhes resta, em relação a 2011, nos anos 12012, 2013 e em previsão em 2014.

Por este caminho de agravamento doentio e persistente da austeridade, dentro em pouco, o corte vai ter de ser cada vez mais pequeno até que não poderá ser mais do que zero por já não haver um cêntimo na posse de muitos cidadãos. E depois onde vão os governantes buscar o dinheiro para pagarem as suas subvenções e todas as regalias constantes da nota 1 da notícia Despesas com gabinetes do governo aumentam 1,3 milhões de euros: «Os gastos com pessoal abrangem, além das remunerações de ministros, secretários de Estado e seus colaboradores, as despesas de representação, ajudas de custo, suplementos e prémios, subsídio de refeição, férias e Natal e contribuições para a Segurança Social ou a Caixa Geral de Aposentações. Os bens e serviços abrangem telemóveis, combustíveis, alimentação, deslocações e estadas, estudos e consultadoria, entre muitas outras rubricas.»


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11 maio 2013

GASPAR CHEGOU À META


Transcrição de artigo:

«Tempo político de Vítor Gaspar terminou», diz Carlos Abreu Amorim
 TSF. 10-05-2013. Publicado às 20:47

Este vice-presidente da bancada parlamentar do PSD entende que portugueses devem muito ao actual ministro das Finanças, mas lembra que Portugal entrou numa «nova etapa».

O social-democrata Carlos Abreu Amorim defendeu, em declarações à agência Lusa, que o «tempo político de Vítor Gaspar terminou», devendo o primeiro-ministro ponderar a substituição do ministro das Finanças.

Depois, ouvido pela TSF, este vice-presidente da bancada parlamentar do PSD considerou que se «entrou numa nova etapa de crescimento económico que tem de ser essencialmente política».

«Houve um primeiro momento, logo a seguir às eleições, em que este Governo com muita coragem precisou da atitude corajosa de Vítor Gaspar e foi restabelecida a confiança e credibilidade de Portugal não apenas nas instâncias internacionais, mas também para regressarmos aos mercados», explicou.

Para Carlos Abreu Amorim, este momento deve ter o reconhecimento dos portugueses que «devem muito a Vítor Gaspar», contudo, agora «estamos noutra etapa e temos de a enfrentar com a mesma coragem e determinação».

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29 abril 2013

ALTERNATIVAS PARA A AUSTERIDADE



Ao contrário da teimosia obsessiva de Passos e de Gaspar, parece haver alternativas para evitar o agravamento repetitivo e demolidor da austeridade. Podem continuar as lutas partidárias e chamar demagogo a Seguro, mas para o crescimento de Portugal e para bem dos portugueses, não deixem de prestar atenção a soluções que aliviem o sofrimento que, há quase dois anos, nos vêm infligindo.

Eis o artigo do Económico:

Seguro propõe medidas para libertar 12,5 milhões
Económico. 29/04/13 00:06 Por Márcia Galrão

São 12,5 mil milhões de euros libertados para a economia com redução do rácio da solvabilidade dos bancos, contratos do BEI e fundos da recapitalização da banca. Para aqueles que nos últimos dois anos o acusaram de não ter propostas concretas, António José Seguro saiu do XIX Congresso do PS em Santa Maria da Feira com um programa de Governo recheado de medidas com uma única prioridade: "Emprego, emprego, emprego". Porque é "possível" renegociar o programa de ajustamento e sair da "espiral recessiva", Seguro tem um pacote que só em três medidas vale 12,5 mil milhões de euros, dinheiro que quer ver injectado na economia.

O líder do PS deixa assim claro qual é o caderno de encargos que exigirá ao Governo em matéria de crescimento e que em alguns aspectos é coincidente com o "memorando para o crescimento" apresentado a semana passada pelo ministro da Economia Álvaro Santos Pereira. Esta é uma das áreas para as quais Passos Coelho quer consenso com Seguro tendo já avançado com um novo convite para se reunirem esta semana sobre esta matéria. Seguro prometeu uma resposta para esta semana.

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26 outubro 2012

Investir para haver crescimento

Notícia do expresso tem o título Álvaro diz que "sem investimento Portugal não vai crescer" o que é uma verdade incontroversa mas, para investir, é preciso haver capacidade de poupança, é preciso que depois das despesas indispensáveis reste algum saldo disponível, o que para a generalidade dos portugueses está a ser um sonho irrealizável.

Por isso, pedimos ao Sr ministro Álvaro Santos Pereira o especial favor de explicar essa sua ideia ao «operador de calculadora» Gaspar, alertando-o que a austeridade que aniquila a classe média não permite fazer poupanças que resultem em investimentos, nem sequer desenvolver a economia fazendo compras em novas empresas criadas por estrangeiros.

Tal investimento só poderá vir dos protegidos do regime (se não optarem pelo offshore ou pelo investimento em outros países), como se vê dos bons resultados a seguir indicados:

- BPI teve um lucro líquido consolidado de 117,1 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, uma subida de 15,3% face a idêntico período de 2011

- Lucros do Totta cresceram para 230,4 milhões nos primeiros nove meses face aos 60,2 milhões registados em igual período de 2011

- Lucros da Jerónimo Martins cresceram 6,2%

Mas mesmo esses acabarão por ver secar as suas fontes de enriquecimento, se a política de austeridade continuar em aceleração crescente. Eles não conseguem viver sem clientes apesar da «capitalização dos bancos» a qual também se tornará impossível quando o povo já não tiver um cêntimo que o Estado lhe possa sacar.

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24 outubro 2012

Bruxelas ampara Gaspar

É ridículo que tenha que ser lembrado aos «operadores de calculadoras» que o défice é o resultado de uma operação aritmética denominada subtracção e que ocorre quando o aditivo é inferior ao subtractivo, isto é, quando as receitas são inferiores às despesas. Dito de forma a ser melhor compreendido, no caso actual, há défice sempre que as despesas são superiores às receitas, quando se gasta mais do que se pode pagar.

Isso foi explicado no post Governo não pensa em orçamento. Só pensa em receitas, isto é, os «operadores das calculadoras» centraram toda a sua capacidade nas receitas e criaram a austeridade que deu recessão mas, não satisfeitos com os maus resultados, agravaram as medidas antes aplicadas. Depois, o post Défice, receita e despesa. Bruxelas avisa mostrou que a UE pretendia chamar à razão os nossos fanáticos dos números e indiferentes às pessoa, para os levar a ver alternativas e o nosso compatriota João Salgueiro explicou que Há alternativa para a austeridade.

Mas a obsessão é tal que nada demoveu os autores do OE de seguirem pelo caminho pedregoso que conduz ao despenhadeiro e a UE não resistiu á tentação de intervir ostensivamente para impedir a catástrofe e, depois de os avisos terem batido contra orelhas moucas, decidiu ser mais acutilante e impôs que o Governo tem um mês para apresentar um plano B a Bruxelas, com medidas de redução da despesa, para a eventualidade de a receita fiscal não atingir valor suficiente. Esta medida apresenta-se muito paternalista dado que o Governo parece indiferente ao facto de que a receita fiscal já caiu 4,9% até Setembro.

E é preciso reflectir que as despesas a reduzir não devem ser aquelas que vão prejudicar os cidadãos mais carentes que, devido à austeridade, já apertam o cinto á volta das vértebras descarnadas. Há que olhar seriamente para o esbanjamento do dinheiro público como as despesas inúteis, não essenciais e desnecessárias, com apoios financeiros às «fundações» que os não mereçam pela fraca qualidade ou ausência de resultados realmente úteis para os cidadãos e/ou com gestão desadequada e exageradamente custosa que só dão benefício para os administradores tachistas da amizade e da «confiança» dos políticos. O mesmo se pode dizer de observatórios sem utilidade prática ou proporcional aos custos, de apoios a actividades sem justificação que não seja apenas o apoio a amigos, de quantidade desnecessária de assessores, de especialistas, de conselheiros, de consultores, etc. Por exemplo, para que servem tantos deputados eleitos pelo povo se, apesar da sua qualidade e quantidade, o Parlamento vai gastar 406 mil euros em estudos encomendados a gabinetes amigos, nos quais, eventualmente, poderão trabalhar deputados?

Também o Governo, apesar da quantidade de assessores e especialistas, não se poupa à generosidade de encomendar estudos e pareceres a gabinetes de advogados amigos. Recorde-se que o Governo anterior tinha pago centenas de estudos e pareceres a justificar o Aeroporto de Lisboa na OTA, o qual acabou por ser destinado à região de Alcochete. Assim se criam e agravam as crises que resultam no empobrecimento imposto à classe média e baixa, apesar de, ocasionalmente, se ouvir falar do desejo de obter «justiça social».

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Atribuído Pela nossa querida amiga e colaboradora deste espaço, a Marcela Isabel Silveira. Em meu nome, e dos nossos colaboradores, OBRIGADO.

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